
Ermo corpo desabitado
Data 16/12/2010 23:09:01 | Tópico: Poemas
| Devorem minhas lágrimas De abundantes partidas dolorosas. O meu corpo assim esgotado Contumaz na garganta Onde a dor é farta e canta Rosas mortas espalhadas no passado.
Apartem-me as razões Saneadas emoções pela aspereza… Impressões que feitas vida São matérias imperfeitas O prenuncio das maleitas Que expressam fundo a dolência Na minha alma.
Derrubem as fronteiras Das iras vagabundas que me dançam… Arruínem-me a miséria de tangos e solidões Nestes vazios salões Do meu corpo sem amor Sem parceria.
Afaguem esta noite O que resta dos meus olhos com a mão. Afaguem-me em farto fogo Sangro dos lábios um rogo Um até mais, um até logo Um toque no coração Que haja brinde e enlaço Uma dança com abraço Um risco louco, essência e traço Que expire o olhar baço… A solidão.
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