
AMOR DE ESCRAVIDÃO
Data 30/01/2011 20:53:42 | Tópico: Poemas
| AMOR DE ESCRAVIDÃO
Pensava que tudo fosse azul Dançava por horas a fio Buscando o equilíbrio Chão escorregadio paul!
Despiques e vaidades Num pote de amargura Ao avesso estava a verdade O sujeito não tinha lisura
Trazia-a a palma da mão Crendo-se amada, dançava A música era de paixão
Quando o vento oscilava Dias de repleta solidão Liberta se via a escrava!
Escrava Anastácia (Pompéu, 12 de maio de 1740 — data e local de morte incertos) é uma personalidade religiosa de devoção popular brasileira, cultuada informalmente pela realização de supostos milagres.A existência da escrava Anastácia é colocada em dúvida pelos estudiosos do assunto, já que não existem provas materiais da mesma.
Seu culto foi iniciado em 1968, quando numa exposição da Igreja do Rosário do Rio de Janeiro em homenagem aos 80 anos da Abolição, foi exposto um desenho de Étienne Victor Arago representando uma escrava do século XVIII que usava Máscara de Flandres que permitia á pessoa enxergar e respirar, sem, contudo, levar alimento á boca.
No imaginário popular, a Escrava Anastácia era uma escrava de linda e rara beleza, que chamava atenção de qualquer homem. Ela era curandeira, ajudava os doentes, e com suas mãos, fazia verdadeiros milagres. Por se negar a ir para a cama com seu senhor e se manter virgem, apanhou muito e foi sentenciada a usar uma máscara de ferro por toda a vida, sem poder beber e nem comer nada, e ainda sendo espancada, o que a fez durar pouco tempo, tempo esse que sofreu verdadeiros martírios. Quando Anastácia morreu, seu rosto estava todo deformado. Escrava Anastácia é respeitada e cultuada tanto no Brasil quanto na África.
Revista Suingando: "Quem É Quem na Negritude Brasileira", reproduzido aqui Livro de Alfredo Boulos Júnior. "História, Sociedade e Cidadania" do 8°ano da editora FTD
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