
Energúmena morte
Data 27/03/2011 13:57:49 | Tópico: Poemas -> Reflexão
| Energúmena morte
Na minha morte teve festa e música alta.
Eu tinha dezenove anos, ainda não sabia o que era engano.
Morri com ela aos dezoito anos com uma louca euforia em panos.
Fiquei tentando viver longos vintes poucos anos. Mas era difícil ressuscitar com aquela energúmena.
Cheio de merdas no entorno existencial.
Quanta discórdia e burrice pragmática, até no sexo perdi a prática.
O meu velório tinha pessoas angustiadas e abstraídas.
Minha mãe morreu depois com agonia no rosto morreu mais de desgosto.
Na minha morte falei pouco com quem eu mais amava.
Entrei em decomposição sem composição poética.
Estou me avigorando pra nascer de novo nesse plano que ajudei a me matar vivo.
Eu nem cheguei ao céu ou quis ficar no inferno.
Foi no inverno que me desfiz do terno de madeira terreno.
Sem a branca me escoltando, só feliz e sereno, em paz me fiz moreno já me amando.
O NOVO POETA. (W.Marques). http://poetadefranca.blogspot.com/
O NOVO POETA. (W.Marques).
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