
ALTAR DE PAPEL
Data 04/02/2011 18:23:52 | Tópico: Poemas
| Estou no topo de um cume de onde vejo terra e asfalto, devia ter, de mim, ciúmes por ter chegado tão alto.
Ainda chamam por mim.
Quem sofre a pior vez e nunca acreditou. Quem perdeu o bem que amou. Quem pecou e se confessou.
Mas...
Meu filho nunca ressuscitou, se alguém chegou a santo, não fui eu quem o levou. É melhor colocar meu manto sobre tudo o que se passou.
Começa agora meu triunfo.
Ouçam-me agora meus fiéis: lutem pelo que interessa, se não forem os papéis não há nada que vos impeça.
É oriundo do fundo este grito que vos largo, meu desgosto é profundo mas não chega a ser amargo.
Também não chega a ser doce a forma como vos vejo, minha mente tornou precoce a maneira como vos praguejo.
Desço então do pedestal em que vós me colocais e transformo-me no mortal que vós sempre ignorais.
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