
ENQUANTO É NOITE EM MINH’ALMA
Data 08/03/2011 04:07:26 | Tópico: Poemas
| Eu olho, enquanto sigo, a antiga sombra que andeja no meu passo, a sombra minha - projeção de ser volante, coisa entre as coisas que o tempo espezinha.
Arte a amoldar-se no fumo nas furnas, crença a evolar-se do sangue na arena, foge entre as pernas que dançam na noite, mergulha nas águas que a guerra envenena.
Perdida no tropel dos séculos que avançam, ressurge aqui e ali, num ou noutro país. Ergue-se da estrada de Damasco. Treme entre os lampiões de Auschwitz.
Acorre ao átrio do Templo de Delphos. Queda ao pé da esfinge milenária. Em tudo a encontro, me segue, como se necessária.
Segue-me, inevitável. Vara comigo a neblina. Até que a noite em minh’alma ao sol descerre a cortina. Porque não projeta a sombra o ser quando enxerga em círculo e, por sua vez, ilumina. Poema de Sersank (Do livro "Estado de Espírito")
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