
poema sem abrigo
Data 12/05/2011 15:05:59 | Tópico: Poemas
| é um orgulho ter-te no seio da luz entre as falésias e as ondas da vida como ênfase parabólica de reflexão nesse embate regular e desgastante onde se interioriza a forma de eleger-te
caprichos não invadem este estágio vigente onde se aludem preconceitos num martirizar defeituoso sob uma espera que nada alcança mas tudo espera do seu esperar
nesta encruzilhada do diz que diz se amontoam desideratos e afins em contrastes de insegurança e perjúrio de tanto cismar onde não ancoram mais naufrágios
receios não reiteram definições na ambiguidade do mar imenso e de todas as ondas que sustem
nas rochas permanecentes se enfeitam os carinhos e os gestos da demora num escorrer desanuviante sem contemplação
ali ainda há lugar para o poema
António MR Martins 2011.05.12
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