
PÓS-OPERANDIS
Data 25/12/2010 20:30:04 | Tópico: Poemas
| Meu ser inerte, corpo desnudo e cru; metáfora de mãos aprisionando meus sentidos; éter rarefeito, na sala purificada e gaseada.
Faca perdendo-se na carne doente; é gume é cabo, ordenando sua propensão – o teorema, que rasga minhas entranhas.
Recobrar, no meio caminho; e a faca suga a lâmina, que busca a inflamação (não sem antes intensificar, a anestesia).
Envolto em tubos, regresso às paredes simétricas; brancas; (e o relógio parou, ficou a faca o gume e o tempo , que lá ficou).
Cavalos desnorteados; dir-se-ia, que estou inválido! Sorrisos femininos, acodem meu corpo (se não fosse faca, seria relógio, ou chumbo de bala).
Jorge Humberto 25/12/10
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