
Segundo reza a morte
Data 12/12/2010 22:23:17 | Tópico: Poemas
| Morro em teus cantos tintos Balsa em vaga bravia Mosto cru degustado Musculo vinolento, embriagado De turva língua abespinhada Aos teus olhos meus incrédulos Que eras ventre afagado Pátria dos meus aconchegos Hoje riacho que verte os regos No álcool por correres lágrima. Na parede calendários O pretérito esmagado Corrente alterna da idade Continua disparidade… Vamos parar de correr Que horas são? Para eu morrer. Grumo de nada somente… Rés asilada num escombro Gente cunhada no chão Desprezo poeta de paixões Prostitutas caridades As rosas paraplégicas Sem espinhos, analgésicas Vasos de parapeito Debruçado amor prefeito Cadente qual estrela morta Sem presente no olhar Boca sem saber amar… Doca onde aporto etílico Desesperanço hemofílico És ferida a jorrar O meu sangue sem parar Com relâmpagos na voz Somos a primeira pessoa… Nunca mais seremos nós. Vamos parar de correr… Deixa amor… Vou morrer.
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