
Estaca
Data 20/11/2010 23:24:28 | Tópico: Poemas
| Pulseira perfurante descai arrombo do súbito no denso separa, rasga, desune, parte. Estia o ventre, irriga o pão das visceras flamejantes e remexidas mão cravejada de adagas esferudas quando lábios de metal sobrepujaram as cartas do Mestre, perfídia do plano.
O desarranjo foi máscara da mente o biltre é um lápis do xadrez escritor de lápide drapeada de mapas insolutos no seu enrugado esgar, não se empedreite a cornija sem dar o carvão à lareira do actor.
Ó urbe sem freio, rastilho de insanidade és a faca que recorta e chacina quando o maremoto do inferno eclode pelas avenidas de orquídeas em avenças de magnólias outonais.
Eleva-te ao cume asa-barbatana e despranta-te à porfia do açúcar polvilhado no azul.
O juiz que te deu poço é rapaz, não douto de pranchas que as cores emprestam à íris.
O cruel é espinho, o prego um carimbo do misso com pelo uno a escadar, às alv-luz… a terra é ocre e escura.
Poema escrito em resposta a um poema com o mesmo título do poeta que neste site se denomina Azke.
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