
ALMAS DESAVINDAS
Data 02/01/2011 16:59:33 | Tópico: Poemas -> Introspecção
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Tenho tantas almas, que, no descrer, são montanhas a aparecer, vãs e inúteis – sensações, que a Razão desconhece, e no mar permanece.
Bóiam águas calmas, nos fúteis pensamentos… perdidos remos e alentos, vagando águas, outros olhos – que nos meus, não têm porquê, como um haver, de nem sei quê.
E da montanha, a descer, só um nevoeiro se vê, nado ou posto, como nem quê – como estas almas, que me assaltam, num redemoinho, de momentos, cobrindo-os, de feros ventos.
Minhas almas desavindas, são como esses ventos, insistem nos pensamentos, que de haver, já o eram – assim um arado, na pedra, onde alma alguma, medra…
Jorge Humberto 02/01/11
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