
Ansiedade
Data 29/08/2007 13:12:25 | Tópico: Poemas -> Paixão
| Numa ansiedade sem limites, procuro enfim o limiar do subconsciente. Ser sem paz de alma! Singular sem rei nem roque! Indolente no pensar... Cúmplice de amor e ódio... nascente de luz e calor onde nem a própria morte sobrevive à dor finita deste prazer. Invoco a mim o poder que me foge por entre os dedos. Já não me tenho! Já não tenho nada! Sou só e apenas uma imagem, um corpo debruçado sobre um corpo e a fúria permanente, o desespero, a inconformidade, a necessidade de permanecer a teu lado embrulhada nos teus braços, enlaçada, perdida no teu olhar... Como é mórbida a dependência! e, mais decadente ainda, é esta vontade insaciável de depender e este vazio que me preenche... e esse sorriso que carrego... e estas saudades que choro...
Até já o choro me venceu!
Até já a lágrima se esvai!
Já nem esta sustenho... e choro... Choro... CHORO de desgosto, de impotência perante mim diante de ti perante nós os dois juntos! eu e eu separados unidos e apartados incandescentes e apagados! Quero-te simplesmente! Como num sonho em que sonhei querer-te! Quero-te hoje mais que nunca! Sou dona dos céus pertencem-me os sete mares. Conheço a Lua e o Sol como as minhas mãos; o teu corpo é tão somente um pedaço meu e o cheiro da tua pele não me conta segredos. Só eu sou a ingrata a desconhecida a falsa a estranha. Tornei-me dona do mundo! Perdi-me a mim... ... e ganhei um tesouro ao qual não sei dar valor!
cdjsp
|
|