
EQUILIBRISTA
Data 07/02/2011 22:11:26 | Tópico: Poemas
| Equilibrista
Floresta imponente, concreto puro Chaminés com fumaça nas narinas Faz-se frio, sente-se a neblina noturna Aromas indecifráveis, talvez boninas
Num átimo de debilidade humana Vez em quando, vejo-me equilibrista Em meio à multidão na cidade insana É preciso ser artista para algumas conquistas
Ser um espécime feminino, tão delicado Frágil aos olhos másculos, que pecado! Um bibelô, louça inglesa, fina porcelana Só que sou cimento, areia, argila, alambrado
Faço minha guerra em crises de consciência Luto pelo diário desejo de ser eu o progresso Arregaço as mangas num trabalho decente E vivo carente, pois tu só vives em recesso!
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