
O AMOR
Data 15/03/2011 06:56:47 | Tópico: Sonetos
| O amor em tantas faces mais sutis Expressaria o muito aonde enreda O passo e na verdade mesmo em queda Transcende ao quanto possa e mesmo quis,
Negar outro momento e ser feliz Ousando acreditar, podre moeda E nisto qualquer luz agora seda Quem sempre desvendara e nada fiz,
Meu verso se apresenta sem talvez E crendo no caminho onde desfez O passo sem o prazo necessário,
Erguendo um manso brinde a quem se dera Tentando renascer em primavera Realço o mesmo velho itinerário.
Não tendo em minhas mãos esta certeza Que possa me trazer nova emoção Os tempos se desenham desde então Lutando contra a firme correnteza,
E sei do teu olhar, rara beleza E enveredando as sortes que virão Marcar com mais ardor cada ilusão E nisto me sentindo feito em presa,
Mergulho nos teus braços e prossigo Tentando acreditar em firme abrigo Aonde com ternura se tentara
Adivinhar o passo em tal seara E mesmo quando a vida se apresenta A sorte não se fez ora sangrenta.
Negar o meu anseio e prosseguir Depositando o sonho noutro instante E sei do quanto possa e se garante O amor que tanto vejo a resumir
Meu canto no caminho a repartir O tempo que se molde doravante E nada mais se vendo onde agigante O prazo quando muito inda há de vir.
Não tento navegar contra esta fúria E sei da solidão, a velha incúria Que um dia fora amarga companheira,
E sinto isento o verso e nele pude Marcar com mais ardor a juventude Ousando acreditar em tal bandeira.
4
Nos trâmites comuns da velha sorte O tanto que se quer e não consigo Embora se apresente o vento amigo O verso noutro rumo não comporte,
Meu tempo sem ter tempo não conforte E deixo para trás o desabrigo Vencendo qualquer tom, medo e perigo Ainda me imagino bem mais forte,
Negar o quanto venha e tenha além Do quanto na verdade não convém Ao velho caminheiro em luz suave,
Do tanto que se fez imensidão Os olhos procurando outra estação Enquanto cada sonho vira entrave.
5
Avisos e convites me convêm Pressinto novo dia e quero mais Do quanto poderia em desiguais Cenários caminhando sem desdém,
A rude sensação de ter alguém Anseios entre tantos vendavais E neles se aproximam velhos cais Enquanto a solidão inda não vem,
Mas quando enamorado tudo passa E sei desta emoção, diversa traça Puindo uma esperança ou mesmo o brilho
Que tanto poderia ser diverso E tento dedicando novo verso Ousar aonde em paz deveras trilho.
Resplandecente luz que tanto quis E nada mais se vira além do fim, Ainda se alimenta vivo em mim O sonho de talvez ser mais feliz,
E quando se aproxima e por um triz Invado sem sentido este jardim, O tanto que se queira traz assim O verso pelo qual amor eu fiz,
No vórtice da vida sem sentido, O manto já puído e destruído O vento se anuncia em dimensão
Diversa da que tanto procurei E invade sem defesas esta grei, Causando na verdade este tufão.
7
No tanto quanto pude pela vida Acreditar na luz de uma alegria E nisto novo tempo moldaria A sorte que julgara já perdida,
E vendo o quanto tento e se lapida No verso feito em brilho e na magia Do tempo que traduz esta harmonia Há tanto desejada e ora sentida,
Rondando qual falena a lua imensa E sendo no final a recompensa Na consciência plena em paz e sonho,
O tanto quanto pude e agora vejo As sombras ardorosas do desejo Aonde em tanta paz busco e componho.
Não tento caminhar sempre em vazios Cenários turbulentos ou atrozes Ouvindo da esperança suas vozes Invado com ternura desafios,
E sei das alegrias nestes rios E neles outros tantos mesmas fozes Restando sem temor destes algozes Os olhos que julgara mais sombrios,
Agora se aproxima de nós sonho E vejo enquanto o canto recomponho O tanto que pudera e mais se quis,
Pousando mansamente no teu colo, O mundo aonde em paz e encanto assolo Deixando o caminheiro enfim feliz.
9
Um riso francamente mais suave Rondando cada sonho onde me dera Tramando com firmeza a primavera Sem nada que decerto ainda agrave
O passo libertário a sorte a nave Enquanto se desenha o quanto espera Gestando dentro da alma o que tempera A vida sem saber onde se entrave,
Respondo com meu canto mais sutil, E bebo da alegria onde se viu O tanto desenhado em tom maior,
Estrada que me leve ao teu caminho E nela vença o medo mais mesquinho Decerto em pouco tempo eu sei de cor.
10
Na pequenina mão de quem se fez A deusa em mais suprema dimensão As horas se desenham desde então E nisto o quanto vale a sensatez?
Meu rumo no teu rumo aonde o vês Presume a mais completa direção Dos dias que decerto me trarão Ao fim de cada sonho a lucidez.
Vestindo esta emoção que não desbota, A sorte mais feliz nega a derrota E trama após o todo novo dia,
E sendo de tal forma esta beleza Aonde a vida traça em tal surpresa O quanto com certeza, enfim, queria.
11
Com sede e mil vontades de te ter Vencendo cada passo em falso quando Meu tempo no teu mundo transbordando Presume qualquer forma de prazer,
Ainda quando possa amanhecer E nisto novo tempo se moldando Nas ânsias da esperança transformando O tanto que pudera perceber,
Não vejo sequer queda aonde um dia Vivesse com ternura em harmonia O vento em concordância e lealdade
Depois de tanto quanto acreditei A sorte sem destino onde entranhei Traduz o sonho em paz que agora invade.
Em noite de carinhos, pleno amor O tanto que te quis já se alimenta Da sorte mais audaz ora sedenta Do tempo feito em glória luz e cor,
E seja da maneira como for, O canto em consonância me orienta E gera após o caos, velha tormenta A calmaria inteira ao meu dispor,
Vestindo esta emoção em primavera No quanto uma ilusão agora espera E transmitindo enfim o que mais queira,
A luta se anuncia sem bravata E toda a sensação que ora constata Expressa na alegria esta bandeira.
13
Rondando em nossa cama a claridade Da lua que se fez deusa sem par Pudesse nos teus braços mergulhar E conceber enfim a liberdade,
O passo noutro rumo ora me invade E gera o que tentasse desvendar Após esta certeza a se mostrar Mudando com certeza realidade,
Nefasta solidão do meu passado E quando noutro rumo já me evado Invado a sensação de ser feliz,
E sendo de tal forma impertinente Ainda que se queira e mesmo tente Meu canto traduzindo o quanto a quis.
Meu verso se aproxima do que um dia Ainda quis decerto ter nas mãos Cevando da esperança os tantos grãos E neles percebendo a fantasia
E tanto quanto possa ou mais queria Vestindo os dias antes duros vãos Envolto na incerteza de tais nãos Meu canto noutro canto se irradia,
Ecoa dentro da alma esta esperança E quando na verdade a voz se lança Após tanta loucura noutro fato,
O tempo sem temor agora vejo E bebo em tua boca o meu desejo Enquanto tanta luz em ti retrato.
15
Das chaves da ilusão em tom audaz Apresentando em nós esta fartura Enquanto o quanto quero se procura O mundo se desenha pertinaz
E o tanto se aproxima enquanto traz Bem mais do que pudesse em amargura E o verso se desenha onde a ternura Encontra firmemente o mundo em paz
Restando muito pouco do que um dia Gerasse noutro encanto esta utopia Audaciosamente agora já desnuda
Eu sigo sem temor o meu anseio E brindo com meu passo o que ora veio Tramando na verdade em clara ajuda.
Ousar nesta inocência de quem ama, Tentando adivinhar outro momento E quando na incerteza busco e tento Viver o que se fez outrora em chama,
A luta quando invade e assim reclama O tanto desenhado no tormento, Presume no final o sofrimento E disto se desfaz o velho drama,
Restauro com meu sonho o que deveras Enfrente sem temor as tantas feras E nada mais se faz além do enredo
Aonde cada passo determina O quanto nesta luta cristalina Transcende ao quanto possa e me concedo.
17
Pudesse ainda ter viva no olhar Imagem de quem tanto desejei E sei do meu passado e mergulhei Aonde se apresenta o caminhar
Diverso do que tanto ao mergulhar Nos ermos do cenário onde entranhei Vagando sem sentido o que terei Deixando para trás cada luar,
Não tento e não pudera ser diverso Ao adentrar meu mundo onde perverso Anseio dominasse esta emoção,
Restando muito pouco ou quase nada A luta se desenha emaranhada Nas tramas que deveras nos verão.
Os dias mais felizes que se vissem No tanto quanto a vida me afirmasse Deixando para trás o ledo impasse E sei das emoções que não previssem
Ainda que meus erros dividissem A vida noutro rumo em nova face O manto se desvenda onde mostrasse Em som diverso, e dores abstraíssem,
Marcar com harmonia o quanto quero E sei de outro cenário mais sincero Sentindo a profusão em sentimento,
E quando no final já nada vejo Apenas o que tanto diz desejo O mundo mais sutil agora invento.
19
A sorte não desabe noutro enredo E sinto o meu caminho mais sutil Efervescente mundo onde se viu O amor que na verdade em paz concedo,
O tanto quanto possa em teu segredo Pousar onde o momento que previu Expresse o meu anseio mais gentil E nele o tempo mostre desde cedo
A senda mais suave que apresenta A vida após o caos, leda tormenta Deixando no momento a solução
Que possa alimentar minha existência E deste desenhar ao ter ciência Momentos mais suaves se verão.
20
Em divagar por vezes se anuncia A imensidão de um tempo que não veio, E quando se apresenta sem rodeio A senda mais suave em alegria,
O verso noutro verso se faria E nisto o quanto possa em devaneio Tentando acreditar e crer num meio Aonde veja além da fantasia.
Meu verso em paz se molde e trace a sorte Que tanto nos conceba e nos conforte Sem prazo e sem temor, apenas sendo,
Depois de alguma sorte sem proveito O quanto na verdade quero e aceito E nisto esta emoção é dividendo.
21
Restando dentro da alma alguma luz Embora a treva tome este cenário O mundo possa ter no itinerário Diverso o que deveras reproduz,
Marcando com ternura o que produz Resumo meu anseio e qual corsário Enfrento outro momento aonde é vário O tempo sem ter tempo e nos seduz.
Esvaio dentro da alma o que não vira Sangrando tão somente em tal mentira E nada do que o dia anunciasse
Grassando no infinito deste sonho E quando na verdade o que componho Já não se mostraria em turva face.
Sequer eu poderia ainda ver O sonho sem saber deste destino E quando no final não me alucino Encontro o quanto possa converter
No raro e mais suave amanhecer Meu verso aonde em vão foi cristalino O sonho mais audaz deste menino E agora sem sentido a se perder,
No tanto quanto cabe dentro da alma Apenas a certeza que me acalma Presume novo rumo ou sensação,
Depois desta desdita feita em luta A sorte sem temor algum reluta E molda novos tempos desde então.
23
Sem luz em meu olhar que poderia Vencer este horizonte mais sombrio O amor se desvendando em desafio Traçando além da sorte atroz e fria,
O risco de sonhar em fantasia A luta sem sentido aonde eu crio Meu verso noutro tom e em desvario A porta no final não se abriria.
Invento cada passo e sei do fim, Ainda que vivesse dentro em mim O brilho inusitado da paixão
Meu passo sem destino e sem certeza Marcando com terror, sou mera presa E dela vejo a mesma ingratidão.
24
A luz onde pudera desvendar Ainda o quanto é rude esta promessa Ainda quando o mundo em vão tropeça Ousando noutro tanto caminhar,
Encontro sem saber cada lugar Enquanto a poesia se confessa Marcando itinerário sem a pressa Que tanto nos permita desenhar
O mundo mais audaz e nele o quanto Ainda se aproxime em raro encanto Enfrentaria apenas o que tento
Depois de comungar mesma vontade O tanto que se mostre em liberdade Expressa a imensidão de um forte vento.
Moldasse novo rumo aonde o tanto Que quis já não coubera ou me servisse A vida se presume em tal crendice E vejo o quanto possa e não garanto
Sequer o dia claro aonde espanto A solidão e mesmo que se visse A noite enluarada não previsse Talvez o que iludisse o velho pranto,
Marcante caminhada rumo ao mundo Diverso do que tento e se aprofundo Meu passo não traria novo passo,
E quando na verdade nada veio Apenas o vazio ora rodeio Enquanto cada sonho ora desfaço.
26
Enleios onde a vida poderia Trazer algum momento feito em luz E quanto mais do nada se produz A sorte se desenha amarga e fria,
Ouvindo da esperança a melodia E tendo nos meus olhos o que faz jus A quem se procurasse e reproduz O verso aonde o tanto se queria,
Não vejo outro momento em tom atroz E sigo meu alento e logo após Cruzar os desenredos da esperança
A sorte mais sutil se aproximando De um tempo aonde o todo mostra quando A senda mais feliz meu passo alcança.
As rosas da clemência em tom suave O tempo em mais diversa sensação Marcando com meu sonho desde então Ainda que o cenário não se agrave,
Uma expressão gentil aonde entrave Não deixe que se veja a dimensão Dos dias mais felizes que verão A luta sem saber da velha trave,
Aprendo com enganos e prossigo Tentando acreditar em novo abrigo Aonde na verdade nada houvera
Senão a sensação do que viria Marcando com ternura a fantasia Apascentando enfim a dura fera.
As neves sobre os montes do passado E neles andarilhos sonhos vão, E nisto a dolorida direção Enquanto num momento agora invado
O risco sem sentido e desenhado Nas tramas mais doridas, solidão, Vencendo a tormentosa ingratidão E bebo o quanto possa desenhado
Apresentando o rumo que se visse Marcando com anseio após mesmice O mundo em novo brilho, claramente
E tanto quanto possa e se desnuda A sorte mesmo tenta sendo aguda Beber o que nos toca corpo e mente.
29
Brotasse dentro da alma uma esperança Pousando mansamente no meu peito E sei do que pudera e mesmo aceito Enquanto o tempo além domina e avança
Deixando no passado esta criança Que tanto te deseja e de tal jeito Encontra este caminho contrafeito Marcado pelas ânsias da lembrança.
Amar e ser feliz, coincidência? A vida se mostrando em eloquencia Envolve cada dia quem sonhara,
Não tento desvendar qualquer mistério E sei da solidão vago minério Tornando a vida dura e sempre amara.
30
Um brilho mesmo estranho presumisse O tanto desenhado noutro espaço E quando o meu anseio em ti eu traço O todo noutro passo resumisse,
Desvendo qualquer sonho e sem crendice O mundo que deveras fora escasso Atando com ternura cada laço Expressa o que por certo ora se visse.
Não tento acreditar no que não veio E sigo o que pudera sem receio Depois desta incerteza mais fugaz,
A luta se anuncia em ritmo audaz E quando na verdade a luz anseio Eu busco tão somente a velha paz...
31
Não valeria o sonho de quem tenta Vencer a imensidão sem ter apoio E sei que na verdade sendo o joio Enfrentarei decerto esta tormenta
A vida quando em vida ora se inventa E segue passo a passo este comboio E nisto o quanto tente em novo arroio Presume nova sorte e se apascenta,
Depois do caminhar em tempestade Apresentar o rumo onde se evade A sorte mais feliz e com certeza,
Depositando o sonho nos teus braços Após o desejar em novos passos O mundo com delírio e em tal firmeza.
Apresso meu anseio e busco após A senda inusitada um rumo enquanto O todo se anuncia onde eu garanto Certeza mais audaz e nada atroz,
Meu canto se desenha e mais feroz A luta se aproxima em desencanto E bebo do infinito e me adianto Vencendo o quanto reste em nova foz,
Resplandecente sonho em libertário Momento aonde venço itinerário Diverso do que tanto quero e possa,
Esta certeza toma cada instante E o verso na verdade me garante A imensa sensação da sorte nossa.
Não tento acreditar na fúria vaga E sei do quanto possa em novo tom, A luta desvendando o quanto é bom Meu mundo quando agora em ti divaga,
A sorte desvendando cada adaga O manto recoberto no neon Aonde uma esperança fora dom E a vida não realça a velha chaga,
Apenas o que possa ser assim, Vivendo a plenitude dentro em mim, E nisto o meu anseio se promete
No tom onde a verdade sobressai O verso na verdade não mais trai Quem tanto quis e em luzes se acomete.
Não quis e nem pudera acreditar Nas tramas mais audazes de quem sonha E a vida que se mostre ora enfadonha Encontra na esperança onde vagar,
E bebo cada passo devagar E tramo o que deveras traz e ponha A noite quando o verso ora se enfronha Vagando pelas ânsias de um luar,
Não quero e não teria melhor sorte Se não tivesse a luz que me conforte E gere depois disso este momento
Aonde em tom suave sigo em frente E quanto mais a sorte se apresente E nisto novo rumo agora invento.
35
Encontro os meus sinais e volto a crer No mundo aonde o tempo tem a sorte De quem noutro caminho mal conforte O passo sem sentido a se prever,
E quando se quisesse amanhecer Depois da sensação do imenso corte E nada aonde possa e se suporte Aporte meu momento num prazer,
Respaldos tão diversos verso e luz Aonde na verdade o que conduz Expressará tormento e no indigente
Astuciosamente quedo e sigo O mundo aonde vejo o desabrigo E nele todo o canto ora se ausente.
36
Arcar com o que seja desengano E crer noutro momento aonde a vida Pudesse desejar nova saída Mudando com certeza o velho plano
E sei do quanto possa e não me ufano Vencido pela sorte distraída Jogado sobre o vão em despedida, O lento caminhar expressa o dano,
Não tento mais ousar em novo passo E vejo o meu anseio e sei do escasso Cenário feito em glória ou mesmo em paz,
Do tanto que se fez em primavera Apenas o cenário destempera E gera o quanto possa mais audaz.
Negar alguma trilha e crer no fato Aonde o que se mostre seja além Do pouco enquanto o tanto que se tem Traduz a ingratidão que ora constato,
Marcando o que pudera e não resgato Sequer o que em verdade nunca vem Deixando para trás o olhar de alguém E nisto o meu anseio não retrato,
Efervescência dita o quanto pude Vencer e crer na sorte em plenitude Depois de cada engano simplesmente
Não tento acreditar no que não veio E vivo o dia a dia sem receio Do tanto que deveras volta e mente.
Jogar a sorte aonde nada vinha Somente a mesma imagem sem reflexo Do tempo que perdera e quando em nexo A luta se desenha agora é minha
E sei da mesma face mais daninha E nisto o meu anseio mais complexo Traduz o quanto pude e sei do anexo Momento sem certeza onde se alinha
A marca mais sutil e mesmo rude De quem se mostra aquém da plenitude Vencido pelo caos e nada veio,
Somente o que se visse após o fardo E quando na verdade ora retardo Meu passo se mostrasse sempre alheio.
39
Bebendo em tua boca esta emoção Diversa da que tanto quis um dia Vencido pelo caos onde traria As sombras desta espúria indecisão,
Os tempos noutros tantos moldarão O verso que deveras tenta e adia A vida sem saber da hipocrisia E nisto deixo além a solidão,
Apenas resultando no vazio Aonde cada sonho eu desafio Vestindo a mesma face do passado,
No caos que se desenha no horizonte E nisto na verdade o que se aponte Não deixa sequer sombra e já me evado.
40
Restando do passado a sombra quando O verso se anuncia e traz o fim Deixando apodrecer velho jardim Enquanto a flor presumo desfolhando
O tempo sem sentido destroçando O tanto quanto trago vivo em mim E bebo da esperança até que assim Esteja noutro rumo desabando.
Um vórtice se molda e vejo apenas Aonde com certeza me envenenas Matando o que inda fosse fantasia,
A senda se desvenda em lenda e medo E tendo no final o desenredo Apenas o que resta em nós veria...
41
Não quero acreditar no que se veja Ainda quando a sorte se faz tanta E nisto este cenário se garanta A luta inusitada onde se almeja
Imensidade feita em benfazeja Vontade que deveras me agiganta E marque com ternura e nos levanta Além do quanto possa e sempre seja
A vida sem proveito ou mesmo quando O tempo noutro rumo se tomando Vagando contra a fúria que não veio
Tramando sem sentido a fantasia E todo o meu momento onde queria Expressa outra emoção e sem receio.
E sinto o meu anseio sem temores E seja como for nada mais tento Somente o meu anseio e desatento Mergulho sem saber por onde fores,
E tento acreditar noutros albores E beijo a solidão mero tormento, Porém se deste amor eu me alimento Estendo o meu olhar em belas flores.
Não vejo qualquer luz onde se creia Tramando muito mais e a lua cheia Derrama cada raio sobre nós
E tanto quanto pude imaginar Viceja esta esperança a se mostrar Aonde o meu caminho expande a voz.
43
Não tento perceber outro cenário Senão aquele mesmo do passado Aonde com firmeza se me evado Enfrento o dia em manso itinerário,
Vencer o que pudera imaginário E crer noutro momento em tal enfado Restando dentro da alma o desolado Caminho tantas vezes temerário.
Não posso e não possuo algum alento E tanto quanto possa busco e tento Após a plenitude deste verso
Ousar acreditar no meu anseio E quando esta ilusão deveras veio O sonho mais feliz ora disperso.
Não tendo novo tempo a não ser este O quanto deste encanto se fez nosso E quando do infinito em ti me aposso Vivendo o que deveras convenceste,
Meu rumo no teu rumo percebeste Vagando sem temor aonde posso Viceja esta esperança e sem destroço Meu canto no teu sonho concebeste,
Restando da esperança o tom suave E nada com certeza; trame a trave Ou deixe minha vida assim exposta,
E prazerosamente vejo em nós A vida sem saber do quanto após Espero sem sentido uma resposta.
Não tento acreditar noutro momento E sei do quanto pude e não viera Somente a solidão, velha quimera Inebriada estância em desalento,
E quando na verdade eu busco e tento Saber da imensidão da longa espera A sorte desenhando em primavera Audaciosamente traça o vento,
E sinto o quanto pude e mesmo quis Vestindo o meu anseio, um aprendiz Jogado pelas pedras sem defesa
E nisto farto amor se tentaria Marcar com os anseios da alegria Vencendo do temor tal correnteza.
46
Atravessando as ruas do passado Apenas se entranhando no vazio Aonde cada instante desafio O tempo noutro tanto desprezado,
Numa avidez sem rumo, desejado Somente o que se faz em desvario, Invado e penetrando em manso rio O tanto quanto quero e não me evado,
Expressamente sonho e se este anseio Enfrenta o quanto possa e não rodeio Deixando para trás cada momento
E nisto quando insisto vejo a paz E nela o que deveras já se faz Apenas dita o tanto quanto tento.
Acreditar na luz que nos tomando Invade cada verso e traz o brilho Aonde no passado este andarilho Apenas se mostrara mais infando,
Agora se apresenta desde quando O passo onde se tente em novo trilho Vencer este temor e se me pilho Somente na esperança agora ousando,
Encontro esta certeza e quero além Do quanto sem temor a vida tem E marca com ternura o que se via
Deixando com firmeza o dia em paz E neste caminhar o quanto faz Presume muito mais que a fantasia.
48
Marcantes emoções a vida trama E deixa que se veja muito mais Que meros e diversos temporais Traçando com ternura a imensa chama
E o verso se anuncia além do drama E navegando em raros rituais Expresso o desejar e sem jamais Ousar no que em verdade não mais clama,
Encontro a concordância aonde um dia O tempo noutro caos não moldaria Sequer o verso feito em esperança
Restando de meu mundo apenas sombra, Nem mesmo uma saudade agora assombra Enquanto no futuro o passo avança.
49
Negar alguma luz e ter no olhar Apenas o vazio e nada além Do quanto na verdade mais convém A quem se desejara sempre amar,
O verso com sublime desenhar O tanto quanto possa e sem ninguém Que trace tão somente este desdém Gerando novo dia par em par,
O manto mais sublime da esperança Enquanto o caminhar além avança Espera qualquer tom em liberdade,
Pulsando dentro da alma o que liberte A sorte mais feliz ainda acerte O verso em mais completa claridade.
50
Negar qualquer acesso ao que deveras Pudesse nos tramar nova emoção Eu sei dos dias tantos que virão Expondo o coração às rudes feras,
E sei do que pudesse e destemperas Ousando noutra imensa dimensão E sei das acres ânsias desde então Marcando os meus momentos vis quimeras,
E nada do que possa em tom sublime Gerando mo que de fato nos redime Presume no final esta nobreza
E nisto tanto amor se vestiria Além da mera luz da fantasia Da clara mansidão em fortaleza.
|
|