
Delírio poético
Data 04/02/2011 21:22:18 | Tópico: Poemas
| De tênue lamparina o lampejo, De gotejante cacimba o marejo, Induzem-me a letrar meu canto.
Descartáveis motivos, no entanto, Inóspitos, suscitam tormentas E irrompe do magma da sorte, Alquimia densa e forte, E excitante jornada antevejo.
Contida alma a revelar, ensejo, No embalo e sem demora, E a letra assinalando a hora, Liberta, esguia, insinuante, Abraça a verve por consorte Na viva via da vida restante.
No estertor da raspa vigente, De antanha vida inocente, Desajeitada e bruxuleante, Canta a velha cigarra, Sentindo o temporal ir-se embora.
Na enxurrada a dúvida agora; De poeta, esse delírio errante, Por desgraça ou por sorte, Será vida ou será morte?
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