
DEVANEIOS
Data 18/03/2011 19:49:06 | Tópico: Poemas -> Introspecção
| Brisas suaves nos meus devaneios nocturnos, com espelhos obtusos riscando o ar rarefeito do quarto, onde me embriago de poesia e de cigarros carcomidos, pelo vicio ultrapassado pelo tempo.
Palavras ditas e desditas na folha consentimento; meus dedos como ampolas de sangue, derramado na alvura esbranquiçada da madeira, cortada cerce pela raiz, que pranteia sua dor no poema lido.
Natureza morta, nas frases lúcidas, pelo verde do absinto, que traz a febre sem escamotear a inspiração; cavalos loucos na orla de meu peito jogados até há exaustão contra o freio das portas fechadas.
E na loucura de fins e de princípios, arrimo a letra e o verso, velando meus gestos agora já controlados e pesados, pela necessidade pura de levar aos meus leitores, o melhor de mim, enquanto poeta.
Jorge Humberto 18/03/11
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