
Minha Briga com Lampião
Data 09/03/2011 00:48:58 | Tópico: Poemas
| Minha Briga com Lampião!
Vou dormir na estrada, Tá um calor danado No Sertão, não chove nada O povo está todo acabado!
Não tenho aonde ir Nem o que comer Cabra macho que sou O jeito é da seca fugir. - Aqui não vou morrer!
Tou dormindo na estrada Com uma fome danada, Sendo acordado com um barulho Da tropa de Lampião desembestada.
Não tenho tempo de correr Nem tempo de rezar, Lampião cabra arretado me pegou Estou lascado! O jeito era peitar...
Me empurrou com um solavanco Para ver se eu me arranco, Falando que ia me pendurar numa corda Por um pedaço meu em cada canto.
Mandou eu pedir para não morrer para começar a correr, Cabra macho da gota que sou Disse que não fujo e fico onde estou.
Ele mandou um pelego dele me cortar a língua e pendurar num pé-de-pau Eu disse que cabra macho morre inteiro Que derroto um por um Até não sobrar nenhum!
O Lampião do Sertão Me testou e jogou três "cabras" em minha mão Três, quatro, cortei então.
Veio então o "cabra" Lampião Com uma raiva espumante, Brigamos com faca e facão Horas debaixo de uma lua minguante.
Eu não tenho mais forças Ele começou a me sangrar todo arrogante Sentindo toda dor do mundo ... Ele de repente falou que ia me poupar.
"Cabra" macho que nem este Não deve morrer e nem sangrar Mas do meu bando formar.
Minha Briga com Lampião!
Vou dormir na estrada, Tá um calor danado No Sertão, não chove nada O povo está todo acabado!
Não tenho aonde ir Nem o que comer Cabra macho que sou O jeito é da seca fugir. - Aqui não vou morrer!
Tou dormindo na estrada Com uma fome danada, Sendo acordado com um barulho Da tropa de Lampião desembestada.
Não tenho tempo de correr Nem tempo de rezar, Lampião cabra arretado me pegou Estou lascado! O jeito era peitar...
Me empurrou com um solavanco Para ver se eu me arranco, Falando que ia me pendurar numa corda Por um pedaço meu em cada canto.
Mandou eu pedir para não morrer para começar a correr, Cabra macho da gota que sou Disse que não fujo e fico onde estou.
Ele mandou um pelego dele me cortar a língua e pendurar num pé-de-pau Eu disse que cabra macho morre inteiro Que derroto um por um Até não sobrar nenhum!
O Lampião do Sertão Me testou e jogou três "cabras" em minha mão Três, quatro, cortei então.
Veio então o "cabra" Lampião Com uma raiva espumante, Brigamos com faca e facão Horas debaixo de uma lua minguante.
Eu não tenho mais forças Ele começou a me sangrar todo arrogante Sentindo toda dor do mundo ... Ele de repente falou que ia me poupar.
"Cabra" macho que nem este Não deve morrer e nem sangrar Mas do meu bando formar.
Marcelo de Oliveira Souza
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