
Pergaminhos do Coração
Data 13/01/2011 21:30:47 | Tópico: Poemas -> Surrealistas
| O tempo ruiu as acrópoles Arruinou a antiga Grécia e um coração... A bela dos cabelos negros ostentou o olhar de um menino O entregou a própria sorte Voraz em teu apetite se rebela e amordaça Como a fúria dos tornados Incendeia Roma e os e os fios dos cabelos de um mortal Fumegam as tuas sobrancelhas As lavas da tua língua derramam sobre os campos da concupiscência Devasta os filhos da serpente e a experiência prostra aos teus pés Deveras sobreviver a simplicidade estúpida da tua natureza Mas do sol escorreu sangue E a luz própria da lua borrou os céus de negro Um novo sol clamou a fotossíntese Dividiu o mar e seus continentes Devolveram os súditos a sua realeza Hastearam as bandeiras das nações O mar revolto debruçou em águas tranqüilas As mágoas sufocadas no subconsciente A fava do mel extraída de uma flor Seu deitar é como o manto das nuvens sobre as plumas São como a suave e despercebida topada do vento A gruta que acolhe a ignorância do homem antigo O gameta que libera radicais metamorfoses A fusão radioativa da beleza nas mutações de um verdadeiro amor A terra descansa tranqüila no epicentro da razão Mas a carne fraqueja Os rios poluem O satélite provoca as ondas dos mares Os vulcões vomitam suas lavas Os animais se abatem no comensalismo As geleiras das costas se deslocam Um coração revolto desperta do túmulo das incertezas Há um livro bem guardado com seus pergaminhos e mistérios Nada é mais terrível que a maldita saudade Na gula dos amantes passados a solidão que carrega no peito Abalas o cismo e me rachas como placas tectônicas Quero um veleiro para atravessar o oceano Descansar em águas tranqüilas Pois nada é mais terrível do que a solidão.
(Poema Surreal)
Pelo autor Marcelo Henrique Zacarelli São Paulo, Janeiro de 2011 no dia 12
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