
Da Súbita Rebeldia, Tempo III (Cleto de Assis)
Data 19/04/2011 12:11:28 | Tópico: Poemas -> Reflexão
| Ah! À distância rimas e ritmos e métricas e metáforas! Não há qualquer simbolismo neste funil que se estreita à medida que nos aproximamos do finito.
Mas somos melhores, diz a voz, do que no tempo em que tudo era infinito. Temos, então, direito a novas auroras Nesta hora crepuscular?
Terá o sonho solução? Será o devaneio adolescente desmensurável plano no tempo mínimo de nossa juventude? O sonho é apenas um corte fugidio do presente que não acumula certezas e vive de ouro de tolo garimpado no passado.
Um dia, quando menos esperamos, ou dolorosamente aguardamos, damos de cara com o futuro vestido em andrajos de Filho da Noite a cuidar da porta que leva a parte nenhuma.
Apenas nos será permitido olhar mais vez para trás sem direito a lamentações sonoras ou pedidos de reconsideração. Somente mais um último olhar no vazio do que passou e de todos os presentes perdidos: eis o Homem diante de seu Futuro.
Cleto de Assis, poeta, in: Amarras do Tempo, Curitiba, junho de 2010.
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