
Nos nós dos dedos
Data 05/05/2011 23:25:57 | Tópico: Poemas
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Nos nós dos dedos, A dor encosta-se à chuva forte E não nascem arco-íris Nas breves bonanças de sol, A restituir alianças prometidas… Mas prende-a a eternidade do ouro, E resiste, resiste, Cega das areias que lhe contam dias, Anos, Dores. Flores também, As que lhe permitem as mãos debilitadas Pelas coroas que lhe cravam espinhos E lhes tolhem vontades. O sangue corre-lhe em rios subterrâneos, Intrusos, Forçando a pele em pecados veniais Que só lhe afundam as chuvas E lhe apodrecem a carne. Mas o ouro é só uma cópia do sol… Um dia, o real brilho trai a eternidade da dor. Caem por terra elos e falsos deuses, A chuva amansa a rigidez dos arcos E a íris reflecte a serenidade dos dias que restam Para o cumprimento da luz… Há, Agora, Um símbolo novo de aliança divina: É Primavera ainda E nascem-lhe rosas como anéis -nos eus dos dedos… 29 de Abril de 2011
Teresa Teixeira
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