
Hoje não posso falar de amor Porque m'alma sangra de sofrimento e dor Rogando ao Pai a quem tanto glorifiquei Que perdoe-me porque na omissão eu errei.
Errei quando nada fiz pela criança carente Que pelas ruas perambula rogando socorro da gente Errei quando ao seu sofrimento fui indiferente Ocupando por vaidade uma grande morada Enquanto ela dormia ao relento na fria calçada.
Errei ao desperdiçar os alimentos que o Senhor me Legou Jogando ao lixo o que muito me sobrou Enquanto que ela raquítica por um pão implorava E no desespero da fome drogas experimentava.
Errei ao comprar roupas caras sem jamais as usar Enquanto que ela vestia farrapos para lhe agasalhar Errei ao ter tantos calçados só por ostentação Enquanto ela descalça temia as brasas do chão.
Errei por não combater de forma implacável a pedofilia E por omissão ser conivente com a maior covardia De quem trata crianças com ódio e tanto rancor Fazendo com que cresçam sem conhecerem o amor.
Errei quando ao votar outorguei Poderes a quem não merecia confiança E ingênuo em falsas promessas acreditei Naqueles que eternizam o calvário de uma criança Egoístas que destroem a fé e a esperança.
Hoje num luto profundo minha cidade amanheceu Chocada com a chacina que um insano cometeu Profundamente abalado e emocionado entristeci Mas talvez ele tenha sido mais uma criança que esqueci.
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