
E A SOLIDARIEDADE
Data 09/04/2011 16:28:11 | Tópico: Poemas -> Desilusão
| No encontro com a rua desnuda, pessoas, dobradas em quatro, sem ter o que haver de seu, dormem nas valetas, desta vida.
Gente passa por elas indiferentes, omissas ao que passa ao seu redor, sem um pouco de pão, que dar a estes pobres desgraçados.
É preciso esclarecer que a estas pessoas, ninguém dá emprego ou amor, são renegados relegados para planos inexistentes.
Sua má aparência repugna quem por elas passa, e viram o rosto para o lado, sem se importarem o que elas sofrem e penam pra viver.
Fala-se tanto em amor ao próximo, que, pecadores, nós somos, não nos apiedando com o que vemos, em cada esquina, nos degraus da dor.
Ninguém se interessa por estas pessoas, rotas, sujas, esfomeadas, com frio, passando por nós, com os seus parcos tesouros imundos.
Custa assim tanto parar e conversar com elas e ouvir suas histórias de vida, o que as levou ao desespero, de serem abandonadas pela família?
Sejamos mais altruístas e humanos, não façamos, destas palavras simples monólogos, ofensa para os que já são tão ofendidos.
Jorge Humberto 09/04/11
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