
Canção perdida
Data 06/04/2011 11:49:08 | Tópico: Contos -> Tristeza
| Gota d’água pinga pingos, é orvalho de verão; Pássaros voam e pulam de galho em galho, é comida farta no sertão; Borboletas e abelhas fazem a festa no pomar, parece à prima-verá no sertão; E eu com um violão de baixo de uma grande e bela árvore, tocando para a natureza e minha banda; O gorjear dos pássaros e o caminhar das formigas, zumbido dos insectos e a minha segunda voz é a cigarra cantarolando perto de mim. La me vai com minha orquestra afinada, mas tem um ruído diferente que desafina a minha banda. É a orquestra desafinada, os integrantes são: Um serrote, um machado, animais que não são da nossa fauna e o fogo!, o mais desafinado de todos. A sua musica arde e destrói os tímpanos da natureza, quebrando as vitrines naturais pelas mãos do homem. O meu cajueiro “grande árvore e bela” parecia imponente estremeceu caindo num longo grito de dor, agora não tenho pássaros, não tenho pomar não tenho mais nada! No lugar, vaca se cabras e algumas galinhas, onde ficava minha árvore, ficaram a marca do fogo, sendo morada a da dor. Agora meu canto é silencio ouvindo o estalar do fogo e vendo os insectos queimarem borboletas morrerem, caindo uma a uma, abelhas sufocadas pela fumaça e a cigarra em desespero morreu queimada viva, adeus minha segunda voz! Aqui fica meu lamento, minha gente não faça queimadas não destruam o pouquinho que temos com essa sinfonia da morte. Já parou para pensar o quão linda a natureza é? animais, bosques, cachoeiras e num passe de mágicas tudo virar poeira por mãos humanas? Pense nisso!
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