
A mão que atira a pedra
Data 14/12/2010 22:58:51 | Tópico: Poemas
| A mão que atira a pedra… Charco de pão em sopa de nódoas negras de míngua. Desembainhados fuzis transportam as curvas da noite com pés de fronteira… E o céu deslumbrou crianças despidas na terra. Ortografo molduras sacarinas em hipotensão. Quietude estática na casa forte dos pretéritos caros. Organismo de tempo sem secretário que inventa a saudade desorganizada. Não sei quem inventou o relógio. Decerto alguém com tempo para viver os segundos. Sou eu o filho da puta. Charneca de quase homem em confusões despóticas. Seguro a pedra na mão. E tenho um mastro cheio de mulheres penduradas em bandeira vencida. Um dia matei por anestesia. De longo o abandono assombrou ódios maternos em melodia. Fugi marinheiro nos portos alegres do vício. A mão que atira a pedra. É pão do mesmo saco… Em sopa de nódoas… Que brindam as bocas do crime. Anestesiadas.
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