
Génese
Data 29/12/2010 00:33:33 | Tópico: Poemas
| Constava assim… Muito silenciosamente. Para que nem sequer vislumbre atrapalha-se um já rumor. Dizia-se em sorriso… Adormecia guerras na mansidão de um tempo novo… Verde, mergulhado, amniótico. O Prelúdio do sentir, era então beleza em nome… Superlativo, incógnito. Qual Geribéria do Transval em gestação cálida, inflame. E assim passava o tempo do tempo… Incólume, absoluto, só. As tardes consagravam afagos nos recônditos da alma. Despertava o querer felino na fusão umbilical… Em suspensão, perplexa, universal. O ciclo era já findo e o pêndulo rendilhava férteis, as horas em tremor. Distraída, a inquietude, multiplicava infinita a conclusão dos afectos… Prenuncio de amor eterno na magia das entranhas. A vigília era uma noite que rebentaria em águas quentes… Adivinhação do erudito, primitiva dor animal, que é a metamorfose em brilho dos casulos encantados. Brotara ensanguentada de um ventre vulcânico como lava a fundir. Uma força que era selvagem, cristalina e dedicada de leoa a rugir… No crepúsculo de uma lágrima a madrugada embruteceu. Mudou as alvoradas e esfaqueou a cor do céu. Gritos fundos respiravam suaves modos maternos, Uma força infindável reluzia nos olhos ternos … E quando o peito descontraiu da ânsia que o apertava A vida então nasceu… Era poesia e chorava
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