
PRENDA DE NATAL (Um poema quase em -al)
Data 04/12/2010 20:41:03 | Tópico: Poemas
| "-Claro..." disseste-me sem sequer te levantares do teu jornal "-...escolhe tu, não tenho paciência para compras de Natal" Olhei-te através de um copo de cristal e pareceste-me pequenino irrealmente tocado pela tremeluscência dos enfeites da árvore artificial "-Tens que vir comigo, para pagares..." Agora dignaste-te levantar o cu do teu desdém fatal "-Claro..." "-E também para eu te dar o meu presente... não mais o meu futuro..." disse eu, já mais para mim
Clara é a vontade, quando se afirma Já tenho os documentos preparados A data marcada a vermelho Os preparativos ultimados com precisão E os detalhes trabalhados para um "grand finale" Vou querer para mim o presente ideal: "A Minha Vida"
No cartório, à hora marcada sei que vais achar muito, o que desejo -a minha vida- e pouco, o que exiges -tudo o que adquirimos por comunhão material- Mas não há condicional Afinal tu é que escolheste a minha prenda de Natal!
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