
MITOLOGIA ASTECA
Data 24/01/2011 10:56:47 | Tópico: Sonetos
| MITOLOGIA ASTECA
1
Acolmiztli asteca deus, forte felino Simbolizado em puma, com rugido Que tanto ao assustar traz impedido Caminho para um ser noutro destino, E assim quando decerto não domino O tempo noutro tempo percebido, A morte se apresenta e sem olvido A porta ora se abrindo em tom divino, Porém tal deidade a quem tentara Entrar, sendo vivente em tal seara Assustadoramente retornava, Do quanto se fez rude o sentinela A sorte noutro passo desatrela Esta alma que presume a fúria em lava.
2
A deusa Acuecucyoticihuati Das águas que se movem soberana, Imagem dando a luz enquanto ufana O todo desenhado desde aqui,
Desta diversa face descobri O quanto a própria vida nos engana Nas águas quando a sorte além se dana Marcando o que sonhara e já perdi,
De Chalchitlicue representando Diversa esta expressão e desde quando Mutáveis direções das águas plenas,
Por vezes tão pacíficas e amenas, Ou noutras num momento mais nefando Sem que decerto ainda em paz, serenas.
3
Amimitl, este deus dos pescadores Apascentando as águas, suavemente E nisto se permite plenamente Viver além do quanto ainda fores, E neste caminhar sem os rigores A sorte se desenha e já se sente Marcante delirar em absorvente Cenário mais tranquilo e sem opores, Porém quando decerto noutro tom, O que se fez outrora calmo e bom Investe em pestilência quando a vida Contrariando o quanto poderia Cerzir em novo tempo a voz sombria Da imagem na esperança, desprovida.
4
Atlacamani dita em tal tormenta O quanto a própria vida nos engana E o tanto quanto possa em voz profana Deveras no vazio se alimenta, A sorte noutra face se arrebenta E marca com temor o quanto dana A luta se mostrando desumana O corte se aprofunda enquanto venta, Dos temporais diversos, sorte escassa A vida se anuncia e assim devassa O quanto poderia acreditar Num novo e mais tranquilo rumo em paz E assim enquanto o todo se desfaz Atlacamani invade o imenso mar.
5
Atlacoya traduz esta aridez E dela nada surge, a seca atroz Negando da esperança alguma voz, E nisto toda a sorte se desfez, A deusa asteca mostra insensatez Gerando sem caminho a rude foz, E sei do quanto possa assim algoz Marcar com heresia o que não fez, Assisto à derrocada em solo agreste E o tanto quanto pude ou já me deste Ateste este desejo sem proveito, E neste estio imenso, nada resta Senão este cadáver de floresta Na vida aonde a morta dita o pleito.
6
Atlatonin domina então as costas E nesta face expõe a divindade Asteca onde traz diversidade E nisto outros momentos onde apostas,
Regendo outro caminho, se desgostas A luta não produz a sanidade, A mãe que se desenha enquanto brade, Nas sortes tantas vezes decompostas,
Reinando em litorais, praias e areias E quando noutro rumo devaneias Atlatonin expressa o quanto rege
Ainda que se veja de tal sorte O mundo aonde o nada nos conforte, Cenário que se possa ser herege.
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Atlaua esse deus que protegendo Os pescadores e também arqueiros E nestes seus caminhos verdadeiros O tanto que se possa mais que adendo, Senhor das águas vejo e assim entendo Momentos mais diversos, corriqueiros Os passos entre os sonhos são ligeiros Cerzindo o quanto possa e me contendo, As águas mais tranqüilas permitindo O dia mais suave e mesmo lindo Na pescaria feita em mansidão, Além do que pudesse sol e lua A sorte se aproxima em Atlaua E nele novos dias se verão.
8
Ayauhteotl divindade rege a bruma E assim aparecendo na neblina No amanhecer soberbo já fascina No anoitecer tramando o quanto ruma, Trazendo a vaidade em cada olhar, A deusa se permite em bela fama E nisto desenhando o bem que trama Tentando novo instante a divagar, A soberana face em tons diversos No céu avermelhado em róseos tons, Grisalhos transformando velhos dons, E nisto se traduzem tantos versos, Imerso em tal divina magnitude O sonho em tom brumoso, tudo mude...
9
Aztlan, onde viviam ancestrais Dos Nauas gerando o povo nobre Asteca que deveras se recobre Em sonhos com certeza magistrais, E neste desenhar ou mesmo mais O quanto em alegria se recobre, A sorte mais audaz tanto desdobre Gestando em sonhos claros rituais, Local indefinido aonde o passo Trouxera tão somente o mesmo escasso Disperso entre diverso sortimento, Apenas da esperança de revê-lo O mundo se anuncia em raro zelo, E neste delirar eu me alimento.
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Camaxtli deus da caça, da esperança Um dos quatro criadores do planeta, Aonde na verdade se arremeta Enquanto noutro rumo sempre avança, O mundo na inconstância onde se lança Qual fosse na verdade algum cometa E nisto todo o sonho se prometa Tramando muito além desta mudança Este inventor do fogo, em divindade Traduz além de toda a claridade Asteca maravilha sobre a Terra E nesta soberana face eu vejo O quanto se transforma num desejo O todo que este pleito ora descerra.
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Centeotl se afigura como um deus Regendo em soberana imagem, milho E deste caminhar eu compartilho Restando do passado, sem adeus, E quando a vida traça em turvos breus O quanto poderia noutro trilho Vencer o que deveras mais palmilho Gestando dos caminhos, apogeus, Um deus hermafrodita ou; mais, dual Descendo sobre a Terra onde criou Diverso sortimento que alimentou Em ato tantas vezes ritual, Do quanto poderia e segue além O mundo se desenha e assim provém.
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Centzon Totochtin, deuses das orgias Bebedeiras diversas e dispersas sobre o mundo E quando em tal cenário eu me aprofundo Bacantes as astecas euforias, E nesta sorte vária poderias Gestar outro momento onde me inundo Vestindo este cenário um vagabundo Caminho entre tristezas e alegrias, Da diversão reinando as divindades E nisto descaminhos quando invades Presumem o que possa ser sublime, E quando recrimine o que se faz, Num ato mais feliz ou mesmo audaz, O todo noutra face se redime.
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Centzonuitznaua reina sobre estrelas Que trazem desde o sul a claridade E nesta mais sublime realidade, Deveras com prazer eu posso vê-las Sublime este cenário e quando vejo O tanto deste sonho asteca trago O pensamento enquanto além divago E bebo este momento mais sobejo, Vislumbro de tal sorte o meu caminho E vejo quanto possa acreditar No sonho mais intenso feito em mar E neste caminhar em paz me aninho, Centzonuitznaua em sonhos dita A sorte desejada e mais bonita.
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Chalchiuhtlatonal traz em mansas águas Reinado aonde o tanto se pudera Vencer o quanto rege a sorte fera E neste desenhar não vejo mágoas E quando em esperanças tu deságuas Marcando a mais suave primavera, Inundações esqueço e a vida gera Trazendo às esperanças calmas fráguas, Incendiando o sonho em tal ternura Gestando muito além já se procura A paz que possa enfim trazer ao sonho O tanto mais sensato ou mesmo enquanto A vida com vigor quero e garanto Tramando o que pudera e em luz proponho.
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Chalchiutlicu ditando os nascimentos E disto este batismo entre os diversos Caminhos pelos quais os universos Expressam seus momentos em fomentos, Deusa dos lagos traz em tom divino, O asteca caminhar onde desenha A sorte que deveras sempre venha Num ato tão sobejo onde o domino, Não tendo qualquer dúvida caminhas E nesta maravilha já se vê A vida com brandura em seu por que Deixando para trás tantas daninhas, Versando sobre o quanto me asseguro Do tempo mais suave no futuro.
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Chalchiutotolin traz a pestilência E gera a mortandade, deus cruel E neste mundo amargo feito em fel A luta se mostrando em tal ciência A sorte não seria coincidência? Não creio prosseguindo sempre ao Léo Enquanto a morte cumpre o seu papel A cada novo engodo, a virulência. Mistérios em doenças, pragas, pestes E nisto quando muito te revestes Tentando outro caminho, mas não há E o fim se anunciando sem defesas, Os sonhos são deveras fáceis presas E o mundo se acabando aqui ou lá.
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Chalmecacihuilt traz seu ofício Em dor e medo, gera das imundas Paisagens onde em dores tu te afundas Marcando com temor o precipício Gestando a cada engodo o sacrifício Em almas de outras sendas oriundas, As sortes mais atrozes moribundas, A morte se anuncia desde o início, Assim ao penetrar estas quimeras Somente o desespero tanto esperas E as marcas do passado denunciam, O quanto se sofrera ou sofrerá Vagando sem destino aqui ou lá Momentos tão temidos propiciam.
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Chalmecatl; subterrâneo deus traduz A imagem mais nefasta de outra sorte, E gera o que decerto desconforte Negando qualquer tom de frágil luz, Assim ao quanto possa e não conduz Marcando com temor, vigor e morte, Sonega a quem sonhara algum aporte, E o peso se transforma em contraluz, Ainda que pudesse em melhor rumo, Aos poucos no vazio eu me resumo, Morrendo enquanto esfumo sem destino, A senda mais atroz se revelando No tempo sem descanso tanto infando E nele nada além tento ou domino.
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Chantico a divindade em fogo toma Os corações e os sonhos, os vulcões Reinando em mais diversas dimensões Traçando este cenário feito em soma, E nada com certeza ainda a doma, O marco se transforma quando expões A luta sem sentido em direções Diversas das que possa em leve coma, Porém traz dentro em si feitiçaria E nisto noutro rumo perderia O quanto com certeza; em paz, pudesse E vendo este caminho em trevas feito, O tanto quanto possa em rude leito Negando para tanto qualquer messe.
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Chicomecóatl diz fertilidade E gera com certeza um raro bem Tramando a cada instante o que contém Enquanto a própria sorte em paz se brade, O vento mais audaz que desagrade Não deixa que se veja mais alguém E quando a noite amarga volta ou vem, Caminho destoando da verdade, Mas tendo em solo fértil a esperança O passo noutro rumo sempre avança E gera o que trouxesse esta alegria, A deusa asteca dita este futuro Negando um passo atroz em mundo escuro E nisto outro momento bordaria.
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Chicomexochtli deita sobre as artes O seu poder de deus e traz além Do sonho quando o sonho já contém Bem mais do que deveras tu compartes, Marcando este momento aonde partes E deixas para traz qualquer desdém O mundo na verdade sempre vem, Ultrapassando o quanto enfim descartes, E tendo esta magia sempre vista, O deus que soberano a cada artista Protege e mesmo traz a inspiração, Pudesse imaginar cenário nobre Aonde toda a sorte se recobre Moldando a mais diversa dimensão.
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Chiconahui a deusa protetora Das famílias e lares, traz a sorte Moldando com firmeza cada norte E nisto se mostrasse redentora, A luta noutra face promissora O quanto deste sonho nos comporte Gerando com firmeza este suporte No encanto onde se quer que a vida fora, Vislumbro em paz sobeja o quanto quero E sei deste caminho mesmo fero, Marcante como fosse um tom suave, E nada mais deveras poderia Reger além da vida em sincronia, Nem mesmo que outro infausto o rumo agrave.
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Chiconahuiehacatl deus asteca Partícipe desta nobre criação Mostrando quanto em rumo e direção A vida noutro tempo não disseca A sorte que pudesse ser diversa Ou mesmo atravessando em ledo fim, Mas quanto da emoção trazendo em mim O vento noutro passo além já versa E brindo com meu sonho mais feliz Ao quanto se anuncia em luz exata Assim cada momento se constata Tramando muito além do que ora fiz, Cenário mais sublime em poesia É tudo o que decerto eu mais queria.
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Cihuacoatl, deveras a guerreira Entre os astecas mostra o seu poder, Traçando muito além de algum querer A sorte mais diversa e verdadeira, Ainda quando o rumo além se queira O prazo não pudesse perceber Reinando sobre tudo, eu posso ver A luta desejada em tal bandeira, Assim ao mergulhar neste cenário, O tanto quanto fora temerário Já não comportaria outro tormento, Da deusa feita em fúria, a plenitude Enquanto a vida atroz já desilude Do sonho vigoroso eu me alimento.
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Cipactli representa a astrologia E gera também ela o calendário Marcando noutro passo itinerário Enquanto se transforma noutro dia, A sorte em tal cenário se faria E nisto o quanto rege imaginário Cerzindo o passo sempre solidário Ou mesmo noutro rumo, em utopia. Vasculho meus caminhos e percebes A vida se anuncia em novas sebes E tanto que recebes podes dar, No encanto desta deusa, outro momento, Primordial mulher, em raro alento, A vida nela eu vejo começar.
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Civatateo são almas que assombrando Quem tanto quis a sorte mais audaz, E nisto outro caminho ora se faz Gestando este momento mais infando No parto nobres damas que morreram Trazendo a vampiresca serventia, E nessa realidade o que veria Tramando outros cenários, desalentos Restando quase nada do passado, Nem mesmo uma nobreza em atitude A sorte desairosa desilude E rege o temporal, terrível Fado, E neste delirar sem qualquer brilho, A morte disparando o vão gatilho.
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Coatlicue domina a vida e a morte Trazendo em suas mãos todo o futuro E nisto dita a lua em pleno escuro Na claridade intensa que conforte, Estrelas reluzindo em raro aporte O tempo noutro passo mais maduro, Porém assassinada onde asseguro A vida perderia enfim o norte, Nas mãos da própria filha esta atitude E quando por vingança em plenitude A morte da assassina se veria, A deusa se traçando em tal mudança E nisto ao quanto pôde e não alcança A luta se desenha em ledo dia.
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Cochimetl do comércio divindade Protege os mais diversos mercadores E quando noutro rumo além tu fores Verás a cada instante a claridade E o deus que tanto possa quando brade Gestando em primaveras tantas cores Deixando no passado dissabores E nisto se aproxima em liberdade, Ousando em calmaria a vida assim, No quanto inda resiste dentro em mim Já nada mais sacia este momento, E nesta garantia em paz eu sinto Meu mundo noutro passo em raro instinto Enquanto em privilégio a luz fomento.
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Quando Coualt; a serpe gigantesca Alada e multiforme, poliglota Sabendo distinguir diversa rota Em forma mais audaz e romanesca A sorte se adivinha pitoresca E mostra o quanto possa e se denota Na invisibilidade além já brota Em senda quase mesmo quixotesca, Figura que em fantástico momento Trazida pelo encanto onde alimento Meu verso em tal sentido, sem temor, E quando se anuncia em luz superna A dita neste ponto ora se externa Grassando outro momento; em tal vigor.
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Vendo Coyolxauhqui em noite clara Trazendo a benfazeja sensação Diversa da que possa em solução E nisto todo o sonho se escancara, A sorte a cada instante se declara Marcante com ternura esta expressão E desta mais tranquila gestação O prazo noutro instante se prepara, A lua desenhada neste céu Desnuda esta beleza em raro véu E molda a sensação da divindade, E nesta maravilha em lua cheia O quanto da beleza nos rodeia E todo este delírio nos invade.
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Enquanto o deus do vento, Ehecatl vem Trazendo em doce alento o que inda possa Gerindo esta emoção imensa e nossa Deixando para traz dor e desdém, O criador do amor traduz tão bem O passo onde a verdade sempre endossa E neste caminhar tanto contém Marcando em consonância o que se tem Regendo a mesma sorte além da troça, E o sol sob o domínio deste deus Atinge com sublimes raios seus A imensidade feita em plena Terra, Destarte todo o bem ali se encerra Soando sem saber de algum adeus A sorte mais audaz, que em paz descerra.
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Huehueteotl o deus do fogo, Trazendo em suas mãos novo cenário Mudando todo o rude itinerário Aonde a sorte fora mero jogo, Permite que se veja muito além E trace com delícia o que alimento Tramando noutro instante este momento Enquanto a fantasia em paz já vem, Cerzindo em forte imagem o futuro Renega este passado em pleno caos, E traz ao caminhante outros degraus Deixando para trás o tempo escuro, E assim nesta bendita luz se vê A vida noutro encanto, em outro quê.
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Quando Huitzlopochtli, o deus da guerra Trazendo em suas mãos o sangue a dor, E neste caminhar o ditador Cenário aonde a sorte já se cerra, Vagando noutro instante o quanto se erra Matando o que pudera sonhador, O poderoso deus seja onde for Tramando quando a luz ali se enterra. Tirânica vontade dita o rumo De quem procura a guerra em solução, Porém o padroeiro da nação Transcende ao quanto possa e me resumo Na quieta sensação do nada ser, Curvando-me deveras ao poder.
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Tendo Huixtocihuatl poderes tais Das águas deste mar, deusa e rainha E quando se imagina o que inda vinha Expressa nos momentos, sonhos, sais, E tanto quanto possa quando esvais Vencendo a solidão erma e daninha A sorte noutro passo se avizinha Dos mares da esperança imenso cais, O mundo se anuncia imensamente E quanto mais o tempo além se tente O rumo desejado não traria, Sequer o que pudesse noutra face, Tramando o quanto quer e se mostrasse Gerando apenas paz e fantasia.
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Sendo Ilmatecuhtli deusa tão bela Reinando sobre toda a maravilha Criando estrelas que polvilha E nisto a redenção em si revela, Marcando o quanto possa e além se atrela Gerando a luz bendita em rara trilha, Porquanto a vida trama em armadilha, Ou mesmo se anuncia em vã procela, Mas quando a deusa traça com beleza O todo se permite em fortaleza E deixa este cenário em claros tons, Quem possa desenhar com tal formato O sonho mais sutil que ora retrato, Traçando com firmeza os raros dons.
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Itzlacoliuhque se castiga Tramando esta vingança em raro ardil Deveras muito mais do que se viu Criando a sorte amarga e mais antiga, No quanto a cada infausto desabriga O tempo se anuncia bem mais vil E quando poderia ser sutil, A mão pesada nega apoio e viga. Do duro enquanto frio caminhar, Já nada mais permite até sonhar Marcando com terror outro momento, E neste delirar sem mais proveito, Apenas no vazio ora me deito, E bebo o sortilégio em desalento.
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Temida Itzpapalotl traz má sorte E marca com terror o dia a dia, E nesta face espúria e mais sombria Desenha sem defesa a dor e a morte, Imunda sensação que desconforte Quem tenta outro cenário e não veria Somente esta mortalha teceria Trazendo invés do sonho, medo e corte, A bruxa desenhada em mariposa Enquanto esta anciã de Mixcoatl esposa Expressa o quanto veja de pior, Tramando em ardilosa tempestade O quanto a cada passo já degrade, Deixando sem valia algum suor.
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Ixtlilton este deus que à medicina Regia com total sabedoria, E neste ponto a sorte nos traria O quanto a cada cura já fascina, Marcante sensação tão cristalina Saúde se transforma e se anuncia Tramando aonde outrora não se via Sequer a mesma dor que desatina, Esculpo da esperança a sorte quando O tempo noutro rumo se mostrando Expressa este momento em claridade, Assim ao se beber de alguma fonte Enquanto para a sorte em paz se aponte, Seara mais audaz em paz invade.
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De Malinalxochi vejo o desenho De insetos, serpes vagas no deserto Escorpiões diversos, neste aberto Caminho num terror em vago empenho Aproximando então enquanto venho E nesta insanidade me desperto, Ousando muito além do quanto é perto, O rumo noutra face ora desdenho, E sinto a mais nefasta realidade, Na fúria natural, o que degrade Aspectos tão terríveis assumindo, E quando se percebe o desafeto O tempo noutro instante não completo Sem ter sequer o sonho, como o blindo?
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A deusa da tequila e deste agave Mayahuel traduz a embriaguês E nisto muito além do que ora vês O tempo noutro tempo tudo agrave, Liberta sem destino como uma ave, O tanto onde não possa e mesmo crês Criando o que decerto se desfez Usando o pensamento como nave, Assim ao se entranhar noutro cenário Além do que inda seja imaginário, O tanto que se quer ora desfila, Destila a sorte imersa em cada gole E neste caminhar a vida engole, Trazendo ao fim de tudo, esta tequila.
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Reinando sobre os campos Metztli traça Fazendas, produção em agros rumos Tramando deste encanto seus resumos E quando a vida mostra a cena escassa O tanto que pudesse se devassa E marca com temores velhos sumos, Mas logo se anunciam pós os fumos A sorte noutro passo, além já grassa, E o fato de sonhar e querer mais Viceja em atos certos, magistrais Rendendo a quem cultiva este proveito, Granando além do todo desenhado, O mundo se anuncia em nobre Fado, Em tanta variável, vário pleito.
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O deus das tempestades; Mextli traz Em militares passos uniformes E nisto se desenham tão disformes Cenários onde morta vejo a paz, E neste caminhar tanto mordaz Os dias se apresentam tão enormes, Sem nada que inda possas; não conformes E deixes qualquer sonho para trás, Assim ao se mostrar a realidade Das guerras e cruéis brutalidades O nada se avizinha e gera o medo, E quando alguma luz se vendo após, Somente o que pudesse em novos nós, Do todo se desenha este arremedo.
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A morte se anuncia em Mictlan vã E nada do que possa ainda ver Trouxera em tal cenário o que querer Negando a quem adentra um amanhã Deveras sendo sempre assim, malsã Diverso caminhar, mesmo perder, Somando no final em desprazer A vida sonegando algum afã, O rústico momento doloroso, Num rumo tão somente desairoso, Lugar comum aonde tudo encerra Ausente sobrevida, nada traz, Somente o delirar em tom mordaz, Traçando esta endemia sobre a Terra.
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Deus Mictlantecuhtli rege a morte E dele ninguém foge ou mesmo escapa, A luta se desenha neste mapa Sem ter sequer o quanto nos conforte, O prazo delimita o ledo rumo Sem cais ou mesmo até sem direção, E o tempo se anuncia desde então, Apenas onde aos poucos já me esfumo, E sei desta diversa fantasia Aonde noutro encanto eu quis bem mais, A vida se tramando em rituais Mostrando o que jamais alguém queria, Mas quando se anuncia o mesmo fim, Retorno com certeza de onde eu vim.
45
Mixcóatl reinando sobre a caça Trazendo com firmeza a dimensão Dos dias que deveras mudarão A sorte quando a vejo mais escassa, E o tempo noutro instante tanto traça Expressa o que pudesse em precisão, Na seta que se aponta em direção Ou mesmo no cenário que se faça, Assim ao se mostrar a competência Marcando com vigor esta ciência Transita o sentimento aonde vem O vértice do sonho ou com certeza A luta contra a fera natureza, Por vezes da verdade muito aquém.
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Nanauatzin se atira em fogo intenso E disto se apresenta o imenso sol, Domina em claridade este arrebol E neste caminhar me recompenso, E quando se mostrara o bem imenso Eu sendo um helianto, um girassol, Procuro neste deus o meu farol Enquanto em liberdade além eu penso, Assisto ao quanto a vida se transforma E gesta dentro da alma a rara forma Alada fantasia segue além Do quanto poderia e não tivera Marcando este verão e a primavera Na rara claridade que contêm.
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Quando Ometecuhtli o deus supremo, De todo este universo o criador, Toando muito além de um refletor O quanto a cada passo não mais temo, E sinto que deveras já me algemo No sonho sem saber qualquer temor, Do fogo, da ventura, além senhor Vagando sobre o todo extremo a extremo. Das tantas e diversas fases vejo O passo mais audaz, mesmo sobejo Aonde andeja fora esta ilusão, Supremacia dita o quanto possa A sorte superando a imensa fossa Trazendo os dias claros que virão.
48
Ometecuhtli o deus senhor de tudo Omecihuatl, a deusa e companheira No quanto se anuncia a verdadeira Noção deste cenário onde transmudo O passo quando muito desiludo Marcante caminhar já não se queira Pousando muito além da vida inteira Deixando este passado agora mudo, Apenas apresenta o privilégio Vencendo o que pudesse em sortilégio Essência masculina e feminina O todo neste instante determina A criação superna e majestosa O quanto do prazer nos alucina E molda esta certeza em clara sina Futuro prazeroso se antegoza.
49
Opochtli este inventor desta armadilha Usada como rede em pescaria, Transporta dentro da alma o que teria A sorte quando muito além já brilha, Cenário onde esperança agora trilha E marca com vigor o dia a dia Tecendo o quanto possa ou fantasia Uma alma sem temor, mesmo andarilha. E tendo esta certeza me alimento No quanto poderia o provimento Piscosa cena vejo e assim me encanto, Expressa a luz intensa em liberdade, E desta tão sublime divindade O meu sustento em paz quero e garanto.
50
Quetzalcóatl. O deus em expressão Maior que na verdade se veria, Trazendo em suas mãos a serventia Gerada pela nobre sensação, Do xocóatl, usado em rituais Quando do cacau fora forjado, Grassando sobre todo este reinado, Marcando dias claros noutros mais, E assim representando a força plena Telúricos caminhos, redenção, Somando estes momentos que verão, Aonde a realidade tanto acena. O deus supremo, dita em voz possante O quanto a cada dia se adiante.
51
Tamoanchan, o paraíso aonde a sorte Desenha-se divina e maviosa, Enquanto na verdade o que se goza É toda a maravilha que conforte, Traçando com ternura o doce norte Em vida mais feliz e majestosa Num panteão sublime a caprichosa Esperança tão bem ali comporte, E vejo em tal superno e manso rumo, O quanto do viver em supra-sumo Pudesse me trazer algum alento, E sigo em plena paz à eternidade E neste dom sobejo que ora brade, O todo que decerto eu busco e tento.
52
Mictlan que é com certeza este submundo Aonde penaliza-se quem tanto Na vida se fizera qual quebranto E neste caminhar, atroz e imundo, Cenário tão nefasto e me aprofundo Nos ermos deste infausto e não garanto Sequer o que inda possa ou mesmo um canto Um coração deveras vagabundo. Vacantes esperanças, no dantesco Momento onde se molda este arabesco E nada se tecendo, senão dor, Das luzes? Nem sinal, a solidão, Expressa esta temida dimensão, Gerada tão somente por pavor.
53
A divindade além e soberana Metafísica entidade que, suprema Sem culto, adoração, tanto se extrema Marcando com vigor e não se ufana,
Do tanto que pudesse sobre-humana Imagem que deveras nada tema, Dos sonhos e dos medos, velho tema, Teotl esta potência asteca emana.
E tendo em suas mãos pleno poder, Traçando noutro senso a maestria, E quando se demonstra o que teria,
Expressa o quanto possa parecer Num átimo desenha além da sorte O quanto pôde, pode e já comporte.
54
Tezcatlipoca, o deus tão majestoso Domina o céu noturno, lua e estrelas, Senhor do fogo e mortes, que aos tecê-las Provê todo o caminho caprichoso, Assim se desvendando o quanto a vida Presume a noite envolta em seus clarões, Depois o que virá decerto expões Na sorte no final em despedida, A luta se aproxima e nada faço, Somente espero o fim, é o que me cabe E tendo este momento onde desabe Não restará sequer o menor traço, E o tanto que se quis e não viera, Estio transformando noutra esfera.
55
Tlahuixcalpantecuhtli na alvorada Trazendo o manso brilho sobre a Terra Estrela d’alva além no céu descerra Beleza tão sublime desenhada, Assim a cada instante o quanto invada Na bela fantasia que se encerra Por sobre a mais audaz, gigante serra, E nesta divindade o sonho brada, Sublime imagem vejo e sei constante, E nesta maravilha se garante O novo amanhecer em azulejo, Destarte o sol invade e a vida trama O renascer diurno em clara chama, Traçando o sonho bom que ora prevejo.
56
Tlaloc, o deus da chuva e tempestades Senhor do Inferno vem e amaldiçoa E a vida que pensara ser tão boa Em outras faces sempre além degrades, E quantas vezes mesmo quando brades A vida do teu sonho se destoa, E nada garantindo esta canoa, Naufrágio entre temores, rudes grades, Assim ao se entregar já sem alento Bebendo os raios tantos, forte vento, Relâmpagos cruzando o céu grisalho, Inferno em vida, luta onde brumosa A senda que querias majestosa, Tramando o que não quero, mas detalho.
57
Em Tlillan-Tlapallan, este cenário Em paraíso feito e dominado E nele Quetzalcoatl traz demarcado De tantos, um suave itinerário,
O deus dos ventos, da sabedoria Traçando este destino após a morte E nele o quanto possa e nos conforte, Tramando o quanto dita em fantasia,
Um raro sonho feito em liberdade, Mergulha em paraíso e dita o quanto A vida se permite e se me encanto Presumo este momento aonde invade
A força sem igual de quem procura, Ao fim de tanta luta, uma brandura.
58
Teteo Innan, a lua quando cheia A avó dos deuses reina sobre o imundo Caminho onde o pecado invade o mundo Embora a lua imensa; além, rodeia.
E quanto o pensamento devaneia E nas ânsias maiores me aprofundo Querendo e desenhando um vagabundo Momento onde a vontade não receia,
A deusa feita em gozos mais profanos De todos os pecados, soberanos Traçando dos anseios gozo pleno,
E quando se anuncia em claro céu Desnuda último pano e sem o véu Ao sonho mais feliz e audaz me aceno.
59
Ao sentir Tzitzimime em bela estrela Dominando este céu tão majestoso Caminho que se faz mais fabuloso, Na vida com vontade de contê-la, Assim o que pudera nos trazer Beleza constelar e posso em paz Nos pirilampos claros o que se faz Tramando o quanto viva em meu prazer, Negar o desespero e ter a sorte Do quanto me arrebata, em diademas De luzes onde o sonho quando o extremas Produzes o que tanto me conforte, Marcantes emoções, caminhos tais, E neles os espaços siderais.
60
Ouvindo Ueuecoyotl em festa sigo O quanto poderia ser diverso, Marcando com ternura cada verso E sinto o quanto quero e neste abrigo As danças e festejos que prossigo Vivendo este caminho onde disperso Singrando o quanto possa e sigo imerso No quanto poderia e assim persigo, Na dança, na alegria e melodia Reinando a divindade em plena festa O tanto quanto quero e se faria Num ritual fantástico e sublime Assim a sensação que a vida gesta Expressa o que deveras mais estime.
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Um colibri voando em primavera Traçando esta beleza tão sublime E o quanto na verdade nos redime E nisto outro caminho se tempera Parindo o quanto a vida por si gera E nisto todo o bem que ora se estime, E segue seu caminho e nos suprime Do sonho em mais diversa e rara esfera, Vitzliputzli, a deusa que é suprema Reinando sobre a guerra, um colibri Marcando em tal batalha o que senti E nisto a própria vida nos extrema, Da primavera ou mesmo deste inverno, O mundo se anuncia céu e inferno.
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Xipe Totec primaveril deidade Reinando sobre as flores e a beleza Gerando noutro tom esta certeza Que nos trará enfim, fertilidade, Ao quanto se pudesse na verdade O tempo sem temor e sem surpresa A luta se anuncia em correnteza Marcando o que teimara e nos invade, Em holocausto ao deus, o sacrifício Ao esfolar um vivo ser humano E nisto outro caminho onde profano Cenário se transforma em precipício Simbolizado assim todo o vergel Variado num momento em luz, cruel.
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Da serpente de fogo, esta arma atroz, Xiuhcoatl dominando em guerra e luta, A sorte desenhada não reluta E traça na esperança a sua foz, Assim neste momento ou mesmo após A vida se mostrando audaz e bruta E quando se transforma mais astuta Rompendo num instante velhos nós. Huitzilopochtli domina esta serpente E usando-a nas batalhas mais ferozes Moldando os passos rudes, vis e algozes E nisto se transforma imprevidente Matando quem deveras o atrapalhe, A dita; num momento: um vão detalhe.
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Xiuhtecuhtli a divindade em fogo Mostrando este poder da fúria insana, E marca quantas vezes desengana Negando qualquer sonho ou mesmo rogo,
A luta se anuncia temerária O verso não traduz tanto fulgor E nisto se traçando com ardor, A sorte muito aquém da imaginária,
Entranho este caminho e vejo o deus Trazendo em fogaréu esta ardentia E tento nesta vaga poesia Prever qualquer momento, mesmo adeus,
Querências tão diversas, bem e mal Domínios deste em ar tão desigual...
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Xochipilli ao dominar o amor E toda a mocidade em festa e dança O quanto traz deveras e se lança Moldando um mundo em bom, claro calor, Gestando com beleza a rara flor, O tempo noutro instante além avança E causa, no final leda mudança E marca outono e inverno com vigor, Porém enquanto o deus da juventude Domina o coração tanto se ilude, E bebe da magia que não há, Assim mesmo que seja temporário, O reino se transforma em relicário Guardado dentro em nós como um maná.
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Xochiquetzal que do dilúvio escapa Junto com Coxocox, seu marido, Expressa o tempo aonde este sentido Traduz noutro caminho o velho mapa,
E vejo ali Noé americano, Trazendo o mesmo fato noutra face, O quanto deste sonho sempre grasse Marcando o que pudesse noutro plano,
Assim em concordância tanta vez O que se visse ali, aqui ou lá Expressa o que em verdade se verá Depende tão somente do que crês.
Caminhos convergentes luz tão vária A vida traça enfim, a luminária.
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Xocotl reinando sobre a constelar Diversidade feita no infinito, Trazendo a cada passo um novo mito Ou mesmo outro caminho a se buscar, Neste momento vejo e num vagar Sem prazo de chegar, intenso rito Transforma o que pudera e mais bonito Presumo este cenário a se moldar, A divindade feita em diadema, A sorte que em verdade nada tema, O canto determina a liberdade E o verso se anuncia em paz e trama O mundo desenhando em sonho e flama No céu se perfilando a claridade.
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Qual salamandra eu vejo e configura A divindade asteca, Xolotl traz O fato de poder ser mais capaz E nisto outro cenário se assegura, A sorte que vencera e traz na cura O quanto me sacia e satisfaz; Mas vejo sonegada enfim a paz E nesta sorte a vida em amargura, Guiando as almas rumo ao turvo mundo E neste desenhar em dor me inundo, Mas tento a paciência que não há, E vendo este final já sem remédio, O tanto desenhado em medo e tédio Expressa o que ninguém desejará.
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Yacatecuhtli; deus dos mercadores Protegendo o comércio dita em regras As sortes tão diversas quando entregas Em sacrifícios tais tantos louvores, E sendo que deveras onde fores O todo num instante mesmo integras Ou solitário sei que desintegras Morrendo onde pudera em multicores, Assim ao se traçar cada futuro, A vida traz um porto que inseguro Expressa o quanto quero e possa ser, Depois da treva em noite mais deserta A porta que tentara e enfim se alerta Presume o que inda possa amanhecer.
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