
quimera
Data 06/05/2011 13:42:09 | Tópico: Poemas
| tanta cegueira em busca da coisa amada tantas horas fizeram as amarras da perdição
trilhos sinuosos no prurido da ventania das mãos abertas ouço a voz
o crepúsculo nos corta o âmago nos erectos pêlos da consistência o teatro de quase todas as vidas esconde-se a cada anoitecer
mais triste não é o cego mas quem não quer ver no tormento de tantas insónias
o adormecer anseia que a bruma não disperse o sentir de cada sonho
no alcance de cada infinito
as queixas dominam a insensatez de cada acordar aflito no crepitar de cada lume
sulcam-se estreitos onde a prisão de todas as vozes tonteia e a quimera de cada incêndio estabelece o queimar do nosso interior mais profundo
António MR Martins
2011.05.06
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