
PENSANDO EM VOCÊ
Data 16/03/2011 17:54:22 | Tópico: Sonetos
| PENSANDO EM VOCÊ
Teu corpo se anuncia em plenitude E traz sensualidade à flor da pele E quando com loucura me compele Traduz o quanto possa e sei me ilude,
Ainda que vivesse a juventude Enquanto a sensação que nos revele O tanto quanto quero e sei atrele Meu passo aprofundando esta atitude.
Viceja dentro da alma esta alegria E bebo muito além do que traria A sorte mais audaz em claridade,
E sei da minha vida nos teus braços Jogado sobre os sonhos mais devassos, Adentro o quanto possa e nos invade.
Tocar tua nudez e perceber As sendas fabulosas onde o tanto Que quero sem temor ou desencanto Traduzam simplesmente este prazer
Depois de loucamente me perder Nas ânsias onde o farto ora garanto Viceja dentro da alma o raro canto E nele novo mundo a se verter,
Depois da solidão aonde um dia Meu mundo se perdera em agonia Agora se anuncia intensamente
O todo numa noite majestosa E quanto do meu sonho se antegoza Vibrando o quanto quero e se apresente.
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Jamais se imaginasse em pleno sonho O tanto quanto quero e se desvenda A sorte noutro tempo em tal contenda Expresse este cenário onde componho
Meu mundo sem saber enquanto enfronho O todo que deveras já se estenda Marcando como fosse clara lenda O verso desejado onde o proponho,
Não pude e não teria noutro passo Sequer o que deveras tento e faço Ao semear meu verso além do cais,
E bebo dos anseios, seios, sinas E sei do quanto podes e fascinas Com teus requebros loucos, sensuais.
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Já não me caberia ser assim E mesmo noutro passo eu quis a sorte Que tanto com certeza nos conforte Trazendo o quanto possa vivo em mim,
Depois da imensidão chegando enfim E nisto o que decerto nos comporte, Vivendo sem saber o quanto aporte Na plena sensação deste jardim,
A luta se anuncia e deste jeito O quanto na verdade sei que aceito Expresse a claridade que virá
Acrescentando ao tempo em tom suave Bebendo em tua boca e desde já O gozo tão sublime e sem entrave...
Teu corpo se anuncia em tal nudez E vejo o quanto possa acreditar Na sorte sem destino a se mostrar E nisto outro momento agora vês,
E navegando além desta altivez Gerando com ternura o que ao notar Pudesse desejar cada lugar E nele a sensação de insensatez,
O mundo se anuncia sem temores E sinto no teu corpo as raras flores Pousando um colibri sobre teus lábios,
Os dedos percorrendo mansamente O quanto na verdade se apresente Em dias mais suaves, claros sábios.
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Ainda quando a sorte se fez mais Do que pudera um dia sem temor Vivendo com ternura o sedutor Momento entre diversos sensuais,
Bebendo em tua boca sem jamais Traçar o quanto possa e como for Ousando sem sentir a bela cor Dos dias entre tantos desiguais
Orgástica loucura nos tomando E vejo deste tanto o quanto é brando O mundo aonde anseio a libertária
Vontade sem saber do que mais possa Viver esta alegria imensa e nossa Deixando esta emoção diversa e vária.
Num corpo que se mostre ora desnudo O vértice do sonho diz do encanto E quando se anuncia sem quebranto O tempo noutro passo mais agudo,
Pressinto o quanto queira e não me iludo Efervescência dita o que garanto Marcando com ternura o velho manto E nada do que possa ora amiúdo,
Desvendo sem temor o que viria Ou mesmo no final em alegria O passo sem anseio dita a paz,
E nada do que trace se anuncia Marcando com brandura a poesia Que tanto quanto a vida amor nos traz.
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Jamais imaginasse nova sorte Senão a que deveras pude ver Depois de tanto tempo em desprazer Aonde esta certeza ora conforte,
E bebo da esperança em raro aporte, No quanto se perceba amanhecer E disto na verdade tente crer No novo caminhar onde comporte,
Meu mundo na insensata fantasia E tanto quanto possa e se teria Somente esta semente em raro chão,
Ainda que se veja novamente O amor quando demais sempre apresente Na louca noite imensa esta amplidão.
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Teu corpo junto ao meu em noite intensa Vibrando em consonância, loucamente O quanto se deseja e me apresente Decerto a cada instante além compensa
Da doce sensação que ora convença Que tenta e na verdade plenamente Entregue sem domínio, intensamente Nesta ternura audaz e sinto imensa,
Refaço dos meus sonhos o teu sonho E vendo o quanto possa desvendar Ousando sem temor de me entregar
Ao todo que deveras já componho, Não tendo qualquer cais que nos comporte Amor nos dando enfim raro suporte.
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No tanto que desejo cada toque E nada mais se faz além do tanto E nisto se desenha em raro encanto Amor que tanto amor ora provoque,
Apenas conviver onde convoque A sorte que decerto ora garanto Meu mundo na verdade eu adianto E sei do interminável louco estoque
Em ânsias e vontades quando o todo Invade sem temor ou mesmo engodo O rumo mais audaz em tua pele,
Na vida se desenha esta esperança E quando insanamente o sonho avança Meu passo ao teu caminho ora compele.
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Já não me caberia outro caminho Apenas desvendar cada querer E nisto se desenha tal prazer Aonde o meu cenário eu adivinho
E bebo do que possa e se me alinho Nas ânsias delicadas possa ver O tanto em frenesi e perceber O verso aonde o sonho em paz aninho,
Não tendo outra vontade senão esta A sorte se desenha e sempre gesta Um dia em tal loucura que nos guia,
E sei do meu caminho em plenitude E mesmo quando a vida desilude Eu tenho junto a ti a poesia.
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Negar o meu anseio e crer na paz, Aonde com certeza nada houvera Senão esta verdade onde sincera A luta se aproxima contumaz,
E o que desejo além e já se faz Presume com firmeza o que se espera Da noite sem temores, primavera Aonde poderia ser audaz,
Revelo com meus versos a vontade Que tanto com beleza nos invade E traça noutro passo rumo ao tanto,
E bebo em tua boca o raro mel Ousando imaginar além do céu O mundo feito em sonho e me agiganto.
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Seguir cada momento sendo teu Sem nada que me impeça o sensual Cenário aonde o mundo fosse igual E nisto outro delírio reviveu
Meu canto aonde o todo percebeu O verso outrora rústico e banal Agora desenhando em ritual Prazer onde o meu canto se perdeu,
Restando do meu sonho esta verdade E nela um passo dita a realidade E invade plenamente sem defesas
As tramas onde tanto pude ver Em ti o mais sublime amanhecer Meus olhos de teus olhos, mansas presas.
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Encontro a cada passo o quanto quero E sei do meu anseio junto a ti E vendo o quanto possa e percebi O verso se tornara mais sincero,
E sigo enquanto em luzes me tempero Pousando no cenário onde vivi, Restando dentro da alma em frenesi O mundo mais audaz, ferrenho e fero,
Apresentando enfim o que se quis E sei e posso mesmo ser feliz Vibrando em consonância com teu gozo
Um templo feito em rara solidez Gerado deste amor que agora vês Um mundo com certeza majestoso.
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Meu sonho se entranhando aonde há tanto O canto se pudera ser diverso Vivendo a plenitude deste verso E nele outro momento em luz garanto,
Desvendo este cenário e já fomento O caminhar sem medo no universo Aonde em farta luz o que disperso Expressa com certeza o quanto tento,
Não tendo mais respostas sigo além Do todo aonde a vida nos convém Vestindo a fantasia que nos traça
Fortuna desenhando na nudez Além do quanto possa a sensatez, Ousando esta esperança em rara Graça.
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Não quero acreditar no que seria Ousando novamente noutro passo Vivendo o que deveras tento e traço E nisto o meu anseio em fantasia,
Vibrando com ternura em alegria O tanto quanto quero e agora faço Marcando o dia a dia e sei do escasso Momento aonde o todo moldaria
Apenas um cenário mais gentil E deste desenhar o que se viu Expresse com brandura o verso em paz,
Ainda que se molde outra existência A vida no final dita a ciência Do mundo que deveras luz nos traz.
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Das plagas mais diversas do infinito Eu vejo a rara estrela constelando O tempo aonde o mundo fora brando E nisto todo o sonho eu necessito,
Presumo o quanto quero ou acredito No tanto sem temor se desenhando Resolvo cada encanto desde quando O mundo se fizera mais bonito,
Apresentando o risco mais audaz O tanto quanto quero satisfaz Orgásticos anseios noite afora,
E vendo o quanto a vida se promete Meu passo no teu rumo se arremete E toda esta vontade em sonho ancora.
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Eternamente tento algum instante Aonde o que se fez pudesse dar O tanto quanto quero e em teu luar Apenas o cenário radiante,
Não vejo o que pudera e se garante Ausento do meu mundo e ao te buscar Não quero novo rumo desenhar E nada mais se veja doravante,
Retiro tua roupa mansamente Num jogo sensual que não termina E quando esta vontade cristalina
Invade sem saber o corpo e a mente Apressando o que tento sem fronteiras Também anseio logo que me queiras.
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Não tema cada noite enquanto a sorte Mudasse a direção em luz e nobre Caminho aonde o tanto se recobre No passo enquanto o mundo nos conforte,
O verso se anuncia e já comporte Apenas o que tanto se descobre Pousando mansamente onde se dobre O sonho sem temor e bem mais forte,
Vagando pelos seios, coxas, pernas Eu sinto estas vontades quase eternas De noite insaciável sem descanso,
E quando se anuncia este desejo O tanto quanto possa e agora vejo Traduz a imensidade que ora alcanço.
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Ainda que bancasse esta inocente Que tanto desejasse e não falara Da sorte mais sutil e ora escancara O quanto se desenha e mais se sente,
O verso noutro rumo iridescente O manto se anuncia em tal seara Marcando com beleza o que declara E vaga sem saber onde apresente,
Sequer a tempestade ou mesmo o frio Ainda quando o todo desafio Encara com ternura cada passo,
E vendo-te desnuda em minha cama, Vontade contumaz ora reclama O tanto quanto quero e em luz eu traço.
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Teu corpo me convida para a festa E sei do quanto possa a cada instante E nisto este cenário me garante O tanto que decerto a vida atesta,
Não tendo mais temor o que se empresta Gerando a sensação que doravante Mudando a minha vida me adiante O todo desejado em cada fresta,
Semeias esperança e colhendo Este prazer em raro dividendo Adentro este infinito que se faz
No canto mais sublime da alegria E tendo o todo quanto mais queria Percebo o meu caminho em luz e audaz.
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Mergulho sobre o corpo ora desnudo E vibro em consonância com teu sonho E quanto mais deveras recomponho O tempo noutro passo eu amiúdo
Bebendo da esperança não me iludo E vejo a sensação de amor e enfronho Vagando sem temor onde me ponho Vivendo a plenitude e vou com tudo,
Negar esta vontade e crer no fim Do grande e imenso amor dentro de mim, Sem ter onde se creia em sonho imenso,
No tanto que se quer e sem perder As chances mais audazes do prazer, Em ti a cada instante sempre penso.
Marcando com meu verso esta emoção E vendo o tanto quanto pude outrora A fonte sem temor já nos devora E traz na imensidade a sensação
Do tempo aonde os dias moldarão A sorte desenhada e sem demora, O rumo se desvenda e quando aflora Expressa no teu corpo a imensidão
Desta amplidão e nela bebo a luz E tanto desejar já me conduz Vestindo em fonte rara o que se trama,
Deixando para trás o que perdesse Ainda que outro rumo se tecesse Em ti eu sei da imensa e bela chama.
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Não possa a vida ser decerto aquém Do tanto que desejo e mesmo queira No passo aonde a sorte verdadeira Expressa o que decerto sempre tem,
A luta se anuncia e sem desdém O verso se traduz e nos inteira Gerando como amor esta bandeira Deixando no passado o que não vem
E sigo cada rastro que deixaste E sei do quanto possa sem desgaste Contrastes entre o tanto e o que se quer,
Na nua maravilha esta mulher Desenha o meu anseio sem limites E nisto cada instante onde o permites.
Não tento em tom disperso ter somente O quanto poderia se calasse A voz que emoldurando num repasse Gerasse o caminhar onde se sente,
Pousando no teu corpo mansamente Bebendo com ternura o que se trace Vestindo a imensidão e nesta face O tanto que se quer não mais desmente,
A vida sem temor ou mesmo tédio Amar e ser feliz? Santo remédio E dele quando abuso eu sinto o bem,
Que tanto poderia permitir O mundo desenhando em tal porvir O canto aonde o mundo em paz já vem.
Meu mundo no teu canto se presume E bebo da esperança onde se vendo O tanto que pensara ser horrendo E agora traz em nós raro perfume,
E chego sem temor ao longe, ao cume E nisto o que se mostra percebendo A cena aonde o tanto me embebendo Expressa muito além de mero ardume,
Cardumes de esperança em verso e luz Ao quanto na verdade me conduz Adentra este infinito de nós dois.
E sendo de tal forma concordante Amar e ser feliz ora garante O tanto que se quer, mesmo depois.
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Restauro com anseios a vontade De ser somente teu e nada mais, E quanto noutro rumo já te esvais Percebo este delírio que me invade,
E volto sem saber da realidade No passo que enfrentasse vendavais E bebo destes sonhos magistrais E sei do quanto possa em liberdade,
No encanto sem sentido e mesmo audaz O tanto quanto quero e já se faz Presume o teu encanto onde o derramas,
E vivo sem temer o que viria, Cevando dentro da alma a poesia E nela não veria velhos dramas…
Cadenciando o passo quando o sonho Já não mais permitisse nova luta A vida se desenha e não reluta Enquanto a paz em nós hoje componho,
E sei do que em verdade mais proponho Amor vencendo sempre a força bruta E a sorte desenhada se desfruta Deixando para trás dia medonho,
O verso se aproxima do infinito E quanto mais procuro e necessito Audaciosamente vejo a luz
E dela se anuncia esta esperança E quando o meu caminho agora avança A senda sem igual se reproduz.
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Não pude imaginar outro caminho Não fosse este estupendo desenhar E nele todo o sonho a se moldar Jamais me deixaria então sozinho,
E quando nos teus braços eu me alinho E sorvo teu prazer doce vagar Pousando nas entranhas do luar, Teu corpo se anuncia como um ninho;
Vislumbro esta esperança e nela bebo O tanto quanto possa e já concebo Imensa claridade em olhos claros,
E sei dos meus anseios onde eu possa Trazer esta verdade agora nossa Em dias tão supremos quanto raros.
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Ainda que se faça em louca senda O amor quando não cabe dentro em nós E sei do sentimento mais feroz Que toda esta vontade agora estenda
E bebo a sensação que se desvenda Vestindo este cenário em rara voz, Vivendo o quanto vibra logo após O sonho que em teu sonho já se atenda
Não quero e não pudera ser diverso Tramando dentro da alma este universo E nele novo dia se anuncia,
Armando dentro da alma a tempestade E nisto cada raio onde se brade Transforma em luz imensa a fantasia.
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Seguir e em cada rastro que tu deixas Vencer as dores fartas da ilusão No tempo aonde os dias moldarão Além do que já foram velhas queixas
E quanto mais se quer e se aprofunda A senda feita em luz nos permitindo O tempo mais audaz e sei tão lindo Aonde o que se sonha ora me inunda,
A luta desenhada em verso e sol E nisto outro momento se desenha Enquanto esta emoção deveras venha Tomando com firmeza este arrebol,
Pousando na crisálida esperança A cálida alegria nos alcança.
Vivendo sem temer qualquer desvio E tendo dentro da alma o que se quer No corpo delicado da mulher Cada momento traça o desafio
E vendo este caminho onde desfio O mundo sem temor o que vier, Prismática emoção e sem qualquer Temor quando se mostra este pavio
E no estopim dos sonhos o que vejo Traduz cada momento e noutro ensejo Seduzes com sutil vontade e traças
Ainda que pudesse presumir O tanto desejado no sentir Das noites mais audazes e devassas.
Restando do meu sonho cada passo E vejo sem temor o que talvez Pudesse traduzir na insensatez E nela outro momento busco e traço,
Realces deste mundo onde me faço Vivendo sem temer a lucidez E tanto deste encanto que ora vês Presume muito além do meu cansaço,
Resulto deste tanto em tom diverso E bebo com ternura cada verso Imerso nos anseios mais audazes,
E quando com ternura tu me tramas Momentos sem saber dos velhos dramas, Os dias entre luzes tu me trazes.
Reparo cada engano do passado E vejo no futuro este momento E nele cada sonho eu alimento Deixando o sofrimento agora ao lado,
No tanto que pudesse desenhado E nisto sem temor ora fomento O mundo se presume em raro vento E tento novo dia desejado,
Marcantes emoções ditando a rota Deixando para trás cada derrota Denotam sorte clara em luz intensa,
E sei do que deveras adivinho Vivendo com ternura o raro ninho Aonde esta emoção teima e compensa.
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Não pude e não teria qualquer chance De crer noutro cenário que não este E quando tanto amor tu concebeste A vida com certeza nos alcance
E marque com ternura este nuance E nada se perdendo percebeste O manto aonde o mundo recebeste Depois do quanto a sorte sempre avance,
Depositando o verso aonde um dia Pudesse desejar em fantasia Apenas o que a vida me arremeta
O manto desenhando esta beleza E faço da nudez da amada presa A senda mais audaz deste cometa.
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Não pude ter além deste momento E nada do que tente eu vejo ainda E sei desta impressão que se deslinda E nela me entregando em manso vento,
O prazo determina aonde tento Cerzir com emoção a luz que brinda O olhar de quem se fez e quando blinda A vida desta dor, vago tormento,
Não pude e nem quisesse ser talvez Somente o que esta história já desfez Deixando para trás uma esperança
Meu passo se aproxima do que tente A vida aonde o tanto ora frequente Ao menos no futuro em paz avança.
No prazo sem sentido e sem razões Apresentando a vida em tom suave Sem nada que deveras nos entrave Encontro o quanto queres e compões,
Nos versos mais suaves emoções Diversas onde o tanto não agrave A sorte que se mostre em luz e nave Vivendo as mais diversas dimensões.
E tento acreditar no que se faça Deixando para trás velha fumaça Sem ter sequer um manto onde cobrir,
Em esperança tento novo rumo E sei do que decerto ora presumo Vivendo com ternura o que há da vir.
Não pude e não teria qualquer sonho Senão a mesma face mais audaz De quem se desenhando ora me traz O tempo aonde o todo em paz componho,
E vivo a plenitude onde me enfronho E sei do quanto a vida ora já faz Depois de cada encanto pertinaz Vivendo o meu caminho onde me ponho,
Marcando com ternura o que viria Ébrio momento feito em poesia Resumos de tormentos do passado,
Agora que se creia no futuro Estando do teu lado eu asseguro O sonho tantas vezes desejado.
Não pude acreditar no que não vinha E sei da luta inútil vida afora E sinto que deveras me apavora A luta que julgara ser tão minha,
O prazo desta sorte mais daninha O barco que deveras já se ancora A senda aonde a vida volve e aflora A rústica impressão clara e mesquinha
Do tempo sem ter tempo de sonhar E nisto o que se molde a desenhar Expresse a realidade mais audaz,
E sei do que pudesse ser decerto Um tanto quanto quero e se me alerto Encontro este momento em rara paz.
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No tempo sem temor e sem anseio O verso desvendando esta beleza Aonde a vida volte sem surpresa E traga com certeza o quanto veio
Cerzindo cada passo aonde alheio Aos erros do passado em tal leveza Bebendo em tua boca a sutileza Do mundo feito em passo e devaneio,
Resumos de outros dias mais sutis E sei do quanto possa e nada diz Senão desta expressão mais clara e rara,
O verso no seu vértice desenha O quanto na verdade sempre venha E tanto desejar ora declara.
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Salivas no teu corpo ora desnudo E nesta maravilha em luzes fartas Enquanto dos meus sonhos não te apartas Em ti tenho certeza eu me amiúdo,
E bebo desta luz e não me iludo Querendo cada rumo que compartas Ainda que deveras não repartas O tanto quanto possa e vou com tudo
Semeias na beleza desta sorte O quanto com ternura ora comporte O tanto que se quer e muito mais,
Dos ventos do desejo, tempestades E rompo dos temores velhas grades Insano invado em rudes temporais.
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No corpo delicado a derrocada Sem nada que pudesse me conter Vivendo em tanta luz raro prazer Deixando a noite imensa desejada,
Ainda quando a vida traz no nada A senda mais suave a se verter Ousando no que possa agora ter Adentro no furor da madrugada
A sorte sem saber do que viria E nisto cada passo em ousadia Expressa muito mais do que se sonha,
Apresentando o tanto que se quis Deveras do teu lado sou feliz E vejo a vida além clara e risonha.
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A tua boca mata esta sedenta Vontade de viver e ser bem mais Que tantos entre dias desiguais E sei do quanto a sorte agora tenta
Ausento do passado e da tormenta Aonde exposto aos velhos vendavais Pudesse noutros dias sensuais Saber o quanto quero e já me alenta,
O canto sem temor ora reveste O dom de se mostrar além, celeste Vibrando em consonância noite e dia,
O tanto quanto possa desenhar O mundo neste mesmo caminhar Ousando no que tanto se queria.
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Insanamente busco no teu sal Meu sol e sei do quanto em vivos gomos Traçamos o que em luzes sei que somos Momento sem temor consensual,
Ousando noutro passo sem igual O tempo se traduz em velhos tomos E sinto que deveras do que fomos O mundo se mostrara radical,
Prevejo tão somente o que se quer Marcando com delírio esta mulher Ansiosamente mesmo procurada.
E sigo com ternura o quanto possa Da sorte desejada mesmo nossa E nisto nossa sorte desvendada.
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Não pude acreditar no fim de tudo E sei do que virá nos redimir Proponho com certeza no porvir O tanto quanto quero e não me iludo,
Vestindo a sensação e sei que mudo Meu rumo quando o sol quando surgir Trará o tanto quanto se há de vir Deixando para trás o canto mudo,
Resulto do que tanto pude crer E sei do claro sonho a me trazer Amanhecer diverso em tom suave,
E nada do que possa ser assim Tramando o quanto existe dentro em mim Na liberdade feita como uma ave.
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Restando muito pouco a se fazer Somente se entregar e sem temores Ainda se deveras não te opores Verás um novo tempo ao bel prazer,
Depois do quanto mesmo pude ver E nisto se desenham várias cores, Tecendo o meu destino aonde fores Vencendo o dia em claro amanhecer,
Somando cada passo eternidade Gerando o que se quer em liberdade Moldando em tal constância o quanto quis
Sabendo desde sempre esta nobreza Do mundo aonde o sonho em realeza Expressa o quanto possa ser feliz.
No tanto que se fez em claros dias E neles outros tantos já tentara Vencer a solidão desta seara Traçando com ternura fantasias,
E todo imenso bem que me trarias Marcando com delírio a noite clara E nela a imensidão quando se ampara A sorte em luzes claras, alegrias,
Resplandecendo o sol onde se tenta Vencer em mansidão qualquer tormenta Negando outro momento em dor e medo,
Aos olhos mais sutis desta esperança Meu mundo na verdade ora se alcança E gera o que pudera sem segredo.
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Não tema o que se faz eternamente E beba desta luz em claro sonho E quando na verdade eu te proponho Amor quando demais a gente sente,
E tenta do passado este envolvente Momento mesmo quando mais bisonho O mundo aonde o tanto quero e ponho E nisto cada verso se apresente,
Marcantes emoções em dias vãos E nisto se espalhando novos grãos Presumem a colheita da esperança
E sei do que deveras tanto quero Podendo ser decerto mais sincero Vivendo com brandura onde se alcança.
Não tento outro momento e não se visse Cenário em turbulência em tal fortuna E sei do grande amor que ora nos una E nisto não se vê qualquer tolice
Ainda quando o tanto agora ouvisse Cerzindo outro cenário em praia e duna A sorte mais audaz que nos reúna Expressa todo amor que permitisse,
Depois de cada queda novo sonho E nisto outro momento em paz componho Pousando dentro da alma em claridade,
Jorrando como um gêiser mais audaz Amor quando demais amor nos traz E neste caminhar o todo invade.
Apresentando em voz suave e mansa O tanto que se quer e se deseja A noite que pudera benfazeja Agora sem temor algum me alcança
Ousando ter a imensa confiança Do brilho onde tudo que se almeja Traduza outro cenário onde se veja A vida sem temor, clara mudança
Não possa e não teria novamente O tanto quanto quero e não desmente O passo em rumo claro e luz suave,
Depois da tempestade mais sutil, O verso se desenha onde se viu O canto aonde nada mais o entrave.
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