
E em cada dia que passa...
Data 17/12/2010 11:14:36 | Tópico: Poemas -> Infantis
| E em cada dia que passa, há uma recordação que fica!
Um quarto de século passou e é com saudade que recordo aquele menino lindo e louro, meiguinho, a pedir: -Vó conta uma história, aquela do menino pobrezinho ou a outra do patinho feio que ficou bonito. E eu contava: Era uma vez…. E as lembranças vêm...A colmeia, as abelhas alegres e zumbidoras...e a Alda a mandar nele...e o suplício da solha...e a dor de barriga que vinha antes de chegar a carrinha...e o Senhor Joaquim e o Senhor Madruga… E em cada dia que passa, há uma recordação que fica! ...E o jogo das cartas… - Vó eu quero o burro de contar!...ou a bisca, ou o dominó inglês. E os combinados do Califa...o”oito” era o preferido… Os soninhos na cama da avó...
Papãozinho vai-te embora, de cima desse telhado, deixa dormir o menino um soninho descansado!
E em cada dia que passa, há uma recordação que fica!
E a alegria do Carnaval no Fonte Nova...cozinheiro, zorro, índio...papelinhos, serpentinas...uma festa… E o meu coração cantava ao ver a alegria no teu olhar!
E as idas ao “Zoo”: -Vamos Vó! E era uma correria...a aldeia dos macacos...as jaulas dos animais ferozes...os baloiços ...os escorregas….
E as idas ao Cinema: a caixinha das surpresas, o pluto, o Pato Donald… e ao virar da esquina a alegria: “Olha a Casa da Vózeca”! E a Emílio Navarro...os amigos Tiago e Gonçalves ao quadrado...as sandes de chouriço!...
E veio o tempo de crescer, as borbulhas, o acne, as crises da adolescência e lá vinha o Adriano Mole com as graças do comprimento...das medidas...e o Benfica, o glorioso, a vela acesa...as manifestações de alegria e por vezes , mau sinal, até havia lágrimas… E em cada dia que passa, há uma recordação que fica!
E o “conjunto” e o som da guitarra dedilhada por ti!...E sempre o bom aluno sem chumbos...E o Inglês, o autismo e os 19 valores...Mais tarde, quase agora: O senhor Doutor...e o orgulho de avó continua. E sobre o Amor, ainda não é o ontem, é o hoje, será o amanhã. Ainda não dá para recordar. Falaremos noutra altura. E é com alegria que me revejo hoje no meu neto, um Homem. Como é que eu posso pagar tanto que me deste? Nunca te dei nada de valioso, mas o meu amor, esse nunca duvides dele. Estará sempre presente! “Vózeca”
Susete Bogalho
|
|