
O LOUCO
Data 20/01/2011 17:14:05 | Tópico: Poemas
| O louco saiu à rua, para ver, se a lua, tinha cães a ladrar entre escombros, de mil assombros, prá alvura a medrar.
Pareceu ofendido, o louco descabido, numa noite assim, entre fantasmas, e outros plasmas, uma lua sem ter fim.
Julgando má Sorte, ao pelo deu corte, ficando aí careca; e a perder a noite, o frio como açoite, apontou a Meca.
Rezou baixinho (estava sozinho), inaudíveis preces, que, as pupilas, ao então senti-las, de fôlego carece.
(Um segundo louco, passando à pouco, sem deixar presença). Depois de muito orar, e, de resposta, achar, findou sua sentença.
A lua, aziaga não é, da janela ao rodapé, emana seu clarão, dando vida à semente, e à gente diferente, que pisa neste chão.
Jorge Humberto 20/01/11
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