
SOMENTE A SOLIDÃO
Data 21/03/2011 06:47:13 | Tópico: Sonetos
| À espreita do que possa ser diverso Do tanto quanto busco e nada vinha Somente a solidão que sei tão minha Rondando sem certeza este universo
E quando contra o vento agora verso Ousando acreditar na mais daninha Loucura tantas vezes tão mesquinha E nisto o que pudesse desconverso,
Resulto desta inválida promessa E o passo sem saber já recomeça E deixa qualquer marca para trás
Meu mundo que tentara em mansidão Agora se moldando em dimensão Mudando sem sentido o que ora traz.
A dura sensação do que se faça Instantes onde o mundo quis o fim Do tanto quanto possa dentro em mim A luta se perdendo em tal desgraça
Avesso ao que pudesse e nada traça Somente este desdém e de onde vim O tempo se anuncia sempre assim, Deixando no passado esta fumaça
O rústico momento em tom sutil Apenas desdenhando o que ora viu Vestígios de uma vida sem sentido,
O tanto quanto pude na verdade Ao menos com frieza já degrade O todo que deveras dilapido.
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Já nada mais soubera e mesmo enquanto O tempo se perdera em dimensão Diversa da que vejo e desde então A senda se aproxima em desencanto
Não posso e na verdade o que garanto Não dita os dias frágeis que verão Ainda do que possa em solidão Traçar outro cenário e enfim me espanto,
Reparo e sei do fim aonde um dia Vivesse o que pudesse e não teria Sequer a menor chance; ser feliz.
Meu verso se perdendo em rumo incerto Apenas o que invado e ora deserto Traduz o quanto tenho ou se desdiz.
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Negar o quanto tenha e mesmo veja Ascendo ao mais disperso caminhar E posso na verdade desejar Apenas o que tanto se preveja
Embora a sorte trace e que assim seja O fim semente exposta ao vão lugar E nisto me entranhando em ledo mar, A luta se mostrasse malfazeja,
Reúno meus enganos sigo aquém Do quanto na verdade não mais vem E bebo a solidão enquanto pude
Vestir a mesma farsa do passado E vejo o tempo agora desolado Matando o que me resta em juventude.
Não tento acreditar no que não trame A luta sem sentido em vaga sanha E mesmo quando o tempo ora me ganha A sorte se perdendo em vago enxame,
Cravando dentro da alma o que reclame Inverto o meu caminho e da montanha Eu vejo o que se perde e não se entranha Numa alma sem saber qualquer ditame,
Vagasse sem destino vida afora E o tanto quanto quero não aflora E marca em tatuagem o que resta
Porfia com temor esta esperança E quando à solidão meu passo lança Deixando sem sentido algum a festa.
Não tento confirmar o que não veio E sigo sem temer qualquer vontade E quando o dia a dia me degrade Enfrento o quanto tenha em vil receio
O mundo se transforma e sigo alheio Ao quanto poderia em vil verdade E nada do que trace realidade Expressa o meu caminho em devaneio.
Bendigo qualquer sonho mesmo em vão E sei dos dias turvos que trarão Apenas o vazio e nada mais,
Enquanto o meu cenário nada muda A sorte se aproxima e sem ajuda Encontro no final meus vendavais.
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Negar o que se fez além de tudo E ter nos mesmos olhos o futuro E quando no caminho eu asseguro O prazo aonde torpe desiludo,
O verso sem saber quanto amiúdo O canto noutro passo e se o misturo Apenas no vazio em tempo obscuro O corte dita o tempo e nada ajudo.
Restando de minha alma muito pouco Quem sabe no final esteja louco? Ainda mesmo assim o verso trama
A febre sem temor em frenesi E o quanto desejara se o perdi, Nem mesmo em verso audaz expões a chama.
Um tanto já cansado desta luta E nada mais pudera desde quando Meu mundo sem sentido desabando Enquanto o dia a dia ora reluta,
E sei do que pudera e não refuta O lento caminhar em contrabando Resulto do vazio me enfurnando Na sórdida presença mesmo bruta,
Reparo cada engano e sigo em frente Ainda que meu canto se apresente Diverso do momento mais sutil,
Errático planeta sem sentido O vento aonde o tanto dilapido Traduz o que esperança jamais viu.
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No prazo demarcado pela morte Jamais se determina o que prorrogue Ainda que deveras tente e rogue Já nada no final tente e conforte,
A vida se anuncia e sei do forte Caminho aonde o todo deixa grogue Quem busca qualquer lei que ora revogue E nisto nem o sonho diz aporte,
Aborto cada insânia e tento além Do quanto na verdade a vida tem E sinto sem sentido o que viria,
Bebendo com temor o que inda tenho Ascendo ao mais dorido desempenho Tocado pelas mãos desta agonia.
Realço com meu sonho o que jamais Pudesse acreditar se a vida enreda Nas ânsias mais audazes e se seda Enfrenta o quanto possa em vendavais,
Atenda o que tentasse em desiguais Caminhos preparando a nova queda E o verso no vazio se envereda E nele se repetem outros tais,
Repare cada anseio e veja bem O quanto da verdade não convém A quem se fez bem mais e não soubera
Apresentando o fim da leda história A sorte se perdendo na memória Alimentando apenas esta fera.
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Não tendo mais saída o que me resta É crer noutro cenário ou mesmo até Trazendo esta esperança feita em fé Ousar no caminhar onde se empresta
A noite que pudera ser funesta Ou mesmo desenhando em tal galé O verso mais atroz por ser quem é Impediria o fim em sonho e festa,
Não prezo quem despreze o verso e o sonho E sei do que se rompe e decomponho Meu mundo em discordante caminhada,
Daquela sensação de vida em nós Apenas o cenário mais atroz Depois se adivinhando o fim em nada.
Não tendo outro momento senão este O quanto na verdade se fizera Apresentando enfim a sorte fera Aonde o meu anseio concebeste
O canto no final e não teceste Sequer o que pudesse e não se espera Da garra mais atroz esta pantera Enfrenta o que deveras; mereceste.
Apresentar o sonho em tom suave E sendo de tal forma o que se agrave Vivendo com temor o dia a dia,
No prato que quebraste sem motivo O tanto quanto possa e não me privo Do canto aonde nada mais teria.
A vida não permite que se siga Depois da tempestade mais audaz, O verso na verdade não se faz E sei da minha sorte mesmo antiga,
O preço a se pagar nos contradiga E o medo se desenhe mais tenaz Do quanto poderia crer em paz A luta com temor nos desabriga.
E sei do meu anseio sem limites E quando no final não acredites O tempo desenhara o fim de tudo,
Meu canto sem proveito e sem razões E nele todo o medo que ora expões Enquanto no final me desiludo.
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O vento se transforma e toma o rumo Diverso do que outrora tanto eu quis O verso deixa na alma a cicatriz E nela o dia a dia em vão resumo,
Benesse se mostrasse em supra-sumo O peso do passado, este aprendiz Gerando novo encanto e por um triz Do tanto quanto pude ora me esfumo,
Ascendo ao verso atroz em noite rude E sei do caminhar aonde pude Depois da tempestade crer em paz,
Mas quando se aproxima o fim do jogo Não tendo mais valia qualquer rogo Apenas o vazio satisfaz.
Não teime contra a fúria do que outrora Vivesse dentro da alma e tão somente O quanto na verdade se apresente Aos poucos sem sentido nos devora, E bebo do caminho onde apavora O mundo em tom atroz e incoerente Ainda que se possa num repente Ousar noutro momento e desancora, Restrinjo aonde eu possa num instante E sei do quanto em vão nada garante Matando o meu anseio em verso e dor, E nisto se apresente o quanto tenho Ainda sem saber sequer se venho Após outro momento em dissabor.
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A deusa que desnuda se fizera Além do mero sonho aonde invado E nisto se percebe do passado A cena mais audaz, mesmo sincera, E vendo a minha sorte em tal tapera Aonde o que pudera já degrado Ousando caminhar e lado a lado Apenas a verdade destempera, No farto delirar de quem se ponha Diverso desta luz mesmo medonha Pousando no cenário feito em sonho, A cargo do prazer onde eu matizo O tempo mais diverso ou mais preciso Meu canto noutro tom ora componho.
Imerso nas entranhas do que fomos Eu vago sem saber do que seria A vida se não fosse a fantasia E nela outros momentos velhos gomos, E sigo o dia a dia aonde eu possa Viver sem mais temer o que virá Sabendo da esperança qual maná E mesmo da ilusão imensa e nossa, O fardo dividido não mais pesa A luta se mostrando em tom atroz, O canto se desvenda e nesta foz A sorte mais sutil deveras tesa E o cântico que tanto procurei Decerto noutro canto eu encontrei.
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Já não me caberia novamente Lutar contra os que restam dentro em mim, E sigo sem saber do meu jardim E nisto se desvenda o quanto mente A vida noutro tom mais claramente E segue o que pudesse até o fim, Jorrando dentro da alma este estopim Aceso nesta noite impunemente, Meu canto sem sentido se perdendo E o verso que não seja vão remendo Prevendo novo dia em claridade, O manto destruído em tom sutil Apenas diz do quanto não se viu E o beijo se perdendo nos degrade.
Não tento acreditar no que se vira Ainda noutro mundo se apresenta Depois do que pudera em tal tormenta Deixando no caminho esta mentira, O quanto do cenário se retira E vejo a mesma face virulenta E nada do que reste me apascenta Tramando o dia a dia em cada tira, Meu prazo determina o fim do jogo E quando na verdade morto em rogo O lodo se aproxima e toma em lama A voz que não pudera mais saber O mundo aonde tanto pude ver No fundo sem sentido não reclama…
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Meu verso desencanta o que se faz E gera o meu anseio em claridade, Pousando dentro da alma o que me invade E nisto caminheiro mais mordaz Meu prazo determina o fim da paz Jogado pelas tramas da saudade O vento no caminho já degrade O manto quando o nada satisfaz, Reparo o velho tom e nada vejo Somente o quanto queira em vão ensejo E malfazejo rumo se desdenha, A luta sem proveito e tenebrosa Apenas no vazio ora antegoza O sonho sem saber de fogo e lenha.
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A lua não defina o sonho e a sorte E quanto do caminho onde me engano Pudesse ser deveras um cigano Sem ter o quanto reste ou já conforte Meu canto se anuncia e me comporte Marcando o dia a dia em ledo dano Apresentando apenas o profano Caminho onde decerto veja o corte Medonhas faces dizem do futuro E vejo enquanto nada eu asseguro Matando o que inda tenho dentro em mim. Meu caos se apresentasse de tal forma E nisto o quanto venha nos conforma E gere a turbulência em meu jardim.
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Esparsa sensação adentra a tarde E vejo quanto pude ter no olhar Sem horizonte apenas mergulhar No passo aonde o todo não aguarde, E o vento noutro tanto se resguarde Ou mesmo me permita caminhar No tanto quanto pude agora ousar E nisto cada noite em dor retarde, A lua acinzentada em dor e tédio O mundo não teria mais remédio E o preço a se pagar em ágio traz A senda sem ternura e mesmo morta Deixando sem sentido exposta a porta E nela o meu anseio mais mordaz.
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O vento aonde o tempo diz do fim Jogado sobre as rocas tão somente E quando no final já nada tente Semente sem verdades no jardim, O pranto desolado traz em mim O marco mais audaz tanto premente E sigo caminhar contra a corrente Depois do desejar atroz, enfim. Já não mais concebera melhor sorte E vejo tão somente o quanto aborte O sonho mais audaz em mero tom, O vento delicado se aproxima E gera sem saber em novo clima A vida desejosa em raro dom.
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Meu verso se perdera sem destino E o canto se aproxima do final Aonde o quanto quero bem ou mal Deveras sem sentido desanimo, E vago após o engodo cristalino Restando o meu anseio em tom fatal Resulto deste insulto desigual Vestindo o canto atroz e mais ladino, Revejo cada passo deste todo E sei que mergulhando em pleno lodo O tempo se fizera sem sentido, E quando se aproxima o fim do sonho Apenas o que possa ser medonho Deixando no passado inda lapido.
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Uma coluna traduzida em queda após O estio que não cessa e traz somente O fim que na verdade se pressente Ausculta do caminho a leda voz,
E o manto se desvenda e sei da foz Dos tempos entre tantos e se sente O medo noutro canto e mais descrente Apresentando o rumo mais feroz,
Medonha madrugada aonde o fim Pudesse desenhar em estopim O quanto se anuncia alvorecendo, Meu mundo sem sentido e sem proveito Ainda no vazio onde me deito Esboça o que se veja esmorecendo.
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O quanto duraria uma esperança? Não mais comporta a vida o que responde Meu mundo e na verdade sei por onde O passo sem sentido ora se lança E vejo em turbulência o que me alcança E nada do que possa corresponde Ao tanto que se quer e quando esconde A vida noutro engodo já balança Marcante madrugada em tom venal E sigo o meu caminho desigual Envolto nas lembranças do que fui, E o peso tomba logo a consciência A sorte se transforma em penitência E todo o meu passado em vão influi.
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Não tendo na verdade o que pudera Apresentar qual fosse solução Os dias mais atrozes moldarão A sórdida expressão em vã quimera O medo com certeza destempera E marca com temor esta expressão E dela se adivinha a negação Deixando a sensação que desespera. O preço a se pagar deveras juro Encontra o que se perde em tom escuro Matando pouco a pouco o que me ilude, O verso sem sentido e sem provento O caminhar deveras onde eu tento No fim renega em mim tal atitude.
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Homérico caminho em epopéia Vagando pelas ânsias do que venha E nisto o delirar não mais contenha Sequer o quanto pude em leda idéia, Ausenta-se do sonho esta platéia E bebo o quanto tente e sempre tenha A vida o que deveras não convenha Marcando esta esperança em panacéia O vento se aproxima do final Invento e reinvento o ritual Audaciosamente feito em fúria, De todo o desejar não mais se vendo Apenas o que trago agora horrendo Permite no final esta lamúria.
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Negar o meu anseio e procurar Por entre meus escombros o que tanto Ainda se mostrasse em desencanto Depois da tanto tempo emoldurar Nas ânsias do que fosse o meu lugar O marco mais audaz e se o garanto No fundo o meu anseio dita o pranto E nele nada pude desenhar Não fosse esta atitude mais venal O tanto se presume em desigual Vestígio feito em ondas tão somente, Do quanto se quisera e não viera A sorte desvendando a primavera Espera simplesmente outra semente.
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Singela noite dita em abandono O verso mais gentil ou mesmo rude E quando no final apenas pude Deitar em travesseiro exposto ao sono, Ainda do que possa não me adono E deixo para trás a juventude E nela o que de fato nos ilude Presume o meu anseio e não me abono. Abraço cada passo aonde um dia Pudera desenhar o que viria Tentando a poesia como abrigo, Depois de certo tempo nada vindo Cenário se mostrara quase infindo, E nisto sem temor algum prossigo.
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Quisera acreditar noutro momento E sei do meu anseio aonde possa Traçar outra verdade mesmo nossa E nisto o quanto resta ora fomento, Não vejo cada passo e me atormento Depois da solidão por onde endossa Meu rumo quando o verbo não adoça Trazendo tão somente o sofrimento E vendo o que não pude acreditar Ousando pouco a pouco devagar No ocaso sem sentido e sem razão Meu manto em luz suave e impertinente Após o quanto quero e não se sente O mundo se moldara em negação.
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Espero qualquer luz que inda conforte Quem tanto acreditou em treva e medo, Agora se deveras me concedo Não tento desvendar o velho norte, E sei do meu anseio que ora aborte Deixando para trás qualquer segredo E nisto o que se fez em desenredo Prenunciando na alma o mero corte, Vestígios do momento mais audaz Aonde o que pudera não se faz E trama a tempestade dentro em nós O canto sem sentido e sem motivo O quanto da verdade ora me privo Expressa o que se fez audaz e atroz.
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Respaldos que procuro e nada havendo Somente esta mentira contumaz Aonde o que pudera não se faz Senão a mesma sorte em vão remendo, O tempo noutro engodo já desvendo E vejo a minha sina mais tenaz E sei do que tentara em plena paz Moldando outro momento mesmo horrendo, Reparo cada passo e vejo enfim A solidão tomando tudo em mim Sem ter sequer um prazo ou mesmo apoio E as dores que deveras conheci Agora num insano frenesi Expressam esta sorte em vil comboio.
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Trazendo do passado a mera sorte Equânime cenário em turbulência A vida se mostrara em ingerência Diversa da que tanto nos comporte, E sei do quanto possa neste aporte E nisto qualquer sonho dá ciência Do mundo mais audaz em penitência E nada do que possa nos conforte. O marco em consonância se abandona Excêntrico momento leva à lona Quem tanto desejara novo passo, Agora o que se faz em prazo audaz Demonstra o que decerto se desfaz E nisto gera apenas o cansaço.
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Usando da palavra que pudera Ousar em novo tom e ser gentil, O tanto que deveras se previu Explode em sensação atroz, pantera. O medo com certeza degenera E veste o que tentasse ser sutil, O canto noutro engodo repartiu Deixando para trás o quanto espera. Negar o que decerto não viria Tentando dentro da alma a sintonia E nisto o que moldara trama a luz, E sei do quanto queira novo tempo Ausento dos meus olhos contratempo E o manto mais audaz já não seduz.
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Idolatrando o sonho aonde um dia Vestira com ternura o novo encanto E bebo do vazio onde me espanto Marcando a minha sorte mais sombria, De todo o caminhar que não veria O prazo se traçando em desencanto E sei do que pudesse em dor e pranto Matando o que se molde em fantasia. Negar o quanto tenho dentro da alma E sei que na verdade o que me acalma Aclara a sensação sem mais anseio E nisto o que se mostre com terror Não deixa transferir em luz o amor E nisto sem sentido devaneio.
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Ousando acreditar no que se faz E trama noutro instante o tempo em luz Apenas o que tanto nos conduz Gerasse novo rumo mais audaz, O verso se mostrando contumaz O medo desenhando aonde o pus Semente se anuncia em contraluz E tanto quanto possa mata a paz, Serenamente a mente nos remete Ao quanto no final não mais compete Ao velho caminheiro sem estilo, Depois deste momento aonde trilho Vivendo a sensação de um andarilho Apenas um momento em vão desfilo.
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Produzo após o todo novo rumo E vejo o meu anseio onde não pude Viver com mais anseio a plenitude E nisto cada passo ora resumo, E bebo da esperança inteiro o sumo E nada mais se mostre e se transmude Somente o meu anseio atroz e rude E nele com terror não me acostumo, Jamais imaginei qualquer cenário Vagando sem sentido itinerário Que possa tão somente me traçar O fim em dor e medo e neste ocaso Apenas noutro rumo se me atraso O verso não invade algum luar.
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Andasse contra a fúria de quem sabe Restando dentro da alma esta indulgência O verbo se moldara e sem ciência A luta na verdade não mais cabe,
Bem antes que meu sonho ora desabe O preço a se pagar na impertinência Marcasse com terror cada inclemência E tanto quanto possa ainda gabe. Gestando o que parisse como luz Agora o que padece não reluz E gera no vazio outra falácia E nisto o que se fez em plena sorte Ausenta e traduzindo enfim a morte Apenas apresenta a vaga audácia.
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Somando cada engano vi que a vida Já não mais caberia dentro em nós E o preço a se pagar demonstra após A luta sem saber qualquer saída, A marca mais audaz e percebida No canto se desenha mais atroz E sendo de tal forma mais feroz O manto traz a história desabrida. Não quero que talvez ora se veja A sorte sem saber onde se almeja Senão este azulejo em raro céu, O manto já puído da esperança Ao nada com certeza ora nos lança E gera outro momento mais cruel.
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Depois de cada queda novo dia E nele se presume o que virá Aposentando a sorte desde já E nisto o quanto tenho não se adia, O verso noutro enredo se anuncia E gera o que deveras moldará O fim que noutro engano mostrará A sensação audaz atroz sombria O vento aonde nada mais pudesse Gerando no final a leda messe E nesta dor que trago dentro da alma Nem mesmo uma incerteza dita a regra Do passo aonde o todo desintegra E nem a solidão agora acalma…
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Fragilizado estou pelo que tanto Tentara acreditar e não viera Apenas solidão ainda espera E gera no final outro quebranto O verso na verdade em desencanto O prazo determina esta insincera Verdade que se molda e destempera Gerando tão somente dor e pranto, No pântano dos sonhos a esperança Enquanto neste lodo ora se lança Avança destemida e sem razão Os erros do meu dia mais venal O tempo se anuncia desigual E volto ao que pudera desde então.
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Grassando sobre os erros de quem tente Acrescentar a luz ao seu caminho E quanto mais se mostra assim daninho O mundo se moldara impertinente Marcando o que se trace imprevidente Deixando no abandono qualquer ninho Aonde e com certeza me avizinho Eu sigo o que se possa ser ausente, Medonha face expondo a solidão E nela cada passo em estação Diversa se anuncia em queda e medo, Do tanto que já pus e não coubera A solidão expressa esta pantera E nela tão somente este degredo.
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Há muito o que fazer e não consigo Somente o quanto vivo em mansidão Ainda poderia em expressão Diversa transformar dor em abrigo, E quando na verdade já nem ligo Os outros caminhares não verão Sequer o que pudesse no verão E nisto o meu anseio está contigo, O prazo determina o fim do sonho E quando no final me decomponho Vestígios de quem fora quase humano, E sendo de tal forma sempre assim O manto desenhado dentro em mim Expressa tão somente onde me dano.
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Jamais acreditei no quanto possa A vida tão somente em tom diverso Trazer o quanto quero e não disperso Pousando o coração além da fossa A luta se desenha e sendo nossa No fundo se apresenta em universo Aonde o meu caminho ora submerso Ainda com firmeza sempre endossa. Não tendo esta certeza que buscara Apenas o caminho em vã seara Expressa a solidão que já não quis E sei que deposito em sonho audaz O tanto quanto possa e nada faz Seguindo a minha vida por um triz.
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Levando com certeza a vida assim Enfrento os terremotos e prossigo Sem ter sequer quem queira hoje comigo Não temo a tempestade e vou ao fim, O quanto poderia dentro em mim E nisto o meu anseio enquanto abrigo Apenas do futuro desobrigo O mundo se acenando de onde eu vim Vestígios de litígios e de medos Ainda se presumem os segredos E neles outros tantos consumindo O marco mais venal em tom audaz O manto que em verdade nada traz Senão este universo agora findo.
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Crivando em esperanças cada verso Do tanto que pudera ser em canto Apenas o que teimo e sei do tanto Prossigo sem temer o mais disperso Cenário aonde o todo desconverso E bebo sem saber o que garanto Depois de tanto medo em ledo espanto O manto se puindo em tom perverso O caos já não permite qualquer passo E quando no final apenas traço O verso sem sentido e sem razão A luta se desfia sem proveito E quantas vezes tento enquanto deito Trazer ainda viva esta emoção.
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Vestindo o meu anseio em tua pele O tanto quanto pude e não vivesse O mundo que deveras se tecesse Ao tanto quanto quero me compele E vejo que talvez ainda apele O verso sem sentido onde esquecesse O marco mais audaz que merecesse Quem tantas vezes sabe e nos repele, O lento caminhar em noite vil O quanto desprazer ora se viu E o medo do que possa e do que tenho, Ainda que se veja em desempenho Diverso o que se molde em consciência Marcando com terror esta eloquência.
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Bebendo o que me cabe nesta vida O lento caminhar não permitira A sorte que desenha esta mentira Há tanto noutro engodo presumida, Martirizando enfim o que duvida E o tanto sem sentido se retira E vejo sem proveito a velha mira Marcando o que se faz e sem saída Não tento caminhar contra as marés E sei que na verdade de viés Olhar se percebendo sem proveito E quando em tom sutil já nada faço Apenas do meu mundo cada traço Expressa a solidão e enfim me deito.
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Marcasse com brandura o que não veio E nada mais pudera após o fato Aonde com certeza o que constato Traduz somente o tempo em tal receio O manto se puindo e traz no meio O velho caminhar onde retrato Ainda o que se fez mero regato E agora se produz em tom alheio Não vejo outro sentido e busco enfim O quanto se resume dentro em mim Na sórdida expressão do verso rude, E quanto mais se quer a liberdade O passo sem proveito já degrade E mate o que inda resta e desilude.
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