
Liberdade e amor!
Data 28/01/2011 22:43:42 | Tópico: Poemas
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Existem pessoas cujo limite de inteligência se estende ao limite dos seus interesses, deixando que os seus mais intrínsecos anseios e quereres, se sobreponham sobremaneira à sabedoria que lhes é tão peculiar, e dessa forma a inteligência fica bloqueada.
Quando saio, costumo reparar em algumas árvores belíssimas que se encontram no centro de uma praça magnífica e exuberante a uns quarteirões do local onde moro por onde passo todos os dias.
Quando me é possível e além de ser privilegiada em as contemplar, vou junto delas e o silêncio que experimento toma-me de uma forma envolvente e tão inebriante que emudeço.
Em oração e depois de agradecer esta dádiva ao criador, abraço-as e fico ali com os meus braços envolvendo-as, aconchegando-as.
E mesmo ali, com a brisa a sacudir, inalo o perfume que das ramagens exala e pela sua imponência sinto uma paz que de tão imensa, se traduz em paciência.
Quando observo a beleza destas árvores que todos os dias me encantam com a vida, imagino o quão belas são e como sobrevivem.
Suportam tempestades, trovoadas, chuvas, os invernos rigorosos e mesmo assim, sobrevivem, mas para se protegerem, elas constroem pouco a pouco uma casca grossa, que as abriga.
Todos nós procuramos defender-nos tudo é tão imprevisível, suportamos perdas inimagináveis, e só venceremos se a dignidade for o factor elementar para fundamentarmos uma defesa sólida.
Devemos todos, ser homens e mulheres que ainda que no meio do caos, possamos extrair alguma poesia e experiências que edifiquem, abraçando árvores mas sobretudo abraçando e abençoando vidas.
Que possamos enxergar as lágrimas uns dos outros, vendo-as como diamantes escorregando pela face, cintilantes que desnudem a alma, tendo uma visão do interior de cada um, mergulhando nas alamedas de cada ser, para que possamos entender, que diferenças sempre vão existir mas o importante é crescer sem acepção.
Podemos arriscar-nos a ser humilhados, mas que nunca tenhamos vergonha de amar apesar de sermos repudiados, porque o amor é a saliva da alma.
Alice Barros
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