
Tempo
Data 29/09/2007 19:44:09 | Tópico: Poemas
| No meu lago de águas escuras, Quietas, Sem vida, Perdura à superfície lodosa Uma ternura espelhada no infinito da eternidade! Das minhas mãos transborda a minha alma E o sofrimento faz-se doçura Deslizando – me pelos dedos Ansiosos de magias, Loucuras, Desatinos… Para lá da minha pele, Dos meus sentidos, Da atracção inexplicável como um feitiço, Transformo o amor em saudade…
E o meu desejo errante, Nascido nos primórdios do tempo, Flui na minha memória a caminho do futuro, Futuro anulado Porque, desde o início, Este sonho viveu no passado! Tento seduzir a roda do tempo, Enganá-la…
Em vão…
O futuro e o presente confundiram-se…
Dessincronizados, Abalaram ambos, Numa corrida inversa, Para o passado…
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