
IMAGEM
Data 12/03/2011 08:09:22 | Tópico: Sonetos
| Inflama-se a vontade de tentar Acreditar no quanto não veria E sei do grande amor e em fantasia Vivesse cada instante a divagar,
A senda desvendando em tal lugar Imagem mais atroz que poderia Ousar em sonhos claros e alegria, Porém nada se vendo, a desvendar
Somente a imensidão do amor em mim E nele o que presumo ter enfim E sei já não pudera em tal certeza
Vivendo sem saber do quanto possa, Versando muito além da mera fossa Aonde o mundo perde a correnteza.
Algum conforto a vida inda tivesse E nada do que eu tente se adivinha Ou mesmo esta impressão que um dia minha Agora sem porvir não me obedece,
Ainda quando ouvisse a velha prece De quem tenta vencer sorte daninha, A luta se produz e me espezinha Vencido sonhador onde perece
Encanto sem sentido e na promessa Apenas o vazio onde começa Aonde sem descansos tento além
E bebo da expressão atroz e rude Vivendo muito mais do quanto pude, Sabendo que somente o frio vem.
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A sombra do poeta, esvaecida Marcada pela ausência de esperança Ou mesmo quando enfim ao mar se lança Tentando adivinhar em noite a vida,
Falena que se vendo em despedida Sem ter sequer a luz agora avança E trama contra a fúria da lembrança Apenas o que seja uma saída,
Mas nada do caminho se trazendo No corte mais profundo onde se vendo A sorte em tão diversa companhia
A luta que se vendo em tal tormenta Ao nada noutro rumo se apresenta Apenas no final demonstraria.
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Agonizando apenas onde há tanto Prenunciara a sorte com blandícia E a sorte se mostrara em vã notícia Marcando com temor um novo canto,
A vida se desenha em tal quebranto E nisto se apresenta sem notícia Do mundo aonde o tempo sem carícia Expressa o que inda resta em desencanto,
Deitando sobre as pedras do caminho Ainda quando muito estou sozinho Desta harmonia morta o quanto iria
Viver o meu anseio sem saber O quanto do delírio possa ver Marcando com terror a poesia?
A morte quando ronda amor demais Deixando a velha face de quem ousa Sentir outra esperança e já não pousa Sequer entre os anseios temporais,
Descreve solidão entre outras tais E tenta desvendar a cada lousa A vida se presume e nesta cousa Em dias onde os quis tão magistrais,
Negar qualquer anseio a quem procura Espero noutro encanto uma ternura, Mas vejo na amargura o tom comum,
E quantas vezes; visse qualquer luz E nisto o quanto possa ou reproduz No fundo dos meus sonhos, há nenhum...
Da leda sepultura onde descanso O tempo quando avanço se presume Marcando cada passo em vago ardume E nisto procurasse algum remanso
Depois da solidão enquanto avanço Tentando adivinhar vejo o cardume Dos sonhos entre tantos ledos lumes E beijo o que pudera ser mais manso,
Mas nada se aproveita deste pouco E sigo como fosse um mero louco Arcando com meus passos em fastio,
Negar qualquer anseio onde não há Sequer alguma luz e mostrará Após a tempestade o velho estio...
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Das frontes onde o tempo desenhasse A sordidez de quem se fez poeta A sorte noutro passo se repleta Da imensidão atroz de cada impasse,
Negar o quanto resta ou mesmo trace Matando com terror a velha meta E nisto a sorte atroz e predileta Ainda se presume noutra face,
Mergulho sem saber o quanto pude Viver dentro do peito a juventude Audaciosamente além jogada,
Encontro meus sinais em meros rastros, Os sonhos invadindo então tais astros Ousando penetrar na madrugada.
As ilusões cercando cada passo E nisto o que se veja gera o prazo Aonde a minha vida em tal ocaso Expressa o que deveras tento e traço,
Não pude imaginar além do escasso Caminho aonde invado e não me atraso A vida sem sentido onde a defaso Encontra cada tom e me desfaço,
Apenas o que rege o dia a dia Envolto nos ardis da poesia Matando noutro salto a lenta sorte,
Deixando sem proveito o quanto pude Depois de todo manto amaro e rude Sem nada que deveras me conforte.
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A vida sem saber do quanto impura A senda desenhada no vazio E quando noutro prazo desafio A luta aonde o nada se depura,
A morte na saudade não me cura Tampouco outro momento propicio E vejo sem saber o quanto é frio Depois do quanto cabe em tal loucura,
Vivendo em consonância com o tempo Vencendo o que pudesse em contratempo Ousando noutra curva e nada vindo,
O canto se inundando em emoção O dia se apresenta desde então, Ousando no caminho onde o deslindo.
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Jamais se poderia acreditar Nos ermos de quem ama em reticente Caminho desenhando onde apresente Vagando sem ter mesmo onde encontrar,
A lua se desenha a mergulhar No canto onde o caminho se frequente E sei do quanto possa e já se sente Deixando cada passo a divagar,
No cântico suave ou na explosão Tentando subverter velha canção Canalizando o verso em tom gentil,
Mas sei do quanto possa e representa A noite que se deita e tão sangrenta, O fim se aproximando onde se viu.
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Já nada mais coubera dentro em nós Vencido sem temor e o que se espera Tramando com certeza a voz sincera Deidade noutro rumo e mesmo após,
O prazo determina dentro em nós A sensação audaz de quem pudera Desenho noutro tom e a morte espera Um bote mais mordaz e sei veloz,
De tantos desamores vida afora A solidão expressa o quanto aflora E gestos costumeiros dizem luz,
Vivesse dentro da alma a fantasia E nela o que tivesse poderia Traçar o que decerto reproduz.
De tantos olhos vejo o mesmo brilho Ausente de quem foge e não voltando Deixara para trás em contrabando Apenas o caminho aonde eu trilho,
Vestindo o meu anseio um andarilho Depois do temporal um tempo brando, O sonho na verdade desabando E o canto se moldando em estribilho,
E quando me pilhasse em pensamento Liberto que em verdade mesmo tento Pousando na ilusão que não mais veio,
Olhando para trás nada teria Somente o mesmo tom desta agonia, E nisto se conforma o meu receio.
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Remoço quando vejo o fim da tarde Em cores soberanas, mas presumo Da noite o que viria e num resumo O nada após o tanto que se aguarde,
Meu verso sem caminho que o resguarde O ledo caminhar onde o consumo Do vento noutro tanto nega o sumo E sei do meu momento onde retarde.
O vento se aproxima e da janela O tempo que pudera nos revela O fim desta esperança e nada tenho,
Somente o que se tente consolar Matando o quanto pude desejar E nisto a sorte mata o ledo empenho.
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A noite a cada bruma se anuncia Deixando para trás uma esperança E nisto enquanto o frio nos alcança Fortuna se demonstra mais sombria,
O tanto quanto possa ora se adia, E gera no final outra mudança Marcando com terror onde se lança A velha sensação em agonia.
Meu tempo se perdendo sem sinal Algum do que em verdade vença o mal E sinto o fim do jogo me rondando,
Castelos onde a sorte desfiara A solidão deveras mais amara E o tempo num fastio me tomando.
Meu prazo de transcorre e nada veio Sequer uma ilusão que nos tomara Após o caminhar nesta seara Ainda trago o peito em tal receio,
O manto desvendando em devaneio A noite onde o sonho constelara Agora sem saber o que prepara Desaba envolta apenas neste anseio,
Mergulho nestes antros, solidão E vendo o descaminho desde então Apenas vou somando outro vazio,
E sigo sem sentido ou mesmo até Aonde o meu tormento por quem é Expressa o quanto inútil desafio.
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Grisalhas emoções ditando apenas Crepuscular caminho aonde eu sinto O velho coração agora extinto E nisto sem defesas me condenas,
E bebo do que possa em turvas cenas E sei da tua boca, o meu absinto E tento imaginar além do instinto Um mundo onde se vejam luzes plenas
O claudicante passo rumo ao nada Pudesse me trazer na madrugada Uma esperança clara em bela aurora,
Porém o quanto tenho dentro em mim Apenas apresenta o quanto em fim A sorte sem sentido me apavora.
Em polimorfa imagem vejo o trilho De quem se fez apenas sonhador, Na sobra do caminho em desamor O velho coração de um andarilho,
E o canto no vazio em estribilho Pilhando sem saber qualquer furor Vagasse sem tentar mesmo o rumor E nele o que se quer perdendo o brilho.
Acordo nos vazios de teus braços E vejo os dias mortos ou escassos Em passos mais sutis, tempestuosos,
Depois de cada engano num resumo Vibrando em consonância se me esfumo A vida não traria novos gozos.
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O frio tanto quanto nos embuça E gera sem sentido a fantasia Audaciosamente se veria O tanto quanto cabe a carapuça
E o prazo determina o que não possa Nem mesmo outro momento em paz e luz Ainda quando muito se produz A vida além da minha sorte em leda fossa,
Depois de certo tempo em tom audaz A marca do que venha se deseja E nisto a solução que ora poreja Ainda seja o passo onde se faz
A melodia ou algo parecido Deixando no passado o mero olvido.
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Do leito aonde um dia abandonado Espero tão somente o fim e tento Vencer com os meus sonhos cada vento E bebo do meu canto inesperado
O quanto do viver carrego ao lado E procurando apenas pensamento Depois de tanto rude sofrimento, O velho desenhar se mostra alçado,
Caçando cada parte do que fui O tempo noutro tempo não mais flui E verso sobre o nada aonde eu pude
Deixar sem mais proveito o que viera Bebendo a solidão da dura fera E nisto mato logo a juventude.
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Olhando para trás o tosco xale Deixado sobre as pedras do caminho E quanto mais se mostre tão mesquinho O verso noutro rumo nada exale,
Apenas a verdade não mais cale E o vento noutro tom onde me alinho Demonstre o que se quis pudesse ninho E o tanto sem proveito me avassale,
O caos que ora carrego não permite Somente esta semente e sem limite O chão se aproximando em grãos perfeitos,
Somando com ternura o que se visse O dia se repleta em tal mesmice E o rio perde o rumo além dos leitos.
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Desnuda em noite imensa, nada traz Senão no mesmo olhar esta vontade Desvenda o quanto possa e quando brade A voz se mostra atroz e até mordaz,
Meu rumo noutro encanto se desfaz E gera o que pudera em inverdade Vivendo sem saber felicidade O rito se anuncia tão mordaz,
Apresentar escusas? Adianta? E nada do que possa em força tanta Ainda me trouxera a fonte aonde
O rumo sem proveito em passo rude Exprime o que deveras já não pude E nem sequer o sonho me responde.
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Adormecendo enquanto o sonho ronda E gera em pesadelo o fim dos planos Apenas onde vejo desenganos A sorte se desvenda e traz nesta onda
O canto sem sentido e quando sonda A vida em novos dias, velhos danos, Puindo esta esperança, rotos panos E neles outra sorte não responda
Apenas o silêncio e nada além Do quanto sei que busco e não convém A quem tentando a luz se perdera antes,
E sinto desvalido caminhar Aonde tanto pude desenhar O que deveras tento e não garantes.
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Das velhas ilusões ou melodias E nada do que faça possa ou siga A solidão deveras minha amiga E nela o quanto venha ou mais querias,
Ainda que se vejam fantasias E a solidão decerto ora prossiga E nada do caminho onde persiga Ousando noutros tempos, harmonias...
Negar o quanto tente acrescentar E sendo tanto tempo a caminhar Depois deste cenário sem proveito
Ainda possa mesmo ter nos olhos A solidão dos ermos entre abrolhos Deitando além do quanto quero e aceito.
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Ao tanto quanto possa a viração Das sortes entre enganos mais sutis E tendo o que deveras ora fiz E nisto se aproveita algum verão,
Ainda que se perca a dimensão Expressa um céu amargo em tom mais gris E tento imaginar, mas infeliz O mundo se aproxima deste não.
Viceja dentro da alma outro cenário E sei do quanto possa em necessário Intenso desenhar em tom sublime
Resvalo no que um dia acreditei Deixando sem sentido a velha grei Aonde cada passo se redime.
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A sedução do olhar de quem se veja Deixando sem sentido o que viera Não deixo para trás o quanto espera A vida noutro passo onde o deseja.
E tento acreditar inda que seja No bote mais audaz de uma pantera E sabe do caminho em nova esfera E nisto o quanto pude já dardeja
Vagando em constelar imagem tento Vencer o que pudera o sofrimento Deixando para trás o dia a dia,
E sigo o quanto tente e não se espreita O todo no final ainda aceita O tanto mais audaz em harmonia.
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A sorte se desenha em palidez E nada do que possa ou mais se via Resulta no final em harmonia E deixa para lá o quanto vês.
E sabe do passado onde se fez O canto sem saber da fantasia Deixando para trás o que podia Vivendo outro cenário, insensatez.
Ainda marca o dia em tom atroz Vagando sem sentido e logo após Reúne em tom suave o que se vira,
Refaz e se deixando sem caminho O quanto no final bebendo alinho Presumo o quanto veja em cada tira.
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Revolta tempestade em noite escura, A morte ronda aquele que tentara Vencer a fantasia mais amara E nada mais expresse esta tortura,
A noite se aproxima em amargura E bebo cada espaço e se prepara A vida no vazio onde se ampara A solidão em noite sem ternura,
Apresentando apenas velho sonho Eu sei que na verdade o que componho Já não me traduzisse claridade,
E tanto quanto perco a dimensão Dos dias entre tantos que virão Apenas o que resta ora se evade.
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Jamais acreditei em mansidão Nas ondas entre ardis, tempestuosas E vejo quantas vezes quando gozas As horas sem proveito em vão verão
Os tempos entre templos moldarão As tantas noites rudes, pedregosas Matando os meus jardins, insanas rosas Deixando para trás a imprevisão.
O preço a se pagar o canto dita A sorte mais audaz e mesmo aflita Resumo do meu mundo sem valia,
E tanto quanto possa acreditar Apenas vejo morto o paladar Deitando sem saber morta ironia.
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Crepusculares passos rumo ao nada A vida não poupasse e mesmo ao fim Deixando a caminhada dentro em mim Há tanto sem sentido e desprezada,
Resulto desta leda e dura estada Matando o quanto resta e sei que assim Já nada mais coubera em tal jardim, Restando sem saber outra alvorada
Apresentar a sorte de quem tenta Apenas desenhar noutra tormenta A imagem que pudera redimir,
Depositando o verso sem descanso Aonde no vazio ora me lanço Matara há muito tempo o meu porvir.
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Porquanto fora apenas um palhaço E disto faço o sonho onde me entranho, Ainda que pudesse ter já ganho O rumo onde deveras embaraço
Sem ter sequer a dimensão de um passo, Olhar especular se faz estranho E perco a dimensão noutro tamanho Ousando perceber mais que o cansaço,
Presumo o quanto tenho e não vivesse Ainda que meu mundo obedecesse Os triviais anseios de quem cabe
No todo que decerto poderia Tentar outro cenário em dia a dia Diverso do que tanto em nós desabe.
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A noite desenhando em tantos bares Adentra o quanto pude acreditar Marcando esta emoção cada luar Pousando o coração em tais altares
E quando no final tu mal notares Deixando para trás todo lugar Aonde na verdade o que mostrar Encontraria o sonho em novos ares,
Mas sei do que meu mundo poderia Saber desta esperança alegoria E nada do que veja molda além
Apenas o caminho aonde vem A solidez envolta na esperança Enquanto o meu caminho nada alcança.
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Já não suportaria mais saber Dos tantos e diversos passos quando A vida de tal forma me tomando Gerando tão somente o desprazer,
Não pude e não queria conceber Um mundo onde este tempo se moldando Nos ermos deste vento que tomando Não deixa nem sequer se percebe
As sombras de uma vida onde o que vejo Não expressando mais algum ensejo Aonde em azulejo a vida trace
Um novo dia claro e manso em ares Diversos do que tanto me entregares Ousando no vazio deste impasse.
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Auréola que cubra em esperança e luz Quem tanto se mostrasse além e em tal ventura Traçando o quanto quer e assim já se procura Enquanto o mero sonho deveras nos conduz,
O vento se anuncia e quando em paz compus O tem em alegria mudando o que emoldura Gerando de outra forma a força da moldura E nisto se transforma o todo aonde o pus.
Não vejo qualquer prazo e a vida segue em frente Sem nada que transcorra enquanto se apresente Moldando o novo dia que não viria mais
Trazendo este caminho que se tentara Ousando acreditar e mesmo rara A sorte se envolvendo em rituais.
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De tanto quanto pude e mesmo imaginar Ainda quando a vida expressa algum diverso Momento aonde possa além de sonho e verso Tentar outro cenário em bom lugar,
Descerra nos meus olhos a sorte a emoldurar Vagando sem sentido em tom disperso E tanto quanto possa sigo imerso Nas ânsias de quem tanto possa ousar.
Procuro na palavra algum descanso E vejo tão somente o que ora alcanço Sem ter sequer a paz quando não veio,
Ouvindo a voz suave da alegria Marcando o quanto possa e moldaria O mundo noutro rumo e sem receio.
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No tempo após o quanto quis e sinto Da vida este sabor inusitado Expresso cada verso e do passado Apenas o que outrora vira extinto,
E sei do quanto tente a cada passo Vencendo o que viria noutro rumo E sei deste tormento enquanto assumo A vida sem sentido em tal cansaço,
E traço na verdade esta ilusão Vivendo sem saber o que viria Marcando com ternura o dia a dia E nele novos tempos que verão
Somente este momento mais suave E nada do que tanto nos entrave.
Meu verso se mostrando sem saber Aonde poderia descansar Vagando pelas noites de luar Ousando pelos sonhos do prazer,
E quando na verdade possa a ter Apenas o caminho a procurar Depois de tanto tempo a se mostrar O momento mais audaz a se verter
Tentando acreditar noutro caminho E sinto cada instante onde o daninho Mergulho me trouxera nova escara,
E quando a solidão se aproximara Deixando avinagrar inteiro o vinho Presumo o quanto eu siga mais sozinho.
Sem nada que pudesse nos guiar Além do descaminho costumeiro E quando mergulhasse em derradeiro Caminho sem saber onde encontrar
E bebo a tempestade e a me entregar Vicejo como fosse o verdadeiro Momento mais feliz de algum canteiro E nisto novo tempo a se moldar,
Gerando a cada instante a primavera Matando com ternura a longa espera Sem ter sequer algum alento ou mesmo paz
E nada do que eu pude agora trago Somente este momento ande é vago O quanto poderia e nada traz...
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Não tento acreditar em falsos dias E nada mais pousasse dentro em nós Somente este cenário aonde após O tempo na verdade não verias,
Se eu tento acreditar em alegrias E vejo tão somente em mesma voz E nisto se transforma além, feroz, Podendo acreditar aonde enfim virias.
Jogado sobre as rocas, sigo em busca Da sorte que deveras quando ofusca Presume algum momento magistral,
E nada calaria o coração De quem ao se mostrar sabendo então O dia em novo passo, bem ou mal
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Marcando com terror o que não visse Fortuna desenhando em novo passo O tanto quanto já pudera até que escasso Deixando para trás qualquer mesmice,
O verso se anuncia onde previsse O tempo mais audaz e quando faço Dos ermos da esperança o mesmo traço Encontro o quanto possa e não se ouvisse
Calar dentro de nós a voz do sonho E crer neste vazio onde o componho Modestamente a vida não traria
Sequer algum alento ou mesmo a paz, E o quanto se deseja não se faz Somente se traçando a fantasia.
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Não vejo qualquer luz ao fim da vida E sei do quanto pude acreditar Ainda que se tente algum lugar A sorte se mostrara desprovida
Das ânsias mais comuns, a que duvida Do tempo sem ter nada onde pousar Puindo esta esperança e mergulhar Na insânia novamente cometida
Por quem se imaginara muito além Do quanto sem sentido não convém E vaga sem descanso noite e dia,
Açude da esperança nada trazendo Fortuna se desenha em tom horrendo E o pouco que me resta não viria...
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Nesta esquizofrenia aonde eu vejo Multiformes cenários e prossigo Tentando acreditar e ter comigo As várias emoções, tanto desejo,
A vida se transforma a cada ensejo E tanto quanto possa eu não consigo Apenas desenhar onde me abrigo Ao ter o coração audaz e andejo,
Sobejamente a mente me remete Ao tanto que não vejo e se acomete Repete o que repele e molda aquém
Do tanto desejado e nunca visto E quando no final somente avisto O pouco que decerto ora não vem.
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Dos tantos que já fui e nada sou Ainda moldo em vozes mais diversas As horas pelas quais eu sinto e versas Marcando o quanto possa e não restou,
Resumos do passado aonde eu vou E tento desvendar enquanto imersas Nas sombras de outras tantas mais dispersas Palavras que a verdade não marcou.
Encontro cada rastro e me perdendo Sem ter onde pousar, e sigo tendo Somente o que jamais acreditei,
Sem ter sequer um prazo ou mesmo o fim Do quanto poderia vivo em mim Avanço sem destino a torpe grei.
Negar cada momento e crer na sorte Que possa me trazer paixões e sonho Presumo cada passo onde componho Além do que decerto ora comporte,
Não tento caminhar e sei da morte E nela não se vendo este ar medonho Aonde a caricata fonte exponho Depois do quanto tenho e me conforte,
Já não mergulharei no vazio E tanto quanto possa eu já desfio Meu mundo sem sentido e em mero ocaso.
Mapeio os meus anseios e prossigo Sem ter sequer a sombra de um abrigo E quando vejo o tempo em vão me atraso.
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Já não me percebesse quando a forma Expresse a solução e mesmo ao fim Invado cada sonho e tento assim O tempo se anuncia e se transforma
A vida retomando o quanto informa Adentro o pouco mesmo que há em mim, Residualmente acendo este estopim E o verso qual a vida me deforma,
Não tento acreditar e nada ganha Tentando adivinhar qualquer montanha Aonde a queda expresse a imensidão
Do errático momento sem sentido E o mundo noutro tanto presumido Do nada que se visse uma expressão.
Navego contra a fúria das marés E vejo sem sentido o que viria Tentando acreditar na fantasia E nela mesmo olhando de viés
Apenas poderia por quem és Sentir o quanto tenho e não veria Sequer o meu caminho em utopia Marcando com a sola dos meus pés.
A voz já se calando e sem prever O tanto quanto possa conceber Arcando com enganos costumeiros,
Ainda que se tente acreditar Nos ermos onde pude navegar Deixara para trás velhos canteiros.
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Não tento acreditar no que não veio E mesmo que viesse não seria A sorte onde meu barco inventaria O belo navegar já sem receio,
E quando da esperança em devaneio Invado a mesma noite aonde fria A lida moldaria a poesia E nisto o meu olhar seria alheio.
Nos trâmites diversos passo e queda E sinto quando a vida se envereda Nas tramas mais audazes da emoção,
Resulto deste ocaso e caso veja A noite noutra forma mais sobeja Expressa os dias claros que a verão.
Negar o quanto tenho e mesmo em paz A sombra do passado ronda quem Vivendo o quanto a vida já não tem E molda este tormento em tom audaz,
Não quero e poderia ser tenaz Se o manto demonstrasse novo alguém Enquanto a solidão traz em desdém A voz de quem buscara e nada faz.
Repare com teus sonhos o vazio E nele aonde eu possa e desafio Estilos variados se anunciam,
E bebo do que possa sem sentido Ou mesmo do momento onde lapido Os dias com terror se denunciam.
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Não pude e não tivera qualquer chance Senão a mesma história refletida Nas ânsias dominadas desta vida Aonde o destemor atroz avance
E nada se anuncia em cada lance Somente a marca audaz e resumida Da lenta caminhada que lapida A sorte num momento e em tal nuance
De toda ansiedade se consome Além do que pudesse em frio e fome A marca mais sutil de quem se vira
Depois da tempestade mais atroz Deixando no passado a leda voz E nela o quanto vejo e não prefira.
Negar o meu anseio e prosseguir Ansiosamente expresso o fim de tudo E quanto do meu canto vejo mudo Depois de acreditar noutro porvir,
Pousando sem saber o que sentir, Ainda se no fim em dor ajudo Pousando noutro passo mais miúdo Tentando a minha história resumir.
Negar este momento aonde eu pude Vencer o caminhar atroz e rude Depositando o sonho aonde um dia,
Já nada mais se visse e não presumo Invado do que possa em tal resumo Bebendo o quanto audaz eu poderia...
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Jamais me caberia melhor sorte Se o tanto que inda cabe não moldasse Ainda o quanto possa em velho impasse Gerasse na verdade o que comporte,
E vejo tão somente o mesmo corte E nele a solidão expressa a face Atroz de quem deveras desnudasse Meu tempo noutro tempo não suporte.
O verso mais feliz que se fizera Açoda esta ilusão, imensa fera E bebo cada gota do que possa,
Ainda quando muito o quanto vê E nada se faria onde e por que A vida se resume em medo e fossa.
Saudade não pudesse dominar Quem tanto quis um tempo e nada vinha Saber do quanto a vida fora minha Produzo no horizonte outro luar
E quanto mais pudesse navegar E nisto outro momento não continha Sequer onde a esperança mais daninha Arcasse com meu mundo a divagar.
Jogando sem temor o tempo quando Numa avidez espúria nos tomando O marco noutro tanto se expressara
Pousando muito além de tal seara Aonde o que escancara trace o rumo E nele meu anseio ora resumo.
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Crivando cada dia em expressão Diversa da que tanto poderia Negando tão somente a fantasia E nisto outro momento em solidão,
Apresentar os ermos da estação E tanto quanto vejo em voz sombria Apresentando o caos e nele havia Somente os mesmos erros desde então.
E tento acreditar no que se crendo E bebo do passado mais horrendo E vendo este retrato maltrapilho,
Jogado pelo ocaso onde esvazio Meu tempo aonde o tanto desafio E gero outro caminho aonde eu brilho.
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Negar o que talvez já não viesse Enquanto a própria vida não trouxera Sequer a sensação da vida fera E nisto outro caminho se obedece,
A marca mais audaz que não se esquece E nela outro momento onde a pantera Encontra o meu final e destempera Ainda que se creia em rara messe
Não tento acreditar enquanto a vida Já tanto sem verdade e desprovida Da luta mais insana onde acrescento
O mar sem ter a paz que desejara E nada do que teime em tal seara Vencido pela força deste vento.
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Presumo após a queda uma vingança Embora no final já nada reste E quanto mais audaz eu sei agreste O passo aonde o vago ora se lança
E nada do que pude em aliança Ou mesmo o quanto tenha ora deteste, O sonho onde pudera ser celeste Agora no vazio sempre avança;
E sinto após a curva o que seria Estrada mais tranquila e a fantasia Expressa tão somente o fim de tudo,
E quantas vezes, crendo ser assim A noite se anuncia e quanto a mim, Decerto sem saída, eu desiludo.
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Dos vários quando existo e não percebes Ainda vou vencido pelo ocaso E quando na verdade enfim me atraso Envolto em pesadelos, rudes plebes
E nada do que tanto queres bebes E mesmo a solidão expressa o prazo Aonde com certeza a cada caso O tempo desenhando o que recebes
Romântico? Talvez, mas mesmo o passo Se é dado noutro rumo e me desfaço Abraço o quanto resta de nós dois,
Amada amiga amante o tanto quanto Pudesse desenhar o desencanto Aonde nada vejo, enfim depois.
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Um céu deitando o véu que constelado Expresse novo rumo ou mesmo até Ousando acreditar, e tento em fé Viver outro momento do teu lado,
Havendo no final algum recado Do tempo sem temor e sei quem é Que gera tão somente e em tal galé O mundo se desenha desolado,
Apresentando o fim a cada esquina O tanto quanto pude determina O fim e mesmo o resto que carrego,
A senda mais audaz e mais sublime, Aonde o que reste não redime, Deixando um caminhar apenas cego.
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Os erros de quem tenta novo passo E sabe muito bem o engano enquanto Pensando no cenário aonde eu canto E tramo algum momento onde me faço
E sei desta ausência em ledo espaço E vejo tão somente o que garanto Navego contra a fúria em desencanto Embora o meu caminho seja escasso,
Reparo aonde o tempo não se fez Em luta tão completa estupidez E vivo tão somente o que se creia
E nada do que eu possa ainda bebo E sei do grande amor como um placebo Na lua que jamais se fez mais cheia.
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Incrivelmente exposta em luz intensa Fortuna entre reveses do passado Agora noutro passo desenhado Encontro o quanto quero e me compensa
A marca da esperança mesmo tensa O verso noutro instante desvendado Enquanto uma esperança segue ao lado Da vida que pensara em paz imensa,
E nada mais terei senão tal erro, Ainda quando vejo o meu desterro No fim de cada engano nada vem
Somente o quanto pude acreditar Marcando com estrelas o lugar Aonde se anuncia tal desdém.
Não quero e não se veja após a festa Sementes sobre o chão em aridez E o quanto na verdade se desfez Agora noutro rumo não se empresta
E sei do meu caminho onde detesta A sorte em luz sublime, estupidez Amor se demonstrando insensatez E nela cada luta espreita em fresta,
Arcar com desenganos e seguir Sem ter onde descanse e sem porvir Depositando o fim a cada engano,
O marco se mostrasse mais audaz E nada do que possa a vida traz Somente o mesmo caos onde me dano.
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Em redundância a vida se reflete Apenas neste vão especular E quando se aproxima sem luar A sorte noutro engano se repete,
E mesmo que esperança ora decrete Um tempo aonde pude imaginar Apenas o caminho a desvendar Sem nada que tentara ou me compete.
Um vento me tocando pelo rosto O gesto demonstrando aonde exposto O corte não renegue o que inda vinha
A marca se anuncia em cicatriz E vendo tão somente o quanto quis A imagem que me reste é mais daninhs
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