
Insígnia
Data 07/12/2010 22:22:26 | Tópico: Poemas
| Voar; Processar a ditadura… Carta magna do mais logo, talvez… Em tarde me erga de ombros heroicamente no zimbro… Em hino. Pela noite dos caminhos degolaremos marchas brancas… Eu tenho uns sapatos rotos… Igual a serapilheiras, outras, loucas, mantas de bailarina que dormem escuras cidades. Então… Pelas veredas incandescem rubros, amantes, armados, á ganga, martelos destas fábricas de gente em segunda mão. A terra era plana antes de arredondar. Os homens viam-se ao longe…a olhar. Descendeu então a geometria, sementeira de inveja… Também eu sou sobra…só isso. Como, cuspo, restos Dos dias que me deixam mágoas, águas, Penas, saudades… Rasgo… A lapela do casaco, corro, assalto… Bocados ao dia morto, falso, Prometo, juro, parto, furo… Buracos aos meus sapatos… Factos… Existem pés descalços. Quebro, futuros, dedos, dentes, muros… Voar; Carta magna do mais logo, talvez… Em tarde me erga de ombros heroicamente no zimbro… Estandarte. Içado, em quadro, notícia, recorte! Que enobreça a madrugada em urros, em gritos… Insígnia... Pátria... Ou Morte.
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