
LIÇÃO DAS COISAS
Data 14/03/2011 01:11:23 | Tópico: Poemas -> Reflexão
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Não há o que detenha o avanço das teias do tempo n’alma. Teus atos, experiências, amores, ofícios, reixas, torcem, distorcem as teias do tempo que tudo empalma.
Empalma os rastros que deixas ao mar, no ar, nas areias... Sutil, em suas cadências, aranhas mil têm o tempo a entretecer suas teias...
Dispersam os teus afetos. Matam os sonhos que enfeixas. Ai, nada detém o avanço do tempo em nossas madeixas...
Mas, é preciso te afastes de vez da porta ilusória do labirinto das queixas. As teias sutis do tempo não atinjam tua essência, quanto esses rastros que deixas.
Poema de Sergio Sersank (Do livro "Estado de Espírito") (Direitos autorais protegidos por lei)
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