
ESTES POEMAS QUE LÊS...
Data 24/12/2010 03:59:47 | Tópico: Poemas -> Amor
| Bem o sei, são fogos-fátuos, estes meus versos vulgares. No entanto, talvez, reflitam, em parte, ao menos, o encanto dessas cousas singulares, profundas, cíclicas, breves, que ao mais insensível dos homens podem às vezes tocar... O tronco repleto de orquídeas, no ermo recanto de um pasto, sob um lampejo solar... Acordes de Vivaldi, às estações, na via de um vilarejo envolto em franco luar... Espero, assim, te afugentem rumores de passos, prantos de séquitos ancestrais. Que te amenizem, temores. Façam-te ver que há poesia (ainda) e melhor que esta: há uma poesia que vibra acima e à volta, dos homens, acima e à volta dos crimes dos homens, os mais brutais... Espero, assim, que a lembrar-te a infância, a escola, os amores, cantilenas, madrigais, em os guardando, um momento, os tenhas por teus, não mais. Bem o sei, são fogos-fátuos. E a quem importa o destino que a um livro de versos dês? São meros torrões de terra estes poemas que lês...
(Do livro "Estado de Espírito", de Sersank)
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