
BALADA DO AMOR IMPOSSÍVEL
Data 30/01/2011 02:20:23 | Tópico: Poemas -> Amor
| Neste meu jeito de amar nunca demonstro querer-te. Por eximir-me de ousar resigno-me a não fruir. Contento-me só de ver-te. sorrio, se estás a rir. Vivem em mim personagens que não podem coexistir.
Ao mar do tempo infinito me perco nas deslembranças de estâncias não revividas. Cenas submersas, perdidas, borbulham, roubam-me o sono, jamais emergem à tona... Mas eu as plasmo: és donzela ingênua, de longas tranças. Eu - um príncipe que, ao ver-te, loucamente se apaixona.
Assim, em céus de outra esfera, corremos como crianças por entre louros trigais... Podemos mesmo alçar vôo, circundar cimos distantes de planícies virginais.
Da sinfonia celeste - acordes a se expandir, em nós refulge o arco-íris! E, feliz por existires, sendo da vida, não minha, cinjo-te a beijos – rainha; minha razão de existir!
Mas, nesta vida plebéia não sei que tenho, que idéia impede-me, assim, de ousar. Meu jeito estranho de amar traduz bem mais que querer-te. E só o que faço é sonhar. Contento-me só de ver-te...
Ao mar do tempo infinito me perco nas deslembranças, resigno-me a não fruir. Vivem em mim personagens que não podem coexistir...
(Do livro "Estado de Espírito", de Sergio Sersank) (Direitos autorais protegidos)
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