
UM DIA A SÓS CONTIGO
Data 15/02/2011 16:36:49 | Tópico: Poemas -> Amor
| Deito meu desassossego, no teu peito; a casa está silenciosa; apenas o pulsar de dois corações se escutam, para além de nós e dos que lá fora, buscam sentido permitido para a vida.
O sol é nado faz muito e luz no azul do céu, esgarçado pelas nuvens puídas, que ameaçam de chuva a terra; e a ampola de meus dedos, enche-te de mil afagos, silente, nos traços da linha de teu rosto.
Na mesa; o café arrefece o dia e a tarde já se avizinha, com negras asas de pássaros; seus gorjeios são mais intensos, à medida que as janelas se vão fechando, para o secretismo do lar.
Fecha-se a porta atrás de ti; sais à cidade; uma enorme vontade de te agradar, faz com que siga teus passos, embora, por outro caminho; procuro nos jardins, Rosas Brancas, de meu deleite, para te brindar, no tornar a casa.
Teus cabelos molhados, meus cabelos molhados, dizem bem da chuva, que vai lá fora; as Rosas descansam dentro de água; e, eu, corro, para te ver sorrir, junto com as pétalas, em cruz, nos teus braços, como num cerimonial.
Cai a noite nas luzes da avenida; e ficamos à luz de velas, ceando, com as Rosas no centro da mesa; palpitar de corações, descendo até ao branco dos pulsos; olores de incenso mediterrânico, trazendo a ilusão para a realidade.
Jorge Humberto 15/02/11
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