
REALIZAÇÃO
Data 17/03/2011 17:30:58 | Tópico: Poemas
| De que vale todo esforço, toda labuta, Pelos planos, pela vitória premeditada, Se toda lida se perde, esvai-se em brisa, Se o propósito não condiz com o sonho.
De que vale todo suor escorrendo na cara, A corrida desmedida pela vitória na peleia, Se o prazer não compor o troféu e as medalhas, E o êxtase não premiar o resultados dos sonhos.
Mesmo que a vitória tome forma e gosto, Mesmo que a missão se cumpra fiel a causa, O coração não ficará quieto, usufruindo o regalo, Se a incumbência não suprir todos os sonhos.
Ser por ser não basta nem reluz felicidade, Ter por ter jamais permite o prazer do ser, Assim como ser amado sem a recíproca, É como construir castelos a beira-mar.
Queira o menino forjar todos os seus sonhos, Do condizente tamanho que caiba em seus planos, E nos riachos por onde garimpará seu ouro, Velejem serenos os seus barquinhos de papel , E caiba na mesma algibeira, sonhos, planos e ouro.
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