Hoje quero a vida, cheia de cores e de perpétuos amores, que me façam ir muito além de mim, e me façam chegar até ti.
Quero janelas abertas e o sol a entrar, nos olores me demorar, e perder-me em jardins suspensos, com versos nada tensos.
Quero o azul do céu e as nuvens no ar, para que possa brindar, cá na Terra, os que sofrem as dores, e lhes ofertar lindas flores.
Quero dizer que não morre a esperança, nos olhos de uma criança, e de que tudo vale a exemplar pena, se a alma não é pequena.
Isto já dizia o poeta em sua sabedoria, separando a regra da folia, sigamos-lhe o paradigma, com todo o fervor, sem qualquer estigma.
Quero as casas pintadas do próprio carmim, nas janelas carmesim, e colchas dependuradas, para abrilhantar, e juntos formos festejar.
Quero a Natureza em irmandade connosco e Homem, convosco, quando ela nos pedir sanidade e harmonia, e nasça o sol todo o dia.
Ah, e quero a igualdade e a solidariedade, a humildade, seres emotivos também, e nuns e noutros sermos sempre alguém.
E quero a poesia como um ensinamento, um contentamento, que quem vai ler, possa tirar prazer e novas coisas aprender.
Jorge Humberto 19/02/11
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