
Dos crimes e castigos
Data 09/01/2011 00:46:48 | Tópico: Poemas
|
Dos crimes e castigos
Não, não quero falar desse vazio Da infinda dor que corta a alma Retalhando as esperanças, estio Do viver por viver, sem calma
Quero falar de sentimentos vivos Ou que teimam em resistir apesar Do concreto que se impõe altivo Nas plúmbeas manhãs a esboçar
Reminiscências de um sorriso perdido Foi-se pela janela que outrora me trazia Raios de um sol que tenta manter o brilho Do meu olhar, pois o corpo ficou em letargia
Talvez o hoje que tenta sobreviver a tudo Necessite apenas de um ombro amigo Pois o amor não precisa ser carnal, contudo A solidão faz-se companheira, castigo!
Dos crimes que se apresentam nos jornais Não vejo a morte súbita de um grande amor Nem a prisão dos quereres e dos cabedais No mais, a cidade está deserta e sem calor.
Então por favor, dirija-se ao confessionário Mais próximo. Temo que ainda há uma chance O inverno é passageiro, nem sempre é frio Nem tudo é inatingível, estou aqui ao teu alcance.
|
|