
Ciúme
Data 06/06/2011 10:38:52 | Tópico: Poemas -> Amor
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Essa dúvida coxa que não se faz anunciar Embuste de amor, espreita, sibila sorrateira Na curva do sonho se aninha e de modo vulgar Tece armadilha num doce baloiçar de matreira.
Olho-a de soslaio, reconheço com escárnio Não se vá perpetuar em prelúdios sem fim, Não queira amparar a noite, seja seu desígnio Consumir sem dó o pouco siso que resta em mim.
Mas não se acabrunha ao meu olhar, bem contrária Sacode o magote a venenosa, e vêm outras tantas aos ais Assentar arraiais, e tantas outras... tantas outras ou mais...
Enlaçam a imaginação e constroem lanças e punhais Ó parca fortuna tua meu amor, no sono velas o pecado Valha ignores que ao teu lado, morro... de ciúme fulminado!
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