
[Que Mal É Esse...]
Data 01/12/2010 14:26:43 | Tópico: Poemas
| Quem pensa reto, se pudesse, não arquivava — não arquivava na mente, nem no armário de ossos!
O que importa que algo seja achado tempos depois da partida? Que mal é esse, a sempiternidade tão audaciosa quanto fútil?
Se já as águas são idas; voados os pássaros de ainda há pouco; cerrados aqueles olhos para todo o sempre; calados os gritos do pátio da escola; o tempo tecido fino nas teias das aranhas.
Então, por que, por que arquivar? Por que não apenas contemplar as estrelas, estas sim, as mesmas arquivadas pelos olhos daquela criança que não morre em mim...
[Se amar é viver... esquecer é curar-se?] .
[Penas do Desterro, 30 de novembro de 2010]
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