Pinóquio era um boneco com cara-de-pau, sorria fingindo que não sabia o que era o bem, ou ser mau. Mentia pois não sabia falar a verdade, mas na cara estampava as mentiras da sua distorcida realidade.
Pinóquio, pobre boneco sem coração, errava, maltratava em vão, pois era inocente, não sabia da verdade, ele apenas inventava uma nova realidade...
Inventava por diversão pois pensava que as pessoas também não tinham coração, que podia, mentir, maltratar, que ninguém sentia, que ele era o único a sentir tristeza e agonia.
Achava que atrás da porta do escritório tinha "o mundo", um grande laboratório, para seus experimentos sentimentais e ou outros? apenas animais para experimento (que duravam apenas um momento) manipulados do alto do seu castelo-ilusório, protegido por fosso de fingimento.
Pobre boneco de madeira, acorrentado em sua triste cadeira, com sua cara sardônica, irônica e solitária. Sem saber que mentir é feio em qualquer faixa etária!
Mas nessa, acabou a festa e pinóquio acabou sem amigo triste, só e com seu nariz comprido.
Apenas o pobre nariz, triste e erguido!
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