
Túmulo
Data 26/02/2011 11:58:35 | Tópico: Sonetos
| Eis que longe se ouve a cavar, o coveiro Ao silenciar do cemitério, andas cavaleiro A abrir a sepultura, nos teus olhos o vazio Refletindo o vago e incessante sombrio.
Quem serás? Eis de habitar esta cova impura? Que fim se dará a pobre alma dona desta tumba? És ti, ceifada pela morte, a mercê das escuras Levantando-se e caindo, ao som do abrir que retumba...
Não serás túmulo adornado, para este espírito sofrido... És negado, isolado, de todo amedrontado, Pela dor e sofrimento, agora sucumbido.
Levanta-te e cai, sem medo, és hora, encontrado Tu espírito perecerá na tua índole, está marcado No teu destino... És prometido ao túmulo do pecado.
|
|