
POEMA CONJETURAL
Data 20/02/2011 01:46:29 | Tópico: Poemas -> Reflexão
| “Que farás tu, meu Deus, se eu perecer? Eu sou o teu vaso - e se me quebro? Eu sou tua água - e se apodreço? Sou tua roupa e teu trabalho Comigo perdes tu o teu sentido.” Rainer Maria Rilke
Um século tombado sobre a ossada inerte do derradeiro espécimen da raça humana, nenhum extraterrestre, fera alguma terá se elevado ao fatídico trono. O mundo será dos ratos. Será.
O espectro de Zeus, trôpego, em busca do antigo Partenon volitará das montanhas em bruma até aos confins dos mares, por noites infindas, sem lua. Tufões o seguirão, nos seus retiros aos vales de fumo e treva - dantes metrópoles rígidas .
Um século, talvez, talvez milênios, tombados sobre os escombros do Cristo Redentor no Corcovado, ainda eclodirá nas vastidões de Hades, o réquiem do humano ciclo.
“Requiescant in pace” entre os filhos melhores dos homens, os deuses todos, malditos deuses que os não protegeram...
Bem hajam futuros lampejos de sol no céu turvo! Atinjam os cimos gelados da crosta! Aqueçam antigas campinas, devolvam-lhe os ribeiros, tragam tempestades que despoluam o ar!
Que, por milagre, enfim, algum arbusto cresça e a Terra possa retomar o seu destino!...
(Poema de Sersank, do livro "Estado de Espírito")
(Imagem obtida no banco de dados do Google)
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