
UM SÓRDIDO PALHAÇO
Data 10/03/2011 11:26:22 | Tópico: Sonetos
| Um sórdido palhaço, apenas nada mais Expondo o meu olhar imerso entre outros tais Vagando sem sentido em noites mais audazes E nelas tão sutis a vida em suas fases,
Os olhos sem saber aonde em vendavais Diversos poderia, ou mesmo aonde extrais Os vermes de tua alma e sei quanto desfazes Dos erros que inda trago imerso em tons mordazes,
Jamais acreditei ou mesmo poderia Nas ânsias deste insosso em tal desarmonia Matando o quanto resta e nada mais carrego
Somente o mesmo andar e nele sendo cego Mareia dentro da alma a fútil impressão Do caos onde caminho e vibro em turbilhão.
A crença ou mesmo a farsa agora descoberta Aonde a podridão deveras se encoberta E nada do que tento ou mesmo pude ver Invoca do passado o turvo amanhecer,
E quando este demônio em mim volta e desperta Na lúbrica vontade a porta estando aberta Invado cada engodo e tomo o que faz crer Nas podres emoções insanas do prazer.
Não pude e nem teria a luta sem sentido, Raízes da esperança, o tempo destruído E o manto sem promessa a morte não viera,
E quanto mais anseio alimentando a fera Num bote atocaiado ou mesmo noutro rumo, O tempo sem proveito agora em vão resumo.
Negociando esta alma, um Fausto sem juízo Ainda procurando os tons do Paraíso Inutilmente tento o quanto pude outrora E a fome da vingança enquanto avança aflora
E vejo em novo tom o passo mais conciso E sei que no vazio ou mesmo além matizo O mundo aonde o barco em versos desancora E nada do que venha ou tenha me apavora.
Se fútil não percebo e tento acreditar Nas tramas do que possa a solidão vagar Em cáustico cenário o fim se aproximara
A morte não seria a luz desta seara, Bufão que entre bufões, esmago o que viria E sei do que redima: a santa hipocrisia.
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De um tempo mais feliz ao que se visse após Gestando em lupanar a minha extrema voz Resumos de uma vida há tanto sem temor, E nisto o quanto possa expresse desamor,
Realço com ternura o canto mais feroz, Reparo cada engodo e bebo o canto, algoz De quem pudera e sinto inutilmente a dor Do quanto prometido adentra o quanto for
Governo com meu prazo o mundo em discordância E bebo do passado embora em discrepância O vicejar da noite envolta em prostitutas.
As mãos que logo vêm embora mais astutas Encontram no caminho os seios mais gentis, E as tramas sem limite enquanto além mais quis.
Caminhos sem a volta aonde eu não pudera Apascentar quem sabe a vida em vã espera, Não quero outro momento e nisto sou bem claro Apenas para o gozo insano eu me preparo,
Não tento acreditar e nem a alma insincera Expressaria o tom suave de tal fera Aonde se tentasse a vida em desamparo O louco sem destino o gozo onde comparo
Amaciando o passo envolto no vazio E bebo sem sentido o quanto desafio Um verso ou mesmo até imensidão da noite
E nela cada gozo explode como açoite Coiote na tocaia a sorte não traria Sequer o quanto quero ou mesmo poderia.
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Tumultuando a vida ou mesmo sem saber Do quanto cobraria a sorte de um prazer Inusitadamente a mente mal conduz Confusamente expressa a ausência de uma luz.
E tanto quanto tento encontro amanhecer Diverso do que pude e mesmo sem poder O rumo noutro passo enquanto reproduz O ledo desenhar que tanto não seduz,
Envaidecidamente atenta sensação Do louco caminhar em mundo sem senão, Caminhos e motéis orgias noite e riso,
Assim se desenhara em louco Paraíso O preço a se pagar? A gente vê depois E nisto se combina a sorte de nós dois.
Amena madrugada? O frio não permite E vivo cada sonho além de algum limite Não tento acreditar em luzes mais concretas E sei do quanto possa e nisto me completas
O prazo que se quer ou mesmo necessite Do tanto sem destino enquanto se acredite No vasto delirar em mãos que prediletas Arcando com loucura expressam suas metas
Na cúpida presença em louca sensatez O rústico caminho aonde o que se fez Presume novo tom em noite iridescente,
Vendendo a carne humana, o passo se apresente, E sei do quanto vale amor a cada esquina Enquanto ali se vele a luz que me fascina.
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Negar o meu passado? Ainda que pudesse, Jamais se poderia acreditar na prece Enquanto o meu olhar adentra madrugadas As sendas mais sutis e nelas não invadas
Sem mesmo permitir o quanto se obedece A luta sem proveito o tempo não esquece E o canto sem saber das noites entranhadas Envoltas no fastio ou mesmo desenhadas
Cadenciando a vida em tanta hipocrisia O caos que se desenha ainda não valia E tento neste orgasmo o canto mais sutil,
Servindo com vontade a quem tanto serviu Esbarro na promessa em bêbada ilusão Matando em nascedouro as sendas da emoção.
Jamais pude escutar a voz de quem se fez No tanto quanto rege e luz da insensatez Resumos de uma sorte há tanto sem sentido E quanto mais escuto o som onde lapido
A mansidão da vida e sei que nada vês Cerzindo no passado a mesma estupidez Jogado sobre o caos e nisto o presumido Retira mansamente amada o teu vestido
E vejo em tal nudez a sorte de quem busca Ainda quando a vida seria até mais brusca Astutamente a mente avança sem perdão
E sigo deste todo a vida sem senão Imprevisível passo aonde nada existe Sequer o meu olhar outrora um dia triste.
Declínio de quem fora outrora quase o tanto Que bebe sem destino a vida em desencanto E risos entre a noite em gozo sem igual Presumem na verdade amor consensual?
Meu passo se perdendo e sei quando o garanto Na luta sem sentido ou mesmo sem quebranto O canto que seria o mesmo ou sensual Vestindo o dia a dia em termo até venal
Apresentar o fim e nada desdizer Aonde se quisesse apenas o prazer Infausto camarada a sorte não teria
Sequer o quanto pude em leda fantasia, Mas sei do meu caminho enfeitado em neons E bebo em tua boca a sorte em raros dons.
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Sem mesmo perguntar aonde se tentara Vencer a solidão e crer no quanto ampara A vida em foliã vontade de sonhar Gerando sem temor o todo a mergulhar,
Vagando sem tentar a noite mesmo amara E sendo destemido enquanto se prepara A luta se transforma e busca sem lugar Ainda quando muito a sorte num luar
Diverso do que um dia invento ou mesmo queira No tempo sem limite a sorte companheira De quem não mais se visse e nesta imensidão
Vestindo com certeza a luta em decisão Disperso sigo além do quanto poderia Viver sem mais temor a noite em rara orgia.
Não tento outro caminho e quero ter comigo Num copo ou mesmo até no sonho em que me abrigo Vestígios do que sou e nego qualquer prumo Tramando o quanto traça a luta onde acostumo
Meu verso sem fastio e visto algum perigo, Resplandecente gozo e nele estar contigo Risonha noite em luz e bebo inteiro o sumo Do corpo que desnudo envolto onde o perfumo,
Seduzes quando quero além de mero gozo Aprendo sem temor o canto majestoso E nele nada além da sorte mais audaz
E quanto mais te busco a sorte me paz se faz Matando desde agora o medo, solidão E nisto quando vens garantes a explosão.
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O tempo mais feliz e nele estar com quem Expressa esta vontade e sei que aqui também Atemporal caminho invade cada instante E o meu momento em luz a vida em ti garante
Amar e sem limite é tudo o quanto tem Quem bebe da emoção e segue neste alguém Equânime vontade e tanto me adiante Marcando com ternura a luta inebriante
Orgástica beleza em noite incandescente E o sonho mais voraz agora se apresente Tomando sem defesa a fúria majestosa
Do tanto que se quer enquanto ronda e goza; Em vício esta delícia domina o pensamento E quanto mais a quero, espero ansioso e atento.
Mudando de cenário apenas imagino O tanto quanto quero e sei do desatino Vestindo esta nudez em lua imersa e prata Na brônzea sensação a fúria que arrebata
E toma com ternura o rumo cristalino, Cadenciando o passo e nele me fascino, Ainda que perdesse o passo nesta mata, O medo não traria e a vida mesmo ingrata
Escolhe sem temor o ardor inusitado E neste caminhar encontro o desejado Anseio em seio e gozo esplendorosamente
E o tanto quanto a quero agora se apresente No vasto mundo em sonho e magistral loucura, A boca em ti navega e em gozos me tortura.
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Jamais imaginasse algum outro cenário E nada do que possa em mesmo itinerário Expressa realmente o tanto quanto quero E sei do sentimento audaz e mesmo fero,
No quanto se presume ainda solidário, O prazo sem temor embora qual falsário Encontro cada instante e nada mais espero Apenas o que tens e nisto sou sincero,
Apresentando o caos e nada além do sonho E a noite em concordância aonde te proponho Um tanto sem sentido ou mesmo sem juízo
Viver em hedonismo o louco paraíso E tendo em nossas mãos a certa dimensão Do tanto quanto vivo em sonhos de verão.
A causa deste tanto expressa o meu anseio E bebo sem temor a boca, o sonho e o seio, Navego no teu corpo e sigo sem fronteiras Aonde o quanto sinto é tudo o que mais queiras,
Ainda sem sentido o mundo onde o rodeio Deixando para trás apenas devaneio, As noites sem temor e nelas verdadeiras Loucuras entre as quais encontro derradeiras
As praias da esperança e nelas vou contigo, E sigo o todo aonde o mundo que persigo Numa explosão de luz invade a madrugada
E bebo a tua boca agora emoldurada Nas ânsias onde pude apenas demonstrar O tanto quanto quero e nisto o teu vagar.
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A noite é companheira e dela cada prazo Expressa o que vencera a vida sem ocaso, E noutro caminhar ainda sem limites O tanto quanto quero e logo mais permites
Gerando o meu anseio e nisto sem acaso, O prato preferido, a sorte sem atraso, O manto onde desnuda estrelas que acredites E nelas outras tais ainda que palpites
Apresentando enfim nudez onde conquistas Não deixas quando sais sinais e sequer pistas Ousando no que venha e nisto não se crê
Apenas presumindo a vida em seu por que Levado pelo sonho; invado este infinito E bebo em tua boca o tanto quanto incito.
Já não soubesse mais apenas outro canto, E sendo de tal forma o mundo onde me encanto Resumos de passado e nada se anuncia Somente esta semente expressa em fantasia,
O mundo que se quer e nele eu me garanto Vestindo a sorte imensa e tanto quanto espanto A dor que no passado em mim habitaria Agora sem temor já não conheceria,
Esplendorosamente a senda desenhada Em noite sem temor decerto desejada E nada do que veja impede esta loucura
Ainda quanto mais a vida me procura Em ébria sensação do tanto que me dera, Restando dentro da alma a fonte em tonta esfera.
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Ocultos males vêm as sendas sem limite E tanto quanto possa e nisto se permite O marco mais ousado e em fúria mergulhasse Hedônico caminho expressa a sua face,
Excêntrico poeta a luta onde acredite Esbarra nesta insânia e sei que necessite Vencer o tanto quanto a vida se mostrasse Desnuda e sem saber do todo que gerasse.
Não pude acreditar e nada impediria A louca mansidão em lúbrica alegria Demônios entre céus e sei que sigo assim,
Ainda neste inferno eu desenho o jardim, E tendo na maçã uma nudez gentil, A fonte que não cessa além já se previu.
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Um corpo sensual, a noite é toda nossa E nada do que venha além não mais endossa Gerando o meu caminho invade a senda audaz E o prazo determina o quanto amor se faz
E nisto o que pudesse ainda agora apossa E vence sem temor o tanto quanto possa Vivendo sem pudor a fúria mais mordaz, E quando se percebe ausenta em nós a paz.
Ultrapassando enfim algum limite eu sigo E nisto quanto possa amada irei contigo, E mais não se falasse apenas desfrutando
Um mundo sem saber sequer nem como ou quando A marca mais aguda em tom suave e insano, Bebendo destes méis aos poucos eu me dano...
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Apenas mero traste invado a noite em ti E bebo do que fui e sei do quanto vi Vivendo sem ter freio e sigo sem noção Do tempo em termos tais imensa provisão,
Marcando desde quando o que ora percebi Exala o teu perfume e nisto me embebi, Vagando sem destino ainda e mesmo em vão No corpo feminino a imensa sensação
Deidade ou infernal delírio sem ter mais Do que ora desenhei em tons sensacionais Profano ou mesmo santo encanto sem que um dia
Pudesse tão somente imerso em alegria Viver o que não tente a vida sem limite E nisto o quanto trago eu bebo e necessite.
Ainda se perdendo a luta onde começa O tanto que se busca a sorte não tropeça E visceral anseio em volta sou falena O gozo que me atrai deveras me condena,
E o prato predileto em noite se confessa Na fonte inesperada aonde o que se meça Ao ver a boca exposta em ânsia que sei plena No fundo penetrando aonde se envenena,
Serena ou da sirena apenas aprendendo O que deseje a vida e mais que mero adendo Emendo com teu corpo o meu em fúria e luz
Sem tempo pra pensar o quanto se produz Intensamente assola e bebe cada gota Até que a noite volte, insanamente rota.
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Ocasionasse ainda o pântano dos sonhos Em dias, turbulência explode em mais bisonhos Desejos sem que a vida explique o que jamais Pudesse desejar além das sendas tais,
E nelas outras, busco, em dias mais risonhos Depois de tanto tempo os mares vãos medonhos Reparo cada gole e nele descontrais Ousando ter nesta alma as luzes e cristais,
Desnudo-te querida em aguerrida luta A deusa que se fez estranhamente puta Na bunda mais bonita à gula que não cessa
O amor quando se quer além de uma promessa Transcende ao paraíso e vive sem pecado, O corpo quer teu corpo em ritmo alucinado.
Depois tomando um porre em botequins da vida, Na sorte sem temor eu vejo repartida Vestindo algum sorriso orgânica vontade Aonde poderia incenso e liberdade,
Requebros da morena a noite consumida Nas tramas do sereno insana resumida, E nela o que se quer ainda sempre agrade, E nada se aproxima ou invadindo a grade.
Na fantasia louca, a sorte está lançada No orgástico delírio adentro a madrugada E vago sem sentir o quanto poderia
Deixando como rastro a minha fantasia Ardendo no desejo e nele o quanto eu possa Fazer desta loucura a sorte minha e nossa.
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Não terminando o verso em novo verso quando O manto se aproxima altares desnudando E bebo desta boca o gosto da saliva E nele o que puder mantendo esta alma viva,
Sanguínea e rara fonte em pontes desabando, O beijo satisfaz? O gozo nos tomando, Em convulsa loucura a sorte quando criva Envolve sem temor a vida ora cativa.
E não me aproximasse ou mesmo me evadisse O tempo então diria apenas da tolice, Viver o quanto tenho e resta dentro da alma,
Na furiosa noite apenas o que acalma Vestir esta nudez reinando sobre mim, Lençóis de seda e sonho, anseios de cetim.
Intensa sensação em voz louca e profana Aonde o que eu pudesse agora já me dana, E esta rainha ou puta amiga ou mesmo santa Abrindo este portal, enquanto assim me encanta
Escrava ou na verdade a deusa soberana Avessa ao verso e ao sonho, apenas mais humana Escárnio feito em luz aonde se faz tanta Eu sei que sou mais um, no fim já se levanta
E rindo do que fui ou mesmo do que sou, Honestamente fala o quanto se entregou, E vejo no sorriso a farsa feita em gozo,
Mas mesmo assim invado o mundo majestoso Aonde o ser humano importa muito mais Do que filosofia ou cantos tão banais.
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Em esperma e loucura a noite se apresenta A vaca sem presépio a luta mais sedenta, Somente por saber e ter noutra noção A vida sem temor em rara ebulição
Bebendo mais um gole o tanto que se inventa Versões do mesmo fato e nisto outra tormenta, Rasgando com ternura em busca da erupção Os termos mais sutis e neles a eclosão
Em habitat diverso o vento não se traça Na viperina louca a sorte mais devassa, E escalo cordilheira e chego junto dela
Enquanto a sensação intensa a mais revela O amor em cada esquina; espera outro programa A deusa tanto quer enquanto acende e clama.
De minha solidão à sólida loucura A noite sem limite o quanto se procura E trama noutro fato o mesmo corriqueiro Perfume vagabundo, a cama, o mesmo cheiro
E o pântano desta alma ainda me tortura, Embora no final ocasionando a cura As tramas do passado, o verso derradeiro, Seresta da esperança aonde um seresteiro
Inventa algum planeta além deste que existe, O olhar apontaria esta nudez em riste, Mas quando se anuncia a fonte mais diversa
O corpo em reboliço, apenas desconversa Nesta vontade atroz o louco chafariz Nadando sem temor além do quanto eu quis.
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Em cultos mais sutis à deusa em fartos seios A louca sensação adentra velhos veios E bebo cada ponto em tanta fantasia O mundo de tal forma enquanto se anuncia
Expressará de fato os dias sem receios Marcando sem temor ou mesmo devaneios A sensação que toca e noutro tom traria A voz em consistência aonde se queria
Ousar e até pousar nas coxas da morena E nisto o quanto resta apenas ora acena E bebe cada instante e quer novo momento,
E quanto mais desejo o gosto além aumento E tramo novo canto encantos mais diversos Vagando sem ter freio em loucos universos.
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O quanto quero e tento atento canto em voz Disperso com ternura o tanto logo após Embarco nos teus sóis e bebo tuas luas E nisto quando vês o sonho onde flutuas
Resplandecendo na alma a fúria mais atroz Insólita loucura e nela todos nós As sensações enquanto as horas seguem nuas Encontram a resposta e sei o quanto atuas
Na magistral dolência e nada mais teria Senão a mesma voz em louca fantasia, Aprendo com teu rumo em passos desiguais
E vejo o que talvez expresse o nunca mais, Medonha noite ausenta o passo de quem busca Saber a minha sorte outrora leda e brusca...
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O quanto da vontade explica muito além Do tanto que se fez e nada mais convém Apenas navegar em noite sem que nada Impeça a maravilha em rara madrugada,
O canto se produz em nada desde alguém Se o preço que se paga explica algum desdém E vejo sem limite a noite onde estrelada A vida não pudesse em luz mal desenhada,
Resistindo ao caminho em tom suave e claro Amar e ter no olhar o quanto já declaro E bebo sem sentido o tanto que se quer
Ousando na loucura e vendo esta mulher Que tanto quis um dia e agora sei ser minha, E nisto o meu anseio em paz vem e se aninha.
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A senda mais buscada entranha sem temores Aonde quer que tento encontro raras flores E inusitadamente encaro este sorriso Sabendo do caminho aonde mais preciso,
E sei que seguiria amada aonde fores Espalho a minha luz e sei das tantas cores Embora o que inda tenho e quando me matizo Nos passos onde vejo amor claro e conciso.
Apresentando o passo envolto em tom suave Ainda que se veja embora nada agrave O verso sem anseio e o todo que se vê
A vida não pergunta e sabe sem por que O mundo não pudesse ainda desdizer O quanto é necessário em nós o teu prazer.
Navego sem saber o quanto poderia Ainda imaginar o mundo a cada dia E nisto este cenário aonde me compete Transita dentro da alma o tanto que repete
O verso inusitado o tempo em alegria A vida em avidez além do que eu vivia No tanto que desejo agora eu pinto o sete Vivendo neste anseio a luz onde reflete
A porta que se abriu o vento manso adentra E a luta não termina enquanto se concentra No prazo que talvez a vida não teimasse
Vencendo qualquer tom e nisto sem impasse Restando o quanto quero e nada mais além Do manto sem temor que sempre busca e vem.
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O mar em fantasia o vento nos tocando A luta que pudera ainda sendo em brando Momento sem poder apenas desenhar O tanto quanto quis e soube navegar,
Jamais se fez o luto aonde o sonho em bando Ousasse acreditar no tanto ou mesmo quando A vida se presume e sabe o caminhar Aonde esta esperança expressa o seu lugar.
Tirando a tua roupa encontro a maravilha E nela o meu anseio decerto adentra e trilha Vagando quando eu possa acreditar no fim,
E tanto se deseja amor dentro de mim, Não deixo no final ainda qualquer rastro E quanto mais te quero amada em ti me alastro.
No manto desfraldado o conto em voz gentil O prazo não traduz o quanto o sonho viu, E visse noutro encanto o risco sem anseio, E bebo em tua boca, o corpo o verso e o seio,
Não temo o quanto tenho e sigo o mais sutil Delírio em noite imensa e tanto se previu Vivendo o dia a dia e nada além já veio Ousando na alegria e sei que sem receio,
Ocasionando enfim ou mais que este tropeço Vibrando em sintonia a sorte ora mereço Viceja sem temor a luz que nos invade,
Gerando muito mais em plena liberdade, Cabendo dentro da alma a imensidão do sonho E o gozo sem tormenta o quanto eu te proponho.
Um erro que se torna assíduo no final Impede o caminhar e gera em ledo astral O fim que não queria ou mesmo inda tivera A sorte se anuncia e sei da dura fera,
O manto que se espalha em noite triunfal Desenha o verso enquanto encontro o ritual Bebendo em tua boca amor quanto se espera E nada mais sutil do que se tenta e gera.
Incauto passageiro em busca do futuro Apenas no teu corpo amada eu me asseguro, E vejo sem sentido o tempo sem carinho,
Quem tanto se perdera ao ver e ser sozinho, Não pude mesmo até viver cada esperança E nisto o quanto resta em paz agora avança.
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Um corpo delicado e a noite nos prometa Vivendo sem sentido além deste cometa Não posso acreditar no fim sem mais razão E deste caminha eu bebo a imensidão,
E sinto o quanto quero e nisto se arremeta A vida aonde o todo ora não comprometa E nisso o que se molda ausenta a solidão E trama com ternura a luta mesmo em vão,
O mundo se apresenta em tom sutil e nobre Enquanto esta verdade aos poucos nos recobre E descobrindo o fim aonde procurei
Amor domina a festa e traz em nova grei Meu mundo se demonstra além do manto em paz E todo o meu anseio agora a vida traz.
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Querer apenas isso? Um gozo e nada mais? A sorte desenhando em todos os vitrais Expressa o que se quer e nada mais teria Senão a noite clara em rara fantasia,
Encontro cada rastro e sei dos velhos ais E neles outro engano enquanto já distrais O passo sem sentido e nada mais viria Somente o quanto pude ver em rara alegoria.
Meu mundo não traduz o tanto quanto quero E bebo cada gole e nisto sou sincero, Não visse a sorte enquanto o tempo se permite,
Ainda no final o mundo sem limite Palpita dentro da alma o canto em louco passo, E quanto mais se quer além eu me desfaço.
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As noites desde então, a voz em dor e pranto O marco do passado aonde me garanto Não deixa que se veja o fim da velha história E nada quanto pude eu vivo em tal memória
E sigo sem saber apenas já me espanto Brindando com meu sonho o mundo, a queda e o pranto, A sorte se anuncia e nisto a merencória Vontade de sonhar aquém desta vitória
Há tanto desejada e nunca desfrutada Marcando com terror a noite em escalada, Desprezo após desprezo o fim já se anuncia,
Mas tanto quanto eu quis além da fantasia Gerasse o descaminho e mesmo após a queda, No caos quando se faz a vida se envereda.
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Embarco no meu sonho e sei do que virá A luta não descansa e quero agora e já Viver em noite imensa uma estrelada sorte E nisto o quanto tenho ainda em paz conforte,
Mas tanto quanto a luta aos poucos mudará O vento que nos toca e sempre levará A voz de quem se quer ainda em novo norte, Pousando mansamente enfrentando tal corte,
No canto da sereia, o verso engalanado, O peso do passado o tempo desenhado E a fúria em tom sutil adentrando este quarto
Até que na verdade exausto e sei que farto Eu beberei o todo envolto na nudez Da deusa que decerto em tanto amor se fez.
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Aonde toda a vida ainda nos bebesse E o fim em tom suave ao menos concebesse O risco de sonhar e crer noutro momento Invalidando o passo e nisto o que alimento
Envolve o quanto tento e pouco me envolvesse Gerando após o fato o que ora recebesse Depois de tanto olhar e nisto o que fomento Traduz após o todo o raro e bom alento.
Jamais se percebia o mundo desigual E nada do passado ou mesmo ritual Em voz que discordante expresse o fim do jogo
E nada se anuncia além do mero rogo, Envolve em voz suave o manto mais audaz E a poesia trama o quanto em festa traz.
O medo noutro tom e o verso sem versão Ainda moldaria a luta em emoção Negar o meu anseio e ver outro caminho Aonde se fizera o passo mais daninho,
Os dias que se vêm no fundo não verão Sequer a imensa sorte e nisto a concepção Do vento quando toca e gera após o espinho Florais onde se possa apenas crer no ninho.
A tempestade dita o tanto quanto quis Bebendo em tua boca o ser ou não feliz, Não tento caminhar em noite tenebrosa
Ansiosamente vejo em ti a clara rosa E traço novo passo aonde tanto quero Viver outro momento e ser bem mais sincero.
Jamais eu percebera além do gozo farto E beijo este infinito enquanto em ti comparto O prazo sem ter mais sequer onde descanse E quando a vida vem e traz em todo lance
O tanto onde se inunda imensamente o quarto No pranto pela casa a sorte nega o parto E vejo a solidão e nela sem ter chance Amor que num instante audaz ora me alcance.
Acreditar no sonho e ter esta alegria Vivendo sem temor o todo dia a dia Emaranhado tanto aonde o fim pudera
Vencer o quanto quero e sei da mesma fera Gerada no não ser e tendo por cenário A vida sem temor em ledo itinerário.
No manto já puído de estrelas nada vejo Somente o quanto possa em termo malfazejo Restando a noite imensa e nela a plenitude Do quanto com certeza amor tanto me ilude,
No canto sem temor o mundo aonde almejo O rústico carinho e nisto novo ensejo Tramando o meu desejo enquanto nada mude, O verso sem temor a nossa juventude.
Encontrarei a sorte e nela me esbaldando Apenas onde outrora o mundo fora brando, Agora sem temer a sorte que virá
Bebendo cada gole e vejo desde já A noite inebriante em luz e solução Enquanto com ardor eu bebo este erupção.
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Acordo e nada vendo eu tento imaginar O amor que já se foi e sei noutro lugar Ainda quando a voz explode em tom suave O manto se resume e nada mais entrave
O passo sem destino o rumo a desbotar A luta que se faz em volta do luar Falena quando tenta ou mesmo ser uma ave E sigo sem temer o quanto fosse nave,
A boca te procura e segue sem temer O tanto quanto pude e quero merecer, Ausenta deste olhar o vento sem ternura,
A manta mais completa agora me assegura, Não tento outro cometa e volto em picardia, Pousando mansamente invado novo dia.
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Um porre comemora ao fim esta conquista E sei do quanto quero e a vida então avista Bebendo novo gole em boca mais sutil, E nisto o que se quer outrora não se viu,
A senda mais audaz e quanto mais insista O risco se anuncia e nada mais despista Vivendo sem temor o dia onde previu A senda verdejante ousando em tom gentil.
O corpo ora desnudo a cama nos convida E toda esta vontade há tanto resumida Enfrenta o que se quer no tanto sem promessa
E a sorte mais feliz aos poucos recomeça Vicejando esperança ou mesmo o gozo audaz, E nisto o que se quer a vida também traz.
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Não tento outra saída, e nada mais pudera Saber o quanto quero e o fim agora espera Meu mundo se resume em sonho em esperança A vida noutro passo enquanto assim avança
Deixando para trás a sorte amarga e fera E nisto o que se quer em luz clara e sincera Deixando a tempestade apenas na lembrança O tanto que se quis enfim já não se cansa,
Depositando o sonho em tom claro e profético O gozo mais gentil ousando até poético No pórtico do encanto em canto mais sublime
Do todo desenhado agora não redime E sinto este perfume e nada mais se visse Tentando caminhar além do que previsse.
Meu prazo não extrema o tanto que se quer Vivendo este perfume envolto na mulher Que tanto desejei e sei já não me sente Ou mesmo quando vejo ao fim traz o indigente
Momento sem cadência ou tanto o que vier Exprimirá meu verso no corpo onde sequer A luz iridescente esgota o que se ausente E gera no final o tanto que apresente,
Em avidez imensa a luta se desenha E bebo do caminho e quanto mais se empenha A mansidão do canto expressa a imensidão
Do tempo sem temor e nisto se verão Apenas o que resta invade a madrugada E torna mais suave a sorte desejada.
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Não deixe pra depois o quanto quero agora E nada de nós dois ainda tenta e ancora O risco de sonhar ainda se presume E no final do jogo o quanto a luz assume
E embebido no sonho a sorte não demora E bebe cada gole do todo que devora Restando dentro da alma a sorte em tal perfume Vivendo calmamente a paz em claro lume.
No canto sem tormento e em luz imensa e clara A sorte sem temor o verso se prepara E gera novamente o mundo que busquei,
Vivendo o quanto pude e nisto mergulhei, Ainda quando a sorte em nós deveras vibra O tanto quanto quero em ti já se equilibra.
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Meu mundo não permite a queda e o medo após Ouvir com tal loucura a senda em viva voz Vestígios do que fui ainda não mais vejo E sei do quanto possa em todo este desejo,
No corpo desta deusa eu vejo a minha foz E sinto o meu caminho e nisto mais veloz O tanto quanto quero e tento noutro ensejo Vivendo em plenitude o manto onde o prevejo
Mergulho sensual em gozo e em aguardente E todo o quanto busco agora a vida sente Resumo do passado e nada mais teria
Somente este delírio e nele a fantasia Bebendo a imensidão e nada mais se crê Semente do prazer expressa o seu por que.
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Mergulho nesta ronda e vago corpos tantos E neles outros mais em luzes, mil encantos E tantas noites sigo em busca das estrelas Diversamente eu possa enfim sempre vivê-las
E sei que na verdade invado e tomo os cantos Deixando para trás ou cevo desencantos E no final da vida ao menos pude tê-las E em pensamento ou sonho ainda irei sabê-las.
Jamais poupei e sigo aonde quer que eu vá Orgástica loucura ou novo e bom maná Morenas louras, vejo em tramas que entrelaço
E a cada instante tento um tempo em novo passo Vagando este infinito imenso e claro céu Jogado sobre a cama em brilhos num motel…
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Meus lábios percorrendo a estrada que liberta No corpo mais suave a sorte em rota certa Aumento esta vontade e cevo este desejo E nisto sigo em paz o tanto quanto almejo,
Vencer cada momento e nada mais deserta A luta se decide e nisto quando alerta O gozo inusitado ou cada novo ensejo Um mundo sem parada e nele o que porejo
Expressará somente os grãos desta esperança E neles o que trago enquanto a noite avança Cevando o que decerto um dia explodirá
Orgástica loucura em lavas desde já Irrompe a noite em fúria e deixa tais sinais Vivendo o quanto sigo em noites magistrais.
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Mas quando em ilusório acento a vida expressa A luta que decerto ainda nunca cessa Eu vejo o quanto possa e quero um pouco além Do todo que decerto esta loucura tem,
E nisto caminhando embora sem ter pressa A noite invade o dia e tudo recomeça Na senda delicada ou quando sou refém Do canto mais feliz ou mesmo de ninguém
Apesar da vontade incomparavelmente O tanto quem se quer a vida bebe e mente Não tendo outra saída anseio em luz e glória
Ainda quando muito as tramas da vitória Vistoriando a noite incólume ou sofrida Marcando com constância a sombra desta vida.
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Não posso te dizer aonde errei ou quase Se a vida também muda e traz a cada fase O tempo sem limite ou nada além do fim, O vento se acredite ainda vive em mim,
Negar o meu cenário e bem antes que atrase O tanto quanto possa aos poucos já defase E sem defesa alguma eu volto de onde vim Viceja uma alegria? Apenas um motim...
Em noite maculada um canto sem sentido O término do sonho o vento repartido, A luz que não mais veio e o fim deste desejo
Cenário apodrecido aonde o quanto eu vejo Expresse muito bem somente algum vazio E sem ter mais saída, ao todo eu desafio...
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Possui alma cativa aquele que não tenta Tecer neste infinito a luz mesmo sedenta Do sonho que não veio e nunca até iria, Mas toda liberdade expressa a rebeldia,
Produzo do passado o quanto me fomenta Em busca do futuro e sempre além se enfrenta O tanto quanto possa e nada mais traria Somente a imensidão com toda a galhardia.
Ousar e ser além de mera face ou nada E a sorte ora cumprida ou tanto desenhada Nas ânsias de quem quer tentar outro caminho
E nisto procurar além do mar mesquinho, Embora seja assim a vida sem proêmio O canto mais audaz, um velho e audaz boêmio.
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Sorteios entre luz e mares de esperança No quanto a vida traz e nada mais avança O corpo feminino enquanto me embriaga A noite sem temor enfrenta o mar e a vaga,
Guardando o que inda vejo em vias de lembrança E nelas o cenário em paz ou na pujança Vencendo com ternura a ponta de uma adaga Ou perfurando o sonho aonde em caos divaga,
Assento esta poeira e bebo mais um gole, A vida quando vem eu sei que enfim esfole Uma alma sem proveito e sem sequer saber
Ousando muito além do quanto possa crer Negar esta emoção e crer na fantasia É tudo o quanto a audácia em sonhos poderia.
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Uma alma que cativa encontra noutro canto Apenas o sinal amargo em ledo pranto E vencida talvez, enquanto não tivera A vívida impressão audaz de nova espera,
Encontra da semente o medo em desencanto Seguindo noutro rumo ainda o que foi tanto E resolutamente aguarda a velha fera Andando contra a fúria em torpe e leda esfera.
Mas quando em ar sutil ou mesmo atroz rebela E segue seu caminho abrindo inteira a vela Já nada mais pudera enfim frear tal passo
E assim sem mais limite o quanto agora faço Expressa esta vontade e mesmo furiosa Vontade que só cessa enquanto em luz se goza.
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Meu peito satisfeito? Uma utopia apenas E quanto mais te quero e mais tu me envenenas Bebendo tua boca em louca sensação Do corpo junto ao corpo em fúria e em explosão,
Ao gozo sem limite agora me condenas E vejo o repetir audaz em tantas cenas E nelas outras tais decerto inda virão Redemoinho em sonho em louco turbilhão,
Refeito da insensata ausência de esperança Agora ao teu caminho enquanto o meu avança Profetizando a cura em lúbrica vontade,
A sensação audaz que tanto nos invade, Proclama este futuro em verso ou gozo e festa E apenas a loucura ainda toma e gesta.
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Sem hecatombe ou fúria, a vida continua E sigo sem saber aonde em plena lua Eu poderia crer em nova divindade E sei de cada brilho aonde o tanto invade,
E nisto onde se quer ou mesmo além cultua Minha alma segue exposta e sei do quanto nua Pudesse desenhar em ti a claridade E ser bem mais que intensa em rara liberdade,
No verso onde se exprime o canto mais feroz A solidão jamais escutará tal voz E nisto o quanto sou e somo com meu passo,
Expressa em claridade o tanto que ora faço Sem falsa noite em vão em prazo discordante, O marco mais feliz o quanto me agigante.
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Da deusa que desnudo ou mesmo aqui comigo Adentro sem limite e tanto além prossigo Arcando com engano e vendo o passo quando Teatro da esperança em luzes se moldando,
O tempo sem temor e nisto o quanto abrigo Inventa outra verdade e bebo o gosto antigo Do antídoto que trago e nele me entranhando Expressarei o verso ou mesmo um mundo brando,
Mas tanto quanto eu pude e não mais me cansara A solidão não volve e nem noutra seara Serpenteando a vida envolta em fúria e gozo,
Um templo que se faz deveras majestoso, Entranha dentro da alma audaz e caricata E o tanto quanto tens seduz, mas me maltrata.
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