
De olhos fechados suspensa no ar
Data 08/04/2011 19:29:25 | Tópico: Poemas
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Abro a porta, o vento sacode as janelas com ímpeto, é enternecedor, refresca, renova o ar, suaviza o ambiente ganha um novo fôlego, a aragem é inebriante, calma, a paz lateja nos pensamentos e cai devagarinho, roçando o coração deslizando pela alma que ama e guarda um sorriso que se revisita, no rosto que se perde buscando um olhar, apenas um olhar, com nome...
Olha a linha do horizonte, e lá, na linha que o define, o encontra sobre o fio que o demarca, e como um trapezista vai pela vida, arriscando, equilibrando mais um passo e de olhos fechados suspensa no ar, os pés estão lá seguros, o vento bate, açoita fustiga, mas nada se mexe porque o fio é como uma rocha que sustém os pés, e vai embalando no pensamento uma canção, cuja melodia explode em acção e força:
Tudo posso naquele que me fortalece...
E aquela que sou eu, porque creio, venço em meio ás tormentas, crendo que sou vencedora e sei que chego lá, mesmo nas voltas da revolta.
Ilesa, solto-me, jogando-me no infinito que és Tu, para mais uma vez desfrutar, o belo que me dás na ausência.
Porque presença e ausência é algo que não importa, quando esperamos, quando o querer e o amor gritam no coração, e explodem na alma, vivificando-se no espírito, fortalecendo-se, ele acalma e vive derramando amor e o seu grito ama com a chama do amor incondicional.
Alice Barros
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