
Barriga cheia de nós
Data 12/12/2010 22:40:29 | Tópico: Poemas
| Porque tens rumores de sim e de ventre no incontestado… Limo de seda, crepúsculo escoante de magma represo, furacão calcinante de fuso e fusão em esforço anelado Sismos de lava regam os centros deitados de frente. Assim pelo meio da cama acontecias… O teu barulho é uma serpentina rosácea de falsa inocência e um…ai, que mordes os lábios a gemer os lençóis, a comer sensações, a beber indecência. Não te preocupes com rima do corpo em quadro, em quadra, em sextilha matinal antes do ir… Que vou contigo nas pernas, no peito e em tudo florescido aí dentro. Que de te pensar e levar e te ver… vir… De novo o topo da saia ajusta a coxa justa de ser... Músculo , seio, saia, sei-o e anseio de te ter… Ah que até no fogão, no chão em todas as rimas de ão e até no saguão, com sabão, sabonete, lamurias e dós, cedros e citaras pela noite tântrica... Fecundamos os corpos com sexo sem rima, sem pudor… sem semântica. E batem nas paredes ao lado, o prédio num chiuuu!!! Católico… e tu num arfo felino de ahhhhhh!!! mais alto... num grito cálido quase alcoólico! Vais descalça pela cozinha e fazes café… Fazes amor, não fazes favor…não fazes por fé. Daí tua barriga vazia de ser ninho com colo no útero. Mas cheia de ser, por ser por prazer e não fazeres luto. Ventre por ventre, manifestação, de vida e de voz... Sem geração, tens a barriga cheia de nós.
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